Terça, 14 Agosto 2018
previous arrow
next arrow
Slider

O barrense Raphael Orlando dos Santos da Silva, de 20 anos, morador do bairro Caieira São Pedro, ficou entre os melhores classificados geral na prova de 6 km do Circuito VTR, realizada em Valença no último final de semana.

De acordo com o atleta, a prova foi muito dura devido ao grande número de subidas, porém, mesmo assim ele suportou bem, conseguiu terminar a prova na quarta colocação e foi coroado com um troféu.

Não é de hoje que o jovem atleta pinta como uma possível revelação em nossa região. Há dois anos que Raphael é maratonista, com o sonho de se tornar um dos maiores. Sua primeira competição foi a Athena's no Rio de Janeiro (12km), após sua iniciação, foram ao todo 42 corridas, sempre em evolução.

O seu auge foi ano passado, após vencer a meia maratona sub-19 do Rio de Janeiro, Raphael foi o melhor sul-fluminense colocado na São Silvestre, prova mais tradicional do atletismo brasileiro e uma das mais importantes do planeta.

Nascido e criado em Barra do Piraí, Raphael é mais um jovem que demonstra talento esportivo, em um dos esportes mais populares do mundo, apesar de não tão divulgado. No Brasil, o instituto de pesquisa SportTrack, após consultar no começo desse ano 10.800 pessoas de 8 a 84 anos, de ambos os sexos e todas as classes sociais, constatou que 33,2% dos que participaram das entrevistas afirmaram que tinham o costume de praticar corrida de rua/caminhada, a frente da “paixão nacional”, o futebol, com 26%.

Rafa são silva

Raphael em ação na São Silvestre 2017: barrense foi o melhor ranqueado entre os atletas de nossa região sul-fluminense (Foto: Divulgação)

O ouvinte Joaquim Caetano, de 57 anos, morador da Rua Assis Ribeiro, no Centro de Barra do Piraí, denunciou através do telefone do nosso jornalismo 2443-2583, que o agendamento de exames no Hospital Cruz Vermelha está, em média, com uma demora de dois meses para ser marcado, o que prejudica principalmente quem precisa emergencialmente dos resultados.

No caso específico do ouvinte, ele possui catarata e irá passar por uma perícia no próximo dia 27. Joaquim precisa de um exame para não perder seu benefício do INSS. Segundo ele, o limite diário de senhas para a marcação de exames é de 25 números e que, mesmo chegando bem cedo, não conseguiu agendar.

Nossa equipe de reportagem foi ao hospital para observar essa situação. De acordo com a administração, a demora no agendamento é um reflexo da alta demanda. Segundo os funcionários, anteriormente em Barra do Piraí, a Santa Casa, o hospital Maria de Nazaré, o posto Albert Sabin e a própria Cruz Vermelha realizavam todos os tipos de exames, o que dividia bastante a demanda. Porém, atualmente, o Hospital Maria de Nazaré e o Posto Albert Sabin estão com esse serviço interrompido, o que aumentou a procura de exames na Cruz Vermelha.

Apesar de reconhecer não ser o ideal, a administração do hospital observa o cenário com otimismo: a Cruz Vermelha chegou a ficar com uma média de três meses para agendar exames, média essa que caiu para dois meses, com tendência de diminuir ainda mais, já que o Posto Albert Sabin aos poucos retornará com o agendamento em breve e a Maria de Nazaré, provavelmente, também irá normalizar.

A administração do hospital ressaltou ainda que hoje eles estão com as contas em dia e com as poucas dívidas que possuem, dos tempos em que chegaram a ficar com as contas bloqueadas, negociadas. Vale lembrar que a Cruz Vermelha está sob intervenção da prefeitura municipal de Barra do Piraí.

Na edição 723 do jornal O BARRENSE, veiculada no período quinzenal entre 8 e 22 de setembro de 2017, publicamos de forma equivocada que Claudia Regina Gomes Gonçalves, moradora do bairro Química, em Barra do Piraí, estaria associada ao tráfico de drogas na localidade.

Na matéria, citamos o seu nome como suspeita de portar entorpecentes e de receber agentes da Polícia Militar em sua residência. Essas informações, muito menos o nome da pessoa citada, não constam no boletim oficial do caso.

O Grupo RBP de Comunicação vem publicamente retificar essa informação, afirmando que Claudia Regina Gomes Gonçalves não possui nenhuma relação com a operação, nem mesmo como testemunha.

02 imagem

 

Com o quadro pequeno de funcionários e sem previsão de concurso público. O histórico da grave situação interna dos Correios é velho conhecido e se arrasta por um longo tempo.  Com essa estrutura prejudicada, a empresa é uma das campeãs de reclamação e insatisfação em todo o país, gerando, inclusive, prejuízos aos profissionais que dependem  desse serviço.

De acordo com um levantamento oficial, publicado pelo site UOL, uma redução de quase 20 mil funcionários foi conduzida pelos Correios nos últimos cinco anos. O quadro caiu de 125,4 mil empregados em 2013 para os atuais 106 mil (um corte de 15,5%).

Segundo a companhia, a força de trabalho vem sendo adequada com investimento em automação da triagem e em inovações tecnológicas para melhorar os processos internos e aumentar a qualidade dos serviços prestados. Porém, o que se vê na prática, é um serviço que não atende a demanda da população.

Nossa equipe de reportagem conversou com o diretor do Sindicato dos Trabalhadores da Empresa Brasileira de Correios Telégrafos e Similares, em nossa região Sul Fluminense, Esmeralci Silva (foto), que atribuiu o péssimo nível do serviço oferecido pela empresa em nossa região ao quadro muito baixo de funcionários. “Desde 2011, os Correios não abrem concurso público. Temos um déficit nacional de praticamente 20 mil funcionários. Além de não contratarem, ainda incentivam a demissão voluntária, focando principalmente nos funcionários com os melhores salários, devido ao longo tempo de casa. Não adianta demitir sem contratar, o serviço está sucateado”, afirmou.

Nas ruas de Barra do Piraí hoje, de acordo com o diretor, existe um déficit de aproximadamente 15 carteiros, para que o serviço de entrega de correspondências seja realizado com o mínimo de eficiência em todos os bairros. “O grande motivo do péssimo trabalho dos Correios é a falta de funcionários, com certeza. Hoje, temos uma carga pesada de trabalho, para poucos agentes. Humanamente, é impossível atender toda essa demanda”, esclareceu.

Essa falta de funcionários prejudica não só o serviço de entrega de cartas e encomendas, mas também as necessidades mais básicas da empresa. Internamente, os serviços de atendimento e, até mesmo, o de limpeza, são prejudicados pela falta de investimento público. “Há pelo menos quatro meses que os Correios não para contratam uma empresa de limpeza. Nesse tempo, a gente se vira como pode. Além disso, a falta de funcionários prejudica também o atendimento em nossas agências de trabalho. As enormes filas são o reflexo disso”, explicou.

Na última terça-feira (07), em assembleia, a Federação dos Trabalhadores dos Correios decidiu por manter o estado de greve em todo o país. A intenção da categoria é negociar melhor com a empresa, e para isso, foi marcado mais um encontro para a próxima terça-feira (14).  “Infelizmente, não é confirmado, mas sabemos que existe ainda a possibilidade de um plano de demissão voluntária. Não há automação que resista a falta de material humano. Os carteiros de toda a região estão passando por situações constrangedoras e quem não está dentro da empresa não conhece a real situação. Muitas vezes, colocam a responsabilidade neles, quando na verdade não possuem culpa pela crise que vive os Correios. Essa situação é muito desagradável e eu me sinto na obrigação de esclarecê-la”, finalizou o diretor do SINTECT-RJ, Esmeralci Silva.

Crédito da foto: Felipe Castro

Rua Ana Nery, 120 - 9º andar
Centro, Barra do Piraí - RJ
CEP 27123-150
Tel.: (24) 2443-1470 (AM)
(24) 2443-1098 (FM)

Boletim Eletrônico

Cadastre-se e fique sabendo da nossa programação em primeira mão!