Sexta, 27 Novembro 2020
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A taxa de desemprego no Brasil chegou a 14,6% no terceiro trimestre do ano, o que representa alta de 1,3 ponto percentual na comparação com o trimestre anterior, quando ficou em 13,3%. Segundo informou hoje (27) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), é a maior taxa na sua série histórica, que começou em 2012, e corresponde a 14,1 milhões de pessoas. A informação é da Agência Brasil.

“Foram mais de 1,3 milhão de desempregados que entraram na fila em busca de um trabalho no país”, disse o IBGE, que divulgou, no Rio de Janeiro, a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) Trimestral, referente ao período entre julho e setembro de 2020.

Ainda conforme o estudo, a taxa de desocupação cresceu em dez estados e manteve a estabilidade nos demais. Os maiores índices foram anotados na Bahia (20,7%), Sergipe (20,3%) e Alagoas (20,0%).

Santa Catarina (6,6%) teve a menor. Segundo o IBGE, os maiores crescimentos da taxa de desocupação foram registrados na Paraíba (4 p.p.), Amapá (3,8 p.p.) e Pernambuco (3.8 p.p.).

Para Adriana Beringuy, analista da pesquisa, esse aumento no desemprego reflete a flexibilização das medidas de isolamento social para controle da pandemia de covid-19. Segundo ela, houve maior pressão sobre o mercado de trabalho no terceiro trimestre.

“Em abril e maio, as medidas de distanciamento social ainda influenciavam a decisão das pessoas de não procurar trabalho. Com o relaxamento dessas medidas, começamos a perceber um maior contingente em busca de uma ocupação”, observou.

Ocupação

O contingente de ocupados caiu 1,1% na comparação com o segundo trimestre, somando 82,5 milhões de pessoas. Esse, para o IBGE, é o menor patamar da série histórica iniciada em 2012.

A pesquisa apontou uma retração de 883 mil pessoas, o que resultou em um nível de ocupação de 47,1%, que também é o menor da série e significa recuo de 0,8 ponto percentual frente ao trimestre anterior (47,9%). Conforme os dados do IBGE, desde o trimestre encerrado em maio, o nível de ocupação está abaixo de 50%, “o que aponta que menos da metade da população em idade para trabalhar está ocupada no país”.

Segundo Adriana Beringuy, todas as categorias perderam ocupação. Além disso, o número de pessoas com carteira assinada caiu 2,6% no terceiro trimestre na comparação com o anterior. A perda é de 788 mil postos, alcançando 29,4 milhões de empregados com carteira assinada no país.

Carteira assinada

No terceiro trimestre o percentual das pessoas com carteira de trabalho assinada atingiu 76,5% dos empregados do setor privado. Os maiores percentuais foram registrados em Santa Catarina (90,5%), no Paraná (85,1%), no Rio Grande do Sul (84,3%) e em São Paulo (82,3%). Os menores no Maranhão (51,3%), Pará (53,9%) e Piauí (54,1%).

Informalidade

A taxa de informalidade ficou em 38,4% no trimestre encerrado em setembro. O percentual equivale a 31,6 milhões de pessoas sem carteira assinada, que são empregados do setor privado ou trabalhadores domésticos, sem CNPJ (empregadores ou empregados por conta própria) ou trabalhadores sem remuneração. No trimestre anterior, o percentual era de 36,9%.

O governador em exercício Cláudio Castro e o secretário de Fazenda, Guilherme Mercês, participaram ontem da cerimônia de assinatura da regulamentação da Lei Estadual 8.960/20, que estabelece um regime diferenciado de tributação do ICMS para indústrias do setor metal-mecânico instaladas no Estado do Rio de Janeiro. A medida reduz a carga tributária das empresas de metalurgia e siderurgia e traz aumento de competitividade para o estado. Na prática, indústrias que aderirem ao benefício ganharão competitividade perante outros estados.

A lei atende a um pedido do setor, que viu empresas migrarem principalmente para Minas Gerais e São Paulo devido aos incentivos fiscais concedidos. A partir da mudança no regime tributário para todos os municípios do Rio, a expectativa é que a criação do polo atraia empresas, gerando emprego e movimentando a economia das cidades fluminenses.

"Não tenho dúvida de que o polo metal-mecânico vem para trazer riqueza, oportunidades e emprego. O Rio hoje, percentualmente, é o estado com mais desempregados no país. Então, ações como essa, com a previsão inicial de 5 mil empregos diretos, fora os indiretos, fazem a gente ter a certeza que estamos trazendo aquilo que a nossa população precisa. As pessoas precisam trabalhar e para isso temos que desenvolver o estado", ressaltou Cláudio Castro.

O diretor comercial da Companhia Siderúrgica Nacional, Luis Fernando Martinez, revelou que, com a regulamentação da lei, 20 empresas já demonstraram interesse em se instalar no estado.

"Esse projeto volta a industrializar o Rio de Janeiro. A região de Volta Redonda é muito poderosa, pois você consegue servir toda a região Sudeste. A ideia é que a gente consiga atrair para essas regiões grandes montadoras, indústrias de autopeças, e dessa forma, toda a cadeia vai ficar competitiva. No primeiro momento, nós temos 20 empresas que querem vir para o estado do Rio e estamos falando de um faturamento de R$ 6 bilhões", afirmou, acrescentando que outro ponto importante será a integração do polo metal-mecânico com o porto. "Assim, será melhor escoar os produtos tanto para exportação como para o mercado interno", finaliza.

Diretor da empresa Perfimax, sediada em Santa Catarina, Lucas Martarello contou que pretende expandir os negócios para o Rio de Janeiro em 2021.

"Estamos há 28 anos no mercado do aço e agora estamos investindo no Rio de Janeiro por causa do incentivo do polo metal-mecânico. Nós já temos o planejamento para produzir cerca de 5 mil toneladas de material e queremos expandir a empresa em 2021, atuando na geração empregos e contribuindo com desenvolvimento social e econômico da região", disse o empresário.

Atualmente, as empresas que não fazem parte da zona incentivada pela Lei 6.979/15 estão sob o regime de 20% de alíquota final de ICMS. Com a regulamentação da lei e adesão pelos contribuintes, os estabelecimentos contarão com uma tributação mais simples, de 3% na saída sobre o valor faturado, além da possibilidade de aquisição de alguns bens com diferimento, o que beneficia o fluxo de caixa.

Autor da lei que incentiva as empresas a se instalarem no Rio de Janeiro, o deputado estadual Gustavo Tutuca enfatizou que a criação desse ambiente favorável para o polo metal-mecânico é uma pauta antiga.

"Vamos corrigir a defasagem que a gente tem na disputa comercial com outros estados. Nesse momento de retomada da economia do Rio, após um cenário difícil por conta da pandemia da Covid-19, é importante gerar empregos no nosso estado", grifa.

Essa é mais uma ação do Governo do Estado para promover a retomada econômica do Rio de Janeiro e a atração de novos investidores. A extensão do incentivo fiscal do setor metal-mecânico possibilitará o incremento da saída dos produtos da cadeia produtiva do aço para exportação por meio do Porto de Itaguaí, em Sepetiba. A medida tem respaldo legal no Convênio Confaz 190/17 e permite que o incentivo seja utilizado na cadeia produtiva do aço. A lei não fere o Regime de Recuperação Fiscal, pois foi concebida sob as regras do Confaz, sendo a extensão de um benefício já existente em território fluminense.

O governador em exercício do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, acompanhado do secretário-chefe da Casa Civil, Nicola Miccione, esteve em reunião, na tarde desta quarta-feira (18/11), em Brasília, com o presidente da República, Jair Bolsonaro, e com o ministro-chefe da Secretaria de Governo, Luiz Eduardo Ramos. Os principais assuntos foram a renovação do Regime de Recuperação Fiscal (RRF) e os projetos que podem alavancar o crescimento econômico do estado.

"O Rio de Janeiro trabalha hoje em duas frentes: o regime que está em vigor e o proposto por meio do PLP 101/20. O texto é a salvação de um país inteiro, atingindo não somente os estados em situação difícil. O presidente se mostrou bem sensível ao tema" disse o governador em exercício.

Entre os demais projetos discutidos na reunião, estão a continuação da construção do Arco Metropolitano, as duplicações da Serra das Araras e da Rodovia BR-040 (Rio – Belo Horizonte) e a ampliação da RJ-118 até o Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj) e o Porto do Açu.

"São obras estruturantes para o Rio de Janeiro. A meta é que o estado seja um hub logístico. Apresentamos ao presidente as nossas propostas para que possamos caminhar com as próprias pernas e tirar a dependência do petróleo. Temos buscado abrir o Rio de Janeiro para novas perspectivas", complementou Cláudio Castro.

O governador em exercício ressaltou ainda a necessidade de manter o presidente da República informado sobre os assuntos discutidos com os ministros:

"Mais uma vez pedi ao presidente que nos ajude com essas pautas. Os projetos estão com o ministro de Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, e com o ministro-chefe da Casa Civil, Braga Netto, e são fundamentais para o desenvolvimento econômico e a geração de empregos no Rio de Janeiro. É importante para o presidente saber o que estamos dialogando, pois ele tem a palavra final", frisa.

O consumo de energia no país voltou aos níveis pré-pandemia, principalmente impulsionado pelos setores da indústria voltados à exportação. O dado faz parte dos resultados da Eletrobras, referentes ao terceiro trimestre do ano, que apontam lucro líquido de R$ 96 milhões, inferior aos R$ 716 milhões do mesmo período do ano passado. A informação é da Agência Brasil.

A apresentação dos números foi feita em teleconferência realizada nesta quinta-feira (12), aos acionistas da estatal, pelo presidente da Eletrobras, Wilson Ferreira Júnior. Segundo ele, a economia brasileira vinha em um processo de retomada do crescimento, mas sofreu uma parada brusca por conta da pandemia, a partir de março. Quanto maior a atividade econômica, maior o consumo de energia.

“Há duas razões para o processo de retomada. A primeira delas é, de fato, a economia. O ponto mais baixo [no consumo de energia] foi em maio, com redução de 26%, e nós já estamos com 4% operando acima. Isto significa um retorno importante das atividades. O Brasil vinha em uma perspectiva de crescimento, vinha ganhando velocidade, e teve uma brecada forte. Agora está tendo uma saída forte, com responsabilidade”, disse o presidente da estatal.

Em maio, o consumo médio nacional chegou a 55.272 megawatts (MW), subindo ao patamar de 65.984 MW em outubro. Segundo ele, o setor que apresenta maior atividade é o exportador, impulsionado pelo câmbio favorável. Ao mesmo tempo, o comércio e os serviços ainda estão abaixo do potencial.

“Temos um benefício, com a variação do câmbio, das indústrias exportadoras, que ficaram mais competitivas, incluindo o agronegócio e as commodities. Mas ainda estamos bastante afetados no tema de comércio e serviços, que estão com muitas dificuldades, como os setores hoteleiro, de alimentação, de aviação”, assinalou Ferreira Júnior.

Ele lembrou também que o tempo quente em boa parte do país, este ano afetado pelo fenômeno La Niña, é favorável ao uso intensivo de sistemas de ar-condicionado: “Estamos vivendo um momento muito quente e a temperatura impacta no consumo em instalações residenciais e comerciais. Até por conta do home-office, estamos com um consumo maior no residencial”.

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