Sexta, 23 Agosto 2019
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Dono de joalheria em Volta Redonda é alvo da operação Open Door

Laci Mendonça, dono da rede Joalheria Mendonça, foi preso suspeito de participar de organização que fraudava contas bancárias (Foto: Divulgação)

A Polícia Civil e Ministério Público, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO/MPRJ) e da Promotoria de Investigação Penal de Barra Mansa, deflagraram no início da manhã desta terça-feira (13), a terceira fase da Operação Open Door.  A intenção foi cumprir mandado de prisão contra três envolvidos em organização que fraudava contas bancárias.

Entre os suspeitos está o empresário Laci Mendonça, dono da rede de Joalheria Mendonça, detido nesta manhã, em Volta Redonda. Ele é apontado como responsável pela lavagem de dinheiro da organização criminosa. O delegado titular da 90ª DP (Barra Mansa), Ronaldo Aparecido de Brito comandou a investida policial.

Durante a Operação Open Door foram denunciados ainda, o ‘hacker’ Washington José Felício – preso na segunda fase da operação, em setembro de 2018 –; Rodrigo Antônio Moreira, que também está  preso, além de  Laci Mendonça, detido nesta manhã.

–  Os outros  mandados serão cumpridos  no sistema prisional, onde já estão detidos o hacker Washington José e Rodrigo Antônio –  explicou o delegado.

De acordo com a denúncia, os três e demais suspeitos ainda não identificados, constituíram, integraram e promoveram organização criminosa, caracterizada pela divisão de tarefas. Os mandados foram expedidos pela 2a Vara Criminal de Barra Mansa. A quadrilha de hackers age não apenas na região, mas em outros 17 estados do país.

Dinheiro

A primeira fase da Operação Open Doors foi realizada em agosto de 2017. As investigações apuraram que ‘hackers’ exercem papel central e determinante na organização. Burlam a segurança bancária e conseguem acesso aos dados dos titulares das contas lesadas. Com isso se apropriam de senhas, CPF, nº de agência e conta, nome completo do titular. Com essas informações, eles solicitam aos ‘cabeças’ que lhes forneçam contas de ‘laranjas’ para que possam direcionar o dinheiro subtraído das vítimas.

Primeira fase 

Deflagrada em agosto de 2017 e mobilizando 200 agentes da Polícia Civil e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público Estadual, a Operação Open Door cumpriu, inicialmente, 33 mandados de prisão e 50 de busca e apreensão contra integrantes de uma quadrilha que desviou mais de R$ 2 milhões de contas bancárias de vítimas em apenas oito meses. Ao total, 28 pessoas foram presas - 27 em Volta Redonda e Barra Mansa e uma prisão no Rio de Janeiro.

Dois meses depois, em um desdobramento da primeira fase da operação Open Door, agentes da Polícia Civil e Gaeco prenderam três suspeitos de envolvimento com a quadrilha de hackers da região Sul Fluminense: Glaucio Lopes de Araújo, o “Gatão”, de Barra do Piraí; Marcelo Henrique de Melo Gonçalves, o “Celão”, de Barra Mansa; e Raphaela Stephanie Pereira dos Reis, de Volta Redonda, foram acusados de tentarem obstruir as investigações.

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