Sábado, 21 Julho 2018
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Possível prisão de Lula pode impulsionar economia, afirmam especialistas

País - Na noite da quarta-feira, o STF negou o habeas corpus a Lula, permitindo que ele comece a cumprir a pena referente à acusação de corrupção e lavagem de dinheiro, no casso do tríplex, localizado na cidade de Guarujá. A defesa do ex-presidente Lula tem até a próxima terça-feira para apresentar ao TRF-4, a última tentativa de recurso do político na segunda instância, antecedendo a possibilidade da prisão.

  Nesta manhã, a reação foi imediata, entretanto os benefícios do país com a negação do pedido do Habeas Corpus, serão colhidos a curto-médio prazo. Com a derrota de Lula no Supremo, o mercado acordou em alta, e a economia do país se apresenta aquecida. Às 11h10, o Ibovespa subia 1,88%, aos 85.943 pontos. Na véspera, o índice fechou em queda de 0,31%, refletindo a cautela antes do desfecho do julgamento no STF.

  A projeção é referendada pelo economista Pedro Paulo Silveira.  “Confirma algo que já estava razoavelmente precificado: o Lula não será presidente em 2019. Gera um impulso modesto no curto prazo. A concessão teria um impacto mais negativo do que o positivo gerado pela negação”, analisa.

  Para o educador financeiro, André Bona, com o ex-presidente preso, sua influência política vai a zero. Ele ainda afirma que, sendo assim, o risco de um partido que não converge com a ideia de finanças públicas equilibradas ficam reduzidos. “As finanças públicas equilibradas geram menor inflação, queda de juros e um ambiente mais propício para o desenvolvimento econômico. Também existe o efeito psicológico de que a impunidade está sendo debelada”, completa o profissional.

  “A prisão representa que as instituições estão funcionando e que a população tem hoje uma maior consciência de sua responsabilidade na hora de votar. E tudo isto torna o Brasil com menor risco para investimento de longo prazo que é o foco de investidores internacionais” explica o empresário Marcos Costa.

  “Com o pedido de habeas corpus negado, o quadro econômico não mudou muito. Hoje o mercado se acalmou um pouco, mas não é um motivo para pensar que a situação do Brasil mudou da água para o vinho, acho que tem outras coisas mais importantes no cenário da economia real que possam ser ‘drivers’ para uma eventual volta na bolsa”, alenta o empresário Thiago Figueiredo.

  “O cenário no exterior continua bem pesado, e acho que isso está segurando a bolsa, por conta disso precisamos de novas variáveis para que o mercado se movimente, porque estamos com uma inflação de 12 meses na mínima histórica, que tende a voltar um pouco. ” diz.

  “Com Lula fora das eleições é provável que ganhe para presidente um candidato de centro-direita. Isso está em consonância com o que o mercado espera e impulsionará os investimentos e a economia. No segmento imobiliário, que sofre nos últimos anos, não será diferente. A venda de imóveis deve melhorar e consequentemente novas construções devem surgir”, afirma Thiago Ramos, presidente da Assossiação Interamericana de Condomínios (Aicondo).

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