Segunda, 21 Outubro 2019
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TJ mantém o afastamento dos vereadores de Petrópolis acusados de peculato e organização criminosa

O 1º Grupo de Câmaras Criminais do TJ definiu que os vereadores de Petrópolis Ronaldo Luiz de Azevedo Carvalho, o Ronaldão, Luiz Antônio Pereira Aguiar, o Luizinho Sorriso, Reinaldo Meirelles da Sá e Wanderley Taboada continuarão afastados de suas funções até que novo julgamento seja marcado. Por sua vez, o julgamento do pedido de prisão preventiva do ex-presidente da Câmara Municipal de Petrópolis, Paulo Igor, e dos vereadores afastados, marcado para a última quarta-feira, 03, foi adiado para que Paulo Igor ofereça contrarrazões ao recurso ministerial.

A Operação “Caminho do Ouro” foi deflagrada em abril de 2018 e resultou na decretação da prisão de Paulo Igor e do vereador Luiz Eduardo Francisco da Silva, o “Dudu”, pela prática dos crimes de formação de quadrilha, fraude em licitação e peculato, infrações que ocasionaram prejuízo superior a R$ 1 milhão ao município de Petrópolis. No cumprimento do mandado de busca e apreensão foram apreendidos mais de R$ 155 mil em espécie na banheira de hidromassagem na residência de Paulo Igor. O dinheiro estava divido em maços, nos quais constavam os apelidos e as iniciais de outros vereadores (RONALDÃO, L.S., WT e MEI).

Em outro inquérito policial, apurou-se que as propinas recebidas por esses vereadores decorriam de desvios de dinheiro público através de pagamentos superfaturados, autorizados por Paulo Igor a empresas que prestavam serviços à Câmara Municipal de Petrópolis.

Em janeiro deste ano, na Operação “Sala Vip”, resultado de desdobramento da “Caminho do Ouro” e realizada pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) e pela Polícia Civil, Paulo Igor foi denunciado por cooptar outros vereadores, através do pagamento de verba mensal, para obter maioria de votos na Casa e manter-se no cargo de presidente.

De acordo com a Subprocuradoria-Geral de Justiça de Assuntos Criminais e de Direitos Humanos (SUBCDH/MPRJ), responsável pelas investigações, a prisão dos vereadores é necessária, pois os mesmos continuam participando do esquema criminoso e podem atentar contra a integridade física do colaborador que vem auxiliando nas investigações.

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