Sábado, 21 Abril 2018

Talita Affonso

País/Barra do Piraí – A televisão ainda é o meio de comunicação mais consumido no país; entretanto, ao mesmo tempo, a relação entre o jovem e o aparelho televisor vem se modificando nos últimos anos. A chamada “segunda tela”, em geral o aparelho celular, tem cada vez mais se tornado primeira, ao passo que os jovens têm preferido o YouTube a assistir canais pagos, bem como compõem a faixa que menos vê os principais canais abertos.  Em média, o brasileiro (aliás, a brasileira, já que as mulheres são o público que passa mais tempo em frente à TV) passa cinco horas por dia assistindo ao televisor, de acordo com dados do instituto GfK. O Brasil é, inclusive, um dos países que mais assiste TV, ao lado de Estados Unidos, Índia, China, Malásia e Turquia. Os dados são referentes a 2016.

  Porém, 56% dos jovens entre 14 e 24 anos ouvidos pela pesquisa “Digital Democracy Survey”, realizada nos Estados Unidos em 2017, declararam que preferem acessar conteúdos no YouTube e outras plataformas digitais a assistir aos canais televisivos a cabo.

  De volta ao Brasil, o portal de noticias televisivas NaTelinha divulgou que o jovem entre 12 e 24 anos corresponde à fatia em que os principais canais abertos, em termos de audiência, têm menos telespectadores. Apenas 21% assistem ao SBT, 14%, à Globo, e 13% dos jovens declararam assistir à Record.

  “Sinceramente, nunca fui muito de ver TV, e acredito que a grade atual das emissoras não tem um atrativo ao jovem, porque ainda estão muito presas em programas e formatos mais tradicionais. Acho também que o que o jovem busca não está na televisão, mas está na Internet, no YouTube, nas séries, por isso que estamos nesta situação”, acredita a estudante Alice Oliveira, 19. Ela admite ser adepta de seriados e outras mídias.

  Por outro lado, o público tradicional, ainda tem na televisão a “amiga que traz as informações” e distrai. “Gosto de ficar com a televisão ligada como som de fundo mesmo, enquanto faço minhas atividades domésticas, e volta e meia olho para saber o que está acontecendo, como está a novela ou a receita que a Ana Maria Braga estiver fazendo. Minha geração cresceu tendo a televisão como companheira de serviço de casa e até como ‘babá’ dos nossos filhos, aí não tem jeito”, diz a dona de casa Sônia Lopes, 44.

Existem mil coisas para se falar sobre "Pantera Negra". O filme (que o iG já assistiu e amou) estreia nessa quinta-feira (15) trazendo pela primeira vez um herói negro da Marvel como protagonista e dono de sua própria história. A primeira aparição do personagem, em “ Capitão América: Guerra Civil ”, serviu como uma boa introdução ao personagem, mostrando traços importantes de sua personalidade, como a importância do seu povo e de sua família, e o comprometimento em servir a população, seja como o representante político na figura do Rei de Wakanda, seja como o guardião na pele do Pantera Negra.

Com essa introdução, o " Pantera Negra " de  Ryan Coogler evita a história da origem do herói, e o cria a partir dos desdobramentos de Guerra Civil. De volta a seu país, ele tem que assumir o trono e proteger os recursos naturais de Wakanda de seus muitos inimigos. Nas mãos de Coogler, Wakanda se torna, ao mesmo tempo, um templo com diversas referências a cultura africana, e um país rico e extremamente tecnológico. Coogler, por sinal, é o primeiro diretor negro a chefiar um filme de heróis. E ele se permitiu “ousar”, criando um mundo que exalta a cultura negra por sua inteligência, beleza natural e longe dos estereótipos tradicionais.

Seu elenco, por conta disso, não podia ser diferente, e é formado principalmente por atores negros. Michael B. Jordan , o vilão Erik Killmonger, já trabalhou com o diretor antes em “Fruitvale Station”, filme que ofereceu visibilidade a ambos, enquanto Letitia Wright (de “Black Mirror”), desponta como um dos nomes a se acompanhar nos próximos anos. Daniel Kaluuya também se beneficia da visibilidade de um filme de herói para acrescentar à boa fase começada com “Corra”.

Protagonismo feminino
Nos quadrinhos, o Pantera Negra conta com um grupo de seguranças e soldados a seu lado, chamado Dora Milaje e formado exclusivamente por mulheres. Com um material de origem tão rico em personagens femininos, Coogler soube aproveitá-lo nas telonas. Okoye (Danai Gurira) é a chefe das Dora Milaje, mas outras personagens femininas se destacam como Nakia (Lupita Nyong’o), a irmã do herói Shuri (Letitia), e sua mãe Ramonda (Angela Basset).

Trilha de Kendrick
Já vimos outros rappers dominarem a trilha sonora de filmes, mas na maioria das vezes a música serve como um contexto para a história. Ou os personagens ouvem esse tipo de música ou, ela é protagonista do filme como em “Straight Outta Compton”, mas é apenas exaltada como estilo musical. A curadoria de Kendrick Lamar foi certeira em somar artistas proeminentes negros, como The Weeknd e Travis Scott, com músicos africanos.

Pioneirismo
Escrito por Coogler e Joe Robert Cole (“American Crime Story”) é a primeira vez que a adaptação de um roteiro da Marvel é feita exclusivamente por negros. Mas, não só isso, o filme é o primeiro de super-herói a ter uma mulher da direção de fotografia. Rachel Morrison é uma grande pioneira e seu trabalho e visibilidade nos últimos anos podem ajudar a mudar o “status quo”, onde tão poucas mulheres ocupam o espaço, como é a direção de fotografia. Além do trabalho em “Pantera Negra”, ela se tornou recentemente a primeira mulher dos 90 anos de Oscar a ser indicada na categoria.

“ Pantera Negra ” é o filme certo na hora certa por destacar o negro sem estereótipos e desenvolver uma série de “primeiras vezes” no cinema (principalmente de herói), mas é mais do que isso. Um filme que se desfaz das amarraras da fórmula Marvel, se diferencia dos demais pelos personagens e pelo tema relevante, e com um elenco cheio de estrelas, o filme merece seu espaço entre os maiores longas de super-heróis. Wakanda Forever!

Parece que o universo de Westeros vai entrar em hiato durante este ano. A série da HBO que surgiu da trilogia de George R. R. Martin teve as suas gravações atrasadas e, portanto, a estreia da oitava e última temporada só chega em 2019. Mas não é somente a produção audiovisual que ficou para o próximo ano. O aguardado “The Winds Of Winter”, sexto livro da saga “As Crônicas de Gelo e Fogo” não sairão este ano, de acordo com o próprio autor.

Em seu blog pessoal, George R. R. Martin afirmou a um fã que o que tem planejado em relação à “ Game Of Thrones ” para o ano é “Fire and Blood”, uma obra dedicada a resgatar a trajetória da família Targaryen. Em outro comentário, um fã ainda questiona se o novo livro viria antes ou depois de “Winds of Winter”, ao qual o autor respondeu categoricamente afirmando que “Fire and Blood será dividido em dois volumes. O primeiro sai antes e o segundo, depois”.

O primeiro volume, por sua vez, parece já estar bastante encaminhado. O exemplar estava prometido para 2017, mas o autor acabou atrasando o lançamento desta história. Agora resta aos fãs esperar mais um pouco para desvendar ainda mais sobre esse universo.

Já são 59 anos de trajetória musical que Roberto Carlos trilhou, cantando suas canções de amor, desilusão e superação, o que fez com que o músico conquistasse seu espaço, se coroasse e ganhasse o título de Rei. Entretanto, esse status não foi concebido apenas pelos brasileiros, mas também por outros fãs do cantor mundo afora. Raquel Tavares , portuguesa e fadista é quem comprova. Em homenagem ao músico, a cantora colaborou com uma produção franco-brasileira trazendo grandes clássicos da carreira do músico para o fado português em um disco inédito e cheio de emoção.

“Eu ouço Roberto Carlos desde 1988 e eu lembro que os vinis que mais tocavam aqui em casa eram dele. Eu sei todas as músicas e realizar esse trabalho foi uma feliz coincidência. Eu não escolhi fazer este álbum, eu fui escolhida”, conta Raquel Tavares ao iG Gente ao relembrar do processo de construção do projeto. De acordo com Tavares, a ideia surgiu do produtor e Max Pierre e a cantora acabou sendo a convidada para interpretar as canções do Rei. “Quando me ligaram falaram sobre essa possiblidade e eu disse ‘como?’, porque era tão inusitado para mim”, completa a cantora.

Para ela, lançar um segundo disco que mantivesse a aceitação do último, “Raquel” (2016) era um desafio, que foi concretizado com sucesso. “É o maior presente de todos numa altura que eu não sabia o que ia fazer como próximo álbum porque o anterior deu muito certo. Este veio como cereja no topo do bolo”, comenta. Apesar de se dedicar anos ao fado português, um gênero musical que já foi considerado Patrimônio Cultural e Imaterial da Humanidade pela UNESCO, a cantora revela que sempre teve uma referência do músico em sua mente e que teve todo um cuidado especial para mesclar o português de Portugal com a sonoridade brasileira.

Além da interpretação da portuguesa, o disco também contém participações especiais de Caetano Veloso, na canção “Debaixo dos Caracóis dos Seus Cabelos” e Ana Carolina, em “De Tanto Amor”. Para Raquel Tavares, os convidados também foram uma surpresa inédita. “Eu não tinha a noção nem intenção de ter ou de pensar em convidar nomes de tamanha grandeza pra um álbum meu. A gente tem a importância que tem e eu sei qual é o meu lugar, então eu nunca pensei na minha vida que Caetano e Ana Carolina aceitassem participar desse disco”, conta a cantora.

As vozes dos artistas surgiram de surpresa para ela, quando ouvia as músicas depois de prontas. “Eu dei um pulo no sofá e gritei: ‘o que é isso’. É inconfundível a voz do Caetano! E então liguei para meu agente e comecei a chorar demais”, relembra. Já com Ana Carolina, as coisas foram mais tecnológicas. “Eu liguei o whatsapp e eu gravei um áudio convidando ela para cantar na música. Eu fiquei muito grata”, conta.

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