Sábado, 16 Fevereiro 2019
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Parte do teto da agência do Banco Bradesco, localizada na Avenida Governador Portela, no Centro de Barra do Piraí, desabou na manhã de hoje (13). Através das redes sociais, alguns barrenses começaram a relatar o ocorrido, confirmado agora à tarde por nossa reportagem após conversa com a funcionária Giselle, da agência do Centro.

Giselle confirmou que, por volta das 10h30, boa parte do teto caiu próximo a área do caixa, no primeiro andar. Ninguém se feriu e apenas funcionários estavam no local, já que a agência abre para o público às 11h.

De acordo com a funcionária, não há previsão para a reabertura da agência. Segundo ela, a forte chuva dessa madrugada provocou uma infiltração no teto da agência, que cedeu nessa manhã.

Boa parte dos funcionários da agência da Governador Portela foram realocados para a agência da Rua Padre Alfredo, em frente à Praça Nilo Peçanha, também no Centro de Barra do Piraí, para auxiliar no atendimento ao público.

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Apenas a agência da Rua Padre Alfredo, próximo a Praça Nilo Peçanha, está aberta atendendo a população (Fotos: Felipe Castro)

Na madrugada desta quarta-feira, 13, foram registrados transtornos em decorrência das chuvas em Vassouras, onde, de acordo com a Defesa Civil, houve alagamentos. A água chegou a invadir algumas casas, mas não houve desabrigados porque os próprios moradores realizaram a limpeza das residências. O índice pluviométrico registrado foi entre 20 e 30 mm.
Demais municípios não registraram ocorrências; o maior índice pluviométrico foi observado em Paraty, chegando a 119 mm. Ainda de acordo com a Defesa Civil, houve alagamentos em ruas do bairro Patitiba, mas também não foram registrados desabrigados. Os demais municípios da região estão em situação normal, mas o estado é de alerta.

A prefeitura de Barra do Piraí, através de sua secretaria de Defesa Civil, emitiu um comunicado em seu site oficial colocando a cidade em estado de alerta em relação às chuvas que caem nessa época do ano. Cortada por dois rios e dentro de um vale, Barra do Piraí apresenta tais riscos em potencial, tanto aos ribeirinhos quanto aos que vivem debaixo de encostas, no diferentes morros da cidade. E, com a chegada da estação das chuvas, é preciso ficar mais do que de sobreaviso.

De acordo com um dos agentes da Secretaria de Defesa Civil, Márcio da Silva Santos, as ocorrências relacionadas a desastres naturais em maior número “são em virtude de deslizamentos de solo”, porque a cidade barrense atravessa um período com pouca pluviosidade, o nível dos rios não tem atingido volumes maiores que causem transtornos.

Márcio explica porque o verão, época em que é normal ter chuvas todos os dias, vem fugindo à regra em 2019. Segundo os institutos de meteorologia, o mês de janeiro foi marcado por um fenômeno climático que dificultava a entrada de massas frias e úmidas em quase toda a região Sudeste, “tornando os dias com temperaturas bastante elevadas e com pouca umidade”. Segundo os registros da Defesa Civil Municipal, com índices desde 2007, o mês de janeiro de 2019 foi o que registrou o maior número de dias sem chuvas.

O agente faz um alerta sobre construções irregulares e a necessidade de um acompanhamento profissional em caso de novas obras em locais, principalmente, que não possuem segurança. “Quaisquer obras a serem executadas devem sempre ser acompanhadas por um profissional habilitado, segundo estudos e projetos que garantam a segurança. Devem também sempre estar licenciadas nos devidos órgãos competentes. São medidas necessárias que todos devem ter para até mesmo evitar acidentes, expondo a própria vida e de sua família em risco”, pondera.

Além de monitorarem áreas irregulares ou construções em riscos, agora, com o avanço da tecnologia - sobretudo a da informação -, Márcio faz um alerta dando conta que também é preciso combater as chamadas “fake news”. Uma delas dá conta de que fevereiro poderia ser ainda mais quente que janeiro. O profissional frisa que as pessoas precisam ficar atentas aos órgãos competentes, que recebem a todo o instante, informações meteorológicas, sempre através de consultas a institutos de estudos voltados a esta área, como as do Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC).

ATUALIZAÇÃO 09h34min - O nível do Rio Paraíba do Sul é considerado normal, mas está em monitoramento, segundo informações apuradas pela equipe de reportagem do Grupo RBP de Comunicação. O índice pluviométrico está na marca de 40 mm e, de acordo com a Defesa Civil de Barra do Piraí, fica o alerta para a possibilidade de deslizamentos e alagamentos.

 

Por Talita Affonso

Barra do Piraí - Há algum tempo, moradores das proximidades da Praça Pedro Cunha, popular Largo da Feira, tem convivido com um incômodo vizinho: o som alto dos carros que ali ficam. Conforme apuração da equipe de reportagem do Grupo RBP de Comunicação, eles tentam contato junto à Guarda Municipal, mas, sem sucesso, acabam recorrendo à Polícia Militar.

De acordo com a resolução 624/2016 do Código Brasileiro de Trânsito, é considerada infração se o som do equipamento automotivo for audível do lado externo e perturbar o sossego alheio, qualquer que seja o horário, sem a obrigação de uso de decibelímetro (aparelho utilizado para medição da frequência sonora) para que o responsável pelo veículo seja autuado.

O jornalista e radialista Thiago Franklin, vizinho ao Largo da Feira, enfatizou para nossa reportagem que a questão não se refere aos quiosques, que respeitam o limite de horários de som ambiente, seja em máquinas ou ao vivo, mas sim, ao som alto dos veículos. Ele traz um relato sobre um caso com som alto ocorrido no último domingo.

“Um carro estava com som alto das duas horas da tarde até o final do dia, quando consegui o contato de um secretário e consegui resolver, mas a Guarda Municipal não atende as ligações”, conta ele. “É algo simples de ser resolvido: se colocassem uma placa, isso poderia diminuir ou cessar. Acabamos dependendo e sobrecarregando a Polícia Militar”, complementa.

Thiago reafirma o respeito dos quiosques ao horário de silêncio, mas reitera também a busca por soluções esperada pelos que ali vivem. “A gente precisa de uma solução, é uma questão complicada, porque temos crianças e idosos. A música ao vivo não atrapalha, mas esse som incomoda, causa problemas, é irritante e sentimos que não tem ação que possa nos ajudar”, conclui.

À equipe de reportagem do Grupo RBP de Comunicação, o comandante da Guarda Municipal de Barra do Piraí, Enoch Sacchi Mello, relatou que perturbação da ordem pública é uma atribuição da Polícia Militar. “Eles acionam a Polícia, eles não vêm, ou não tem o aparelho de decibéis para medir o som e vão embora, não têm muito o que fazer, a Guarda Municipal que tem esse aparelho”, detalha Mello.

O comandante conclui afirmando que tanto o fechamento dos quiosques no devido horário, quanto à advertência sobre som alto são feitos. “Todo dia, a Guarda Municipal garante o fechamento dos quiosques pelos horários pertinentes, impostos pelo Ministério Público; quanto a situação do som alto do veículo, o guarda manda abaixar o som, já é de praxe garantir o fechamento dos quiosques e ver se tem som alto”, pontua, assegurando que, em caso de infração, os agentes dispõem de talões e autoridade de aplicação de multa.

Foto: Site PMBP

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