Domingo, 25 Outubro 2020
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O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou nesta quinta-feira (26) novas mudanças que devem ter reflexo nos juros cobrados pelas operadoras de cartões de crédito.

Entre as alterações está a limitação no valor dos encargos em caso de atraso e o fim da exigência de pagamento mínimo de 15% da fatura para o cliente entrar no chamado "rotativo regular".

As mudanças começam a valer em 1º de junho e foram anunciadas um ano após entrarem em vigor as novas regras para o uso do rotativo do cartão de crédito.

Desde abril do ano passado, o consumidor só pode fazer o pagamento mínimo de 15% do cartão por um mês. Na fatura seguinte, o banco não pode mais rolar a dívida. O cliente tem que pagar o valor total ou parcelar a dívida em outra linha de crédito, com o juro mais barato.

O Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), do Ministério do Trabalho e Emprego, aponta que o Rio de Janeiro fechou o mês de março com saldo positivo de empregos formais. Os municípios que mais se destacaram foram: Rio de Janeiro, com 1.273 novos postos de trabalho; Macaé (498); Itaguaí (272); Teresópolis (208); Nova Iguaçu (143); Nova Friburgo (133) e Barra Mansa (132). O setor de serviços foi o segmento que mais influenciou para obtenção do resultado.  Na análise dos últimos 12 meses, sete municípios apresentam constância na geração de empregos formais: Resende, que fechou 12 meses com saldos positivos, Itaguaí com 11, Pinheiral e Porto Real com 10 e Piraí, Nova Friburgo e São Pedro D`Aldeia, com 9.  De um modo geral, a análise aponta 42 municípios com números positivos.

País - O número de empresas com contas em atraso e registradas nos cadastros de devedores cresceu 8,92% em março de 2018, na comparação com o mesmo mês do ano passado. O crescimento foi puxado, principalmente pela região Sudeste, cujo crescimento do número de empresas inadimplentes foi de 15,26% na comparação anual. Na demais regiões também houve crescimento, mas em patamares menores e em tendência de desaceleração: alta de 3,56% no Sul, 2,35% no Centro-Oeste, 2,33% no Nordeste e 1,23% no Norte. Os dados foram apurados pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL). Na passagem de fevereiro para março de 2018, sem ajuste sazonal, houve leve alta de 2,36% nos atrasos no país.

  Os especialistas do SPC Brasil explicam que a alta expressiva da inadimplência na região Sudeste é um fenômeno localizado, que aconteceu devido a revogação de uma lei no Estado de São Paulo que exigia por parte dos credores o envio de uma carta com Aviso de Recebimento (AR) antes de efetivar o registro de atraso. “Com o fim da lei, que burocratizava e tornava mais caro o processo de registrar uma dívida no banco de dados, muitas das negativações que estavam represadas entraram na base de dados de forma mais abrupta, contribuindo para um aumento da inadimplência não apenas na região Sudeste, mas no Brasil como um todo”, explica a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti.

País - Dados do Indicador de Demanda por Investimento da Micro e Pequena apurado pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) mostram que a intenção de fazer investimentos por parte dos micro e pequenos empresários de varejo e serviços cresceu quase 13 pontos na escala em um ano, passando para 41,3 pontos no último mês de março – no mesmo período do ano passado, esse número estava em 28,4 pontos. Na comparação mensal, também houve crescimento, uma vez que o índice observado em fevereiro fora de 40,7 pontos. Pela metodologia, quanto mais próximo de 100, maior a propensão de investir; quanto mais próximo de zero, menor a propensão.

  Para o presidente da CNDL, José Cesar da Costa, a retomada da economia tende a aumentar o apetite dos micro e pequenos empresários por investimento e os sinais mais consistentes de saída da recessão mostram uma sensível melhora nesse cenário. “Aos poucos os empresários de menor porte começam a se sentir mais dispostos a assumir riscos com a perspectiva de investir. A melhora ainda é cautelosa, mas reforça a tendência de evolução gradual da economia”, explica o presidente.

Cresce de 22% para 34% volume de MPEs que querem investir na empresa; principal finalidade é aumentar vendas

  Em termos percentuais, cresceu de 22% para 34% em um mês, o número de micro e pequenos empresários de varejo e serviços que pretendem investir nos próximos três meses. A maioria (51%), contudo, descarta fazer investimentos atualmente, embora esse número já tenha sido maior em meses anteriores – em abril de 2016, esse número chegou a 78%.

  Entre os que pretendem investir nos próximos 90 dias, seis em cada dez (59%) tem como principal objetivo aumentar as vendas, seguido por adaptar a empresa a uma nova tecnologia (23%) e atender a demanda que aumentou (21%) recentemente. Para isso, os investimentos prioritários serão a compra de equipamentos, maquinário e computadores (29%), promover uma reforma nas instalações da empresa (26%), ampliar os estoques (20%) e potencializar ações em mídia e propaganda (16%).

  O capital próprio será a principal fonte de recurso para quem vai investir, seja na forma de investimentos (49%) ou venda de algum bem (11%). Por outro lado, entre os que não pretendem investir, pouco mais de um terço (38%) não vê necessidade. Outros 30% justificam a negativa pelo fato de o país ainda não ter se recuperado da crise e 23% alegam ter investido recentemente e estão ainda esperando o retorno.

Indicador de Demanda por Crédito cresce oito pontos na escala; 54% dos que não vão contratar crédito conseguem tocar empresa com recursos próprios

  O SPC Brasil e a CNDL também investigaram a procura por crédito dos micro e pequenos empresários. Em março, o Indicador de Demanda por Crédito entre os comerciantes e empresários de serviços registrou um avanço de oito pontos na comparação com o mesmo mês de 2017, passando de 13,2 pontos para 21,2 pontos na escala. Na comparação com fevereiro, quando marcara 20,0 pontos, o indicador ficou praticamente estável, mas com viés de alta. Quanto mais próximo de 100 pontos, maior o apetite para tomada de crédito nos próximos três meses; quanto mais distante, menor o apetite.

  De acordo com o levantamento, apenas 11% dos MPEs possuem a intenção de contrair crédito para seus negócios no horizonte de 90 dias. Apesar da parcela minoritária, esse percentual aumentou, uma vez que estava em 5%, no mês de maio de 2016. Em sentido inverso, 75% declararam não ter essa intenção. Quando indagados sobre a negativa, mais da metade (54%) desses empresários disseram que conseguem manter suas empresas com recursos próprios, sendo desnecessário buscar outras fontes. Um terço (33%) considera os juros elevados e 21% estão inseguros com as condições econômicas do país.

  “Mesmo com o avanço observado nos últimos meses, que quase fez dobrar os resultados do indicador, a busca por crédito ainda não faz parte da gestão corriqueira dos empresários de menor porte. Prova disso é o fato de que a maior parte dos micro e pequenos diz que consegue se manter sem recursos de terceiros. Mas para se desenvolverem, o crédito pode ser uma via importante de crescimento. Por isso, o acesso por linhas de crédito específicas, com custo mais baixo, poderá contribuir para a expansão do negócio”, afirma a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti.

 Em média, micro e pequeno empresário deve contratar quase R$ 48 mil em crédito nos próximos três meses

  Considerando os micro e pequenos empresários que estudam a possibilidade de tomar crédito no mercado, as principais finalidades são formar um capital de giro (39%), compra de equipamentos e maquinário (24%), adquirir estoques e insumos (19%) e a ampliação do negócio (16%). Já quanto, às modalidades de crédito mais procuradas devem ser os empréstimos (48%), financiamentos (24%) e descontos de duplicatas (13%). De acordo com o levantamento, o valor do crédito a ser tomado será de aproximadamente R$47.776.

  Para quatro em cada dez (38%) micros e pequenos empresários consultados, contratar crédito é algo difícil de se conseguir, principalmente pelo excesso de burocracia (59%) e devido as altas taxas de juros (52%). Já para os que consideram ser fácil contratar crédito (23%), o bom relacionamento com o banco é a principal razão, citada por 45%. Estar as contas em dia (44%) também é um fator que ajuda, de acordo com os entrevistados.

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