Domingo, 16 Dezembro 2018
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O doleiro Alberto Youssef e Dalton Avancini, ex-executivo da Camargo Corrêa, chegaram na manhã desta sexta-feira (16) à Justiça Federal em São Paulo para depor em ação sobre o sítio de Atibaia. Eles vão depor ao juiz Sérgio Moro, responsável pela Lava Jato em 1ª instância no Paraná, por videoconferência.
Nesta ação penal, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva é acusado de receber reformas no Sítio Santa Bárbara, em Atibaia, no interior de São Paulo, como propina.
Youssef, que está preso em regime domiciliar na capital paulista, e Avancini chegaram para depor em fórum da Justiça Federal na rua Ministro Rocha Azevedo, na região central de São Paulo, por volta das 9h30. Avancini deve ser o primeiro a depor e, na sequência, Youssef. O empresário Augusto Ribeiro Mendonça, que estava previsto para depor nesta sexta, teve depoimento adiado para a próxima sexta-feira, às 9h30.
Moro já ouviu o ex-marqueteiro João Santana e a mulher e sócia dele, Mônica Moura, o ex-gerente da área Internacional da Petrobras, Eduardo Musa.
O ex-presidente foi denunciado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro em maio de 2017 e se tornou réu na ação em agosto.
Lula nega as acusações e diz não ser o dono do imóvel, que está no nome de sócios de um dos filhos do ex-presidente. O ex-presidente afirma que todos os bens que pertencem a ele estão declarados à Receita Federal.

Entenda a denúncia
A acusação trata do pagamento de propina de pelo menos R$ 128 milhões pela Odebrecht e de outros R$ 27 milhões por parte da OAS. Conforme a denúncia, Lula foi beneficiado com parte desse dinheiro, por meio de obras realizadas no sítio Santa Bárbara, em Atibaia.
As obras, conforme a denúncia, serviram para adequar o imóvel às necessidades de Lula. Segundo o MPF, a Odebrecht e a OAS custearam R$ 850 mil em reformas na propriedade.
O MPF diz que Lula ajudou as empreiteiras ao manter nos cargos os ex-executivos da Petrobras Renato Duque, Paulo Roberto Costa, Jorge Zelada, Nestor Cerveró e Pedro Barusco, que comandaram boa parte dos esquemas fraudulentos entre empreiteiras e a estatal, descobertos pela Lava Jato. Todos já foram condenados em ações penais anteriores.
Conforme a denúncia, as duas empreiteiras foram beneficiadas em pelo menos sete contratos. Também faz parte da denúncia o contrato de aluguel do navio-sonda Vitória 10.000, realizado pela empreiteira Schahin, junto à Petrobras.
Nesse contrato, o processo apura um suposto pagamento de R$ 150 mil a Lula, com a ajuda do pecuarista José Carlos Bumlai, que teria intermediado os repasses ao ex-presidente.

BRASÍLIA - O secretário de Segurança Pública do Rio, Roberto Sá, será afastado do cargo. Essa é uma das medidas previstas a partir da intervenção federal no estado. Segundo auxiliares do governador Luiz Fernando Pezão, a ideia é que a intervenção federal dure pelo menos até o fim do ano, mas isso ainda será acertado na nova reunião desta sexta-feira em Brasília. O governador Pezão vai se reunir em Brasília com o general Braga Netto, chefe do Comando Militar do Leste. Pela decisão do governo federal, será ele o novo comandante das ações de segurança no Rio. Na reunião com Pezão, será definido o destino dos comandantes das polícias Civil e Militar do estado. Há duas possibilidades: afastá-los do cargo ou apenas subordiná-los ao general.


O presidente Michel Temer colocou um avião da Força Aérea Brasileira à disposição de Pezão para facilitar os deslocamentos dele entre Brasília e Rio neste momento. No fim de janeiro, Roberto Sá havia dito que era preciso aprimorar as estratégias de ações de segurança no patrulhamento ostensivo da cidade. Segundo ele, policiais militares cumpriam suas escalas quase automaticamente ao assumir os plantões, sem que houvesse uma troca prévia de informações entre comandantes e subordinados. Na época, o secretário de Segurança citou como um exemplo de ação preventiva uma experiência que conheceu em Los Angeles, nos Estados Unidos. Lá, policiais participaram de palestras com ex-integrantes de gangues para aprimorar a forma com que suspeitos poderiam ser abordados.

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