Sábado, 25 Janeiro 2020
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Minoria dos brasileiros consegue quitar despesas sazonais sem ter que parcelar ou economizar ao longo do ano e outros 22% não fazem planejamento. Consumidor deve ter organização para não se atrapalhar com compromissos de início de ano e parcelas que sobram das compras de Natal


Passada a euforia das compras de Natal e das comemorações de Réveillon, chega o momento de reflexão e de organização com o pagamento das tradicionais contas de início de ano. Um levantamento realizado pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) mostra que apenas 11% dos consumidores brasileiros têm condições de pagar as despesas sazonais deste período, como IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano), IPVA (Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores) e material escolar, com os próprios rendimentos, sem que seja necessário fazer uma economia ou reserva financeira ao longo do ano. A pesquisa ainda mostra que 22% dos entrevistados não fizeram qualquer planejamento para pagar esses compromissos em 2020.

De acordo com o levantamento, para este novo ano, a maior parte (26%) dos entrevistados teve de economizar nas festas e com as compras de Natal para conseguir pagar as despesas de início de ano. Outros 21% guardaram ao menos parte do 13º salário para honrar os compromissos, ao passo que 17% disseram ter montado uma reserva ao longo de 2019 para cobrir os gastos no futuro. Outra descoberta é 14% passaram a fazer algum bico para acumular uma renda extra.

Na avaliação da economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, quem já se organizou para este momento está em situação mais confortável do que aqueles que terão de parcelar as despesas. “O recomendável é que o consumidor já tenha traçado no final do ano passado um planejamento das suas despesas sazonais, separando mensalmente uma quantia para essa finalidade. Mas quem ainda não teve tempo ou nem pensou nisso, precisa agilizar a organização para não passar sufoco e manter a disciplina para que as prestações não desajustem o orçamento”, afirma a economista.

De acordo com um levantamento do SPC Brasil, na média, o brasileiro que parcelou suas compras natalinas vai terminar de pagar essas prestações somente no mês de abril, o que sinaliza um orçamento comprometido para além do primeiro trimestre do ano.

Expectativa por promoções e pagamento do 13º salário são principais justificativa dos ‘atrasadinhos’. Falta de planejamento, pressa e aglomeração podem trazer prejuízo financeiro para quem deixou para a última hora

Com o velho hábito do brasileiro de deixar tudo para a última hora, os próximos dias prometem ser de lojas cheias no comércio de rua e nos shopping centers. Faltando apenas uma semana para o Natal, um levantamento da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) estima que aproximadamente 13,2 milhões de brasileiros devem comprar os presentes em cima da hora, ou seja, nestes dias que antecedem a data. O dado corresponde a 10% dos consumidores que têm a intenção de presentear alguém no Natal, número próximos aos 8% do ano passado.

De acordo com a pesquisa, a expectativa por promoções (48%), que ajudam a economizar no orçamento, é a principal justificativa dos entrevistados para postergar as compras. Outros 20% estão à espera do pagamento da segunda parcela do 13º salário, enquanto 12% alegam falta de tempo para ir atrás dos presentes da lista. Há ainda 11% de entrevistados que admitem falta de organização e 10% que culpam a preguiça de fazer compras, empurrando a tarefa para o limite da data comemorativa.

A pesquisa ainda mostra que 3% dos entrevistados vão adiar as compras natalinas para janeiro de 2020, na esperança de aproveitar as tradicionais liquidações de início de ano. A maior parte dos consumidores se organizou para garantir os presentes ao longo do mês de novembro (30%) ou na primeira quinzena de dezembro (41%).

Federação das Indústrias do Rio apresentou uma conjuntura econômica para o ano que vem durante seminário realizado em fábrica no município de Resende. Entidade aponta o setor privado como protagonista na recuperação (Foto: Reprodução)

A Firjan apresentou ontem uma conjuntura econômica no “Seminário Perspectivas 2020” realizado pelo Cluster Automotivo Sul Fluminense em parceria com a entidade na fábrica da Volkswagen Caminhões e Ônibus, em Resende. Para uma plateia formada por cerca de 200 representantes da indústria local, foram reveladas as principais projeções para o comportamento da economia no ano que vem. A expectativa de crescimento para o PIB do Brasil, assim como para o estado do Rio, em 2020, é estimada em torno de 2% ante 1,1% neste ano.

Para o setor automotivo local, a retomada do crescimento também é esperada. Segundo o gerente de Estudos Econômicos da Firjan, Jonathas Goulart, a indústria automotiva Sul Fluminense, apresentará duas vertentes no ano que vem. “A primeira são as exportações de carros de passeio, que devem ter uma expectativa de recuperação muito fraca principalmente em razão da situação do mercado argentino. Mas quando a gente olha para a produção de caminhões para o agronegócio já podemos esperar um resultado mais forte”, observa. O PIB previsto para indústria fluminense este ano é de 1,6% e para o ano que vem a estimativa é de 2,5%.

Para o especialista, para que o estado e país como um todo voltem a crescer a iniciativa deve ser do setor privado. “Se esperarmos os investimentos do setor público, em infraestrutura, para a retomada do crescimento isto não vai acontecer nos próximos anos. Então, a retomada depende, sobretudo, do setor privado”, completa.

O boom das vendas no Dia das Crianças – que movimentou cerca de R$ 1,2 bilhão, segundo pesquisa da Fecomércio RJ – animou o comércio varejista que aposta no aumento das vendas de Natal. A inflação em queda, a ampliação do crédito, o resgaste dos recursos do FGTS e o 13º do Bolsa Família prometem aquecer o comércio no fim do ano. Outro levantamento, realizado com empresários do estado do Rio de Janeiro, revelou que 41,5% dos estabelecimentos fluminenses pretendem realizar ou já realizaram encomendas com o intuito de ampliar seu estoque para o Natal. No que se refere ao faturamento, 21% dos empresários esperam arrecadar um valor maior de vendas em 2019, se comparado a 2018.

Os micros e pequenos varejistas fluminenses que estiverem preparados para as vendas de fim do ano podem levar vantagem na hora do corpo a corpo com o cliente. Fazer a abordagem correta, aprender a reverter rejeições, fechar a venda e encantar os clientes são técnicas que devem ser conhecidas pelas equipes comerciais, mesmo que sejam vendedores temporários.

Com o intuito de estimular o desenvolvimento comercial e a economia da Região do Médio Paraíba, o Sebrae Rio oferece a Semana Rio + Varejo com palestras nos dias 5, 6 e 7 de novembro sobre vendas, marketing, ambiente digital e tendências do varejo, às 19h, na CDL Barra Mansa (Rua Rotary Club 26, Ano Bom). As palestras são gratuitas com vagas limitadas. As inscrições podem ser feitas pelos telefones: CDL (24) 3325-8150 ou Sebrae (24) 3347-3481/ 0800 570 0800.

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