Quarta, 13 Novembro 2019
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O boom das vendas no Dia das Crianças – que movimentou cerca de R$ 1,2 bilhão, segundo pesquisa da Fecomércio RJ – animou o comércio varejista que aposta no aumento das vendas de Natal. A inflação em queda, a ampliação do crédito, o resgaste dos recursos do FGTS e o 13º do Bolsa Família prometem aquecer o comércio no fim do ano. Outro levantamento, realizado com empresários do estado do Rio de Janeiro, revelou que 41,5% dos estabelecimentos fluminenses pretendem realizar ou já realizaram encomendas com o intuito de ampliar seu estoque para o Natal. No que se refere ao faturamento, 21% dos empresários esperam arrecadar um valor maior de vendas em 2019, se comparado a 2018.

Os micros e pequenos varejistas fluminenses que estiverem preparados para as vendas de fim do ano podem levar vantagem na hora do corpo a corpo com o cliente. Fazer a abordagem correta, aprender a reverter rejeições, fechar a venda e encantar os clientes são técnicas que devem ser conhecidas pelas equipes comerciais, mesmo que sejam vendedores temporários.

Com o intuito de estimular o desenvolvimento comercial e a economia da Região do Médio Paraíba, o Sebrae Rio oferece a Semana Rio + Varejo com palestras nos dias 5, 6 e 7 de novembro sobre vendas, marketing, ambiente digital e tendências do varejo, às 19h, na CDL Barra Mansa (Rua Rotary Club 26, Ano Bom). As palestras são gratuitas com vagas limitadas. As inscrições podem ser feitas pelos telefones: CDL (24) 3325-8150 ou Sebrae (24) 3347-3481/ 0800 570 0800.

Mais de 50% dos municípios da Região Sul e Centro-Sul Fluminense tiveram uma gestão fiscal difícil segundo o Índice Firjan de Gestão Fiscal (IFGF), elaborado pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), com base em dados fiscais oficiais de 2018. Segundo o estudo, um terço destas prefeituras apresentou boa gestão fiscal, entretanto, nenhuma administrou seus recursos com excelência e apenas Paraty – a quarta mais bem colocada em todo o estado – não foi classificada como nível crítico de investimentos. Volta Redonda ficou nas últimas posições nessas regiões. No ranking das capitais brasileiras, o Rio de Janeiro ficou em penúltimo lugar.

O IFGF é um estudo nacional e avaliou as contas de 5.337 municípios, que declararam as contas até a data limite prevista em lei e estavam com os dados consistentes. No estado do Rio de Janeiro, das 92 cidades foram analisadas 79, onde vivem 15,7 milhões de pessoas. O índice varia de 0 a 1 ponto, sendo que quanto mais próximo de 1 melhor a situação fiscal do município.Com o objetivo de apresentar os principais desafios para a gestão municipal, são abordados os indicadores de Autonomia, Gastos com Pessoal, Liquidez e Investimentos. O novo indicador de Autonomia verifica a relação entre as receitas oriundas da atividade econômica do município e os custos para manutenção da estrutura administrativa.

Em 2018, na média, o IFGF dos municípios das regiões Sul e Centro-Sul Fluminense foi de 0,5373 ponto, desempenho superior ao estado (0,4969). Esse resultado é direcionado pela maior autonomia, em um contexto nacional de alta dependência de transferências redistributivas. O IFGF Autonomia de ambas foi 11,7% superior à média estadual e um terço dos municípios tiveram nota máxima no indicador. Essas cidades apresentaram um menor comprometimento do orçamento com folha de salários e um melhor planejamento financeiro comparado ao contexto estadual.

Município mais populoso das duas regiões, Volta Redonda ficou entre as últimas posições no ranking do Sul e Centro-Sul Fluminense (21º lugar de 24 com IFGF de 0,4260) com gestão com dificuldade, resultado do alto comprometimento do orçamento com gastos de pessoal (0,1534), do baixo percentual de investimentos (0,1027) e das dificuldades de planejamento financeiro (0,4477). No indicador de Autonomia, contudo, alcançou a nota máxima (1,000). Barra Mansa apresentou gestão fiscal em dificuldade (0,5679). A cidade mostrou baixo comprometimento nos Gastos com Pessoal (0,9648), mas seu quadro é crítico em relação a investimentos (0,1262). Resende registrou boa gestão fiscal (0,6445), com pontuação máxima no IFGF Autonomia, mas cenário crítico de investimentos (0,2874).

 As três melhores cidades dessas regiões foram Paraty (0,7169), seguida de Angra dos Reis (0,6863) e Comendador Levy Gasparian (0,6779), todas com boa gestão fiscal. Angra se destacou pela nota máxima no IFGF Autonomia e no IFGF Gastos com Pessoal, mas teve uma das piores notas da região em IFGF Investimentos (0,0807). Entre os dez municípios com pior gestão fiscal do estado, dois são do Sul Fluminense: Rio das Flores (IFGF 0,3287) e Engenheiro Paulo de Frontin (0,1917), ambos com quadro geral crítico e nota zero em pelo menos um indicador do IFGF (Liquidez e Gastos com Pessoal respectivamente).

Centro-Sul

Três Rios apresentou dificuldade em sua gestão fiscal (0,4738), com desempenho crítico em gastos com pessoal e investimentos. Já no IFGF Autonomia, conseguiu grau máximo. Paraíba do Sul também ficou classificada como difícil no indicador geral do IFGF (0,4407), com nota zero em gastos com pessoal. Sapucaia ficou entre as 10 piores de todo o estado (IFGF 0,3178) e com nota zero no IFGF Liquidez, o que significa que terminou 2018 sem recursos em caixa suficientes para cobrir despesas postergadas para este ano.

Reformas para retomar crescimento sustentável

De acordo com o gerente de Estudos Econômicos da Firjan, Jonathas Goulart, o cenário em todo o país é de crise fiscal municipal, potencializada e incentivada por questões estruturais. “Temos hoje uma baixa capacidade de geração de receitas para o financiamento da estrutura administrativa, além de alta rigidez do orçamento por conta dos gastos com pessoal. Com isso, há dificuldade para um planejamento eficiente e os investimentos são penalizados”. O presidente Firjan Sul Fluminense, Antônio Vilela, destaca que o sistema de gestão fiscal necessita de revisão. “Os municípios estão morrendo, não conseguem tocar os seus custos, por isso é preciso rever o equilíbrio fiscal, pois é nos municípios que as coisas acontecem. Ou é feita uma reforma fiscal ou vamos chegar na impossibilidade de gestão de todos os municípios do país”.

A Firjan destaca a necessidade de reformas em três frentes para a retomada do crescimento sustentável: distribuição de recursos, obrigações orçamentárias e organização administrativa. Sobre a distribuição de receitas, a Federação das Indústrias do Rio ressalta a importância da reforma tributária, incluindo o Imposto sobre Serviços (ISS), e a revisão das regras de distribuição do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). Em relação às obrigações orçamentárias, estão incluídas as reformas administrativa e previdenciária. Já a frente relacionada à organização administrativa trata da revisão das regras de criação e fusão de municípios e de competências municipais.

Cada vez mais incorporada ao calendário de datas comemorativas do varejo nacional, a Black Friday deve mobilizar mais empresários neste ano, acompanhando a tendência de recuperação da economia. Dados apurados em todas as regiões do país pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) mostram que 21% dos empresários brasileiros, que atuam no comércio e no ramo de serviços, devem aderir ao dia de promoções da Black Friday 2019, que neste ano será comemorada no dia 29 de novembro. Se as estimativas se confirmarem, haverá um crescimento de adesões, uma vez que em 2018, 16% dos empresários participaram do evento.

De modo geral, os empresários que vão aderir a Black Friday estão esperançosos com a data e veem potencial na edição deste ano. A pesquisa aponta que 43% dos empresários consultados acreditam que, durante o evento, as vendas em 2019 serão melhores do que as do ano passado, enquanto 32% falam em estabilidade. Apenas 11% projetam vendas piores.

A experiência em anos anteriores explica a razão do otimismo desses empresários. Dentre os que aderiram a Black Friday em 2018, a maioria (63%) obteve bons resultados de vendas, seja por terem vendido acima das expectativas (20%) ou obtido um resultado conforme o esperado (43%). Em contrapartida, pouco mais de um terço (34%) dos empresários registrou vendas abaixo do projetado.

Na avaliação do presidente da CNDL, José Cesar da Costa, a Black Friday é uma data ainda recente no comércio brasileiro, mas que vem ganhando espaço conforme os anos. “Inspirada nos Estados Unidos, a data chegou ao Brasil com foco na venda on-line. Hoje, já é possível ver o varejo físico aderindo às promoções. É uma oportunidade para vender mais, comercializar estoques parados e também para o empresário avaliar tendências de compra, tornando a sua marca mais conhecida e fidelizar novos clientes”, afirma Costa.

57% veem na Black Friday oportunidade para ganhar clientes. Promoções serão principal estratégia e descontos serão, em média, de 24%

Considerando os empresários que vão participar da Black Friday deste ano, seis em cada dez (57%) acreditam que a data representa uma oportunidade para divulgar a loja e prospectar novos clientes e 43% veem a chance de aumentar as vendas. Há ainda um quarto (25%) de empresários que querem desovar estoques parados.

Já para os que optaram em não participar da edição, o principal argumento é o fato de não acreditarem que as vendas aumentem no período (60%). Outros 17% pensam que somente grandes marcas participam da Black Friday e, por isso, avaliam que é melhor não competir com elas.

Quanto às formas de preparação, as promoções especiais (55%) serão a principal estratégia dos empresários. Há ainda 42% que vão investir na divulgação da empresa, 23% que planejam aumentar os estoques, 16% que vão apostar na variedade de produtos e serviços ofertados e 11% que irão investir na operação das vendas pela internet, alcançando um público maior. O percentual médio de desconto deve girar em torno de 24%, percentual um pouco menor do que os 29% da pesquisa de 2018.

54% não acham que compras antecipadas da Black Friday prejudicam o Natal. SPC Brasil dá dicas para empresário ter sucesso nas vendas e não frustrar consumidor

Nos últimos anos muito tem se falado sobre a possível interferência da Black Friday nas compras de Natal, a data mais lucrativa do varejo para o ano. No entanto, os empresários sondados dizem, em sua maioria, que uma data não prejudica a outra. Para 54% esse tipo de interferência não existe e para 33%, o evento até mesmo contribui para o Natal vender ainda mais. Outros 8% falam em prejuízo no Natal por conta das vendas antecipadas na Black Friday.

Um indicativo de que as vendas da Black Friday não se sobrepõem as do Natal são as diferentes características de compras em cada uma das datas, avalia o presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro Junior. “Na Black Friday é comum o consumidor aproveitar as ofertas para adquirir produtos para si ou para a casa, principalmente os de valor agregado, como smartphones, eletrônicos e eletrodomésticos. Já no Natal, prevalece a força da tradição de presentear familiares e amigos como força de demonstrar afeto e reforçar laços”, explica o presidente do SPC Brasil.

Pellizzaro Junior orienta que para atender bem a experiência de compra dos consumidores, os empresários que decidirem aderir a Black Friday precisam estar devidamente preparados, com estoques organizados e em quantidade suficiente para atender a demanda dos consumidores. “A logística para receber os clientes e entregar os produtos em tempo hábil também são pontos de atenção, assim como uma política transparente de descontos vantajosos. O consumidor que compra na Black Friday está mais experiente e sabe a quem recorrer caso se sinta enganado. Hoje existem diversos mecanismos de verificação de preço e de compartilhamento de opiniões. O empresário que não estiver preparado pode causar uma impressão negativa do consumidor, que não vai querer voltar a sua loja”, afirma.

O Governo do Estado e Tribunal Regional do Trabalho da Primeira Região do Rio de Janeiro assinaram ontem um termo de cooperação que permitirá o intercâmbio e compartilhamento de informações, além de conhecimentos, metodologias, experiências e tecnologias sobre o sistema de segurança penitenciária. Durante a assinatura, no Palácio Guanabara, o governador Wilson Witzel destacou que ações como esta buscam o aprimoramento da administração estadual.

"Este acordo com o Tribunal Regional do Trabalho vai permitir que o Governo do Estado aperfeiçoe ainda mais os nossos profissionais. Com a nossa atual estrutura, com 5.300 agentes penitenciários, 53 mil presos e 40 presídios, é preciso valorizar a polícia judiciária do Rio de Janeiro porque não há como resolver o problema da segurança pública sem um sistema penitenciário que transforme a vida do detento", disse Witzel.

Vagas em cursos de capacitação e aperfeiçoamento profissional serão disponibilizadas para servidores dos órgãos participantes do convênio em suas respectivas escolas de formação e capacitação. O secretário de Estado de Administração Penitenciária, Alexandre Azevedo de Jesus, reforçou que a integração é um dos caminhos para uma estrutura

"A Seap já faz parte da rede nacional de inteligência penitenciária e, a partir deste acordo, outros compartilhamentos poderão ser realizados entre os órgãos. Um dos objetivos é promover a formação dos diretores de penitenciárias fluminenses, um cargo de extrema vulnerabilidade e risco", falou o secretário.

O presidente do TRT-RJ, desembargador José da Fonseca Martins Júnior, também ressaltou o avanço da relação entre os entes. "Isto é fruto da interação do trabalho que vem sendo desenvolvido entre o TRT e o Governo do Estado. É um processo que vai aperfeiçoar as áreas de segurança, bem como o acesso às informações do Tribunal", finalizou o desembargador.

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