Terça, 26 Março 2019
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As mudanças no ambiente empresarial estão ligadas tanto a ações internas, como um planejamento de metas junto com a equipe, quanto externas, como a troca de experiências. É com esse objetivo de promover transformações que o Sebrae Rio convida os empresários do Médio Paraíba para um Café com Negócios, no dia 13 de fevereiro, das 9h às 13h, na Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Volta Redonda. As vagas são limitadas e as inscrições estão abertas.

Durante o evento, os empreendedores vão participar da uma Oficina de Co-Criação de Gestão de Resultados com o uso da metodologia OKRs (Objectives and Key Results). Essa ferramenta auxilia as empresas a buscarem, junto com a equipe, melhores resultados em curto prazo. O método também contribui para o envolvimento dos colaboradores, detalhando o papel de cada um, e para a definição de metas que tornarão o negócio mais competitivo.

Os participantes receberão uma planilha para formulação, implementação e acompanhamento de OKRs, com aplicação imediata em seu negócio. Além disso, conhecerão outros empresários da região, com quem poderão trocar conhecimentos. O investimento é de R$ 50. Inscrições e mais informações pelos telefones 0800-570-0800 ou 24-3347-5845. A CDL fica na Rua Simão da Cunha Gago, 19, Aterrado.

 

O número de empresas com contas em atraso e registradas no cadastro de inadimplentes apresentou crescimento de 7,44% no fechamento de 2018 na comparação com 2017, mas o ritmo de alta perdeu força em quatro das cinco regiões analisadas. Já o número de dívidas contraídas em nome de pessoas jurídicas avançou 4,89% em dezembro na comparação anual. Os dados são da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil).

De acordo com o indicador, na região Norte, o crescimento do número de empresas com contas sem pagar foi apenas 0,78%, a menor entre todas as regiões brasileiras. No Centro-Oeste, foi de 2,10%, enquanto no Nordeste, a alta foi de 2,35% e no Sul, de 3,71% - todas abaixo da média nacional e menores do que o percentual observado no auge da crise econômica, quando girava em torno de 10%. No ano passado, a única região a destoar foi o Sudeste, que encerrou o ano de 2018 com alta de 13,03% na quantidade de empresas inadimplentes.

O número expressivo foi influenciado pela revogação de uma lei no Estado de São Paulo que exigia por parte dos credores uma carta com Aviso de Recebimento (AR) antes de efetivar o registro de atraso. Com o fim da lei, que burocratizava e tornava mais caro o processo de registrar uma dívida no banco de dados, muitas das negativações que estavam represadas entraram na base de dados de forma mais abrupta.

De modo geral, a recuperação de crédito, ou seja, o movimento de quitação de dívidas em nome de pessoas jurídicas, aumentou 12,20% em dezembro de 2018 no acumulado em 12 meses, o que demonstra que mais empresas conseguiram colocar sua situação financeira em dia junto aos credores. Além disso, cada empresa devedora tem, em média, duas pendências financeiras.

Comércio representa 46% de todas as empresas que devem; empresas do ramo de serviços são as que mais deixaram de receber

Dados abertos por setor da economia revelam que o aumento da inadimplência foi maior entre as empresas que atuam no ramo de serviços, cuja alta foi de 10,87% em dezembro de 2018 na comparação com o mesmo período do ano anterior. Os atrasos entre empresas do comércio cresceram 5,13%, ao passo que na indústria, a alta foi de 4,12%. No total, quase 46% de todas as empresas que estão negativadas pertencem ao setor do comércio.

Entre os segmentos credores, ou seja, as empresas que deixaram de receber de outras empresas, o destaque também ficou por conta do setor de serviços, que engloba bancos e financeiras, cuja alta foi de 6,26% na quantidade de atrasos. Em segundo lugar ficaram as indústrias, com crescimento de 3,18%, seguido do comércio, com alta de 2,17%. Em termos de participação, 36% das pendências de empresas são devidas ao setor de serviços, 17% a empresas comerciais e 12% a indústria.

Diante da perspectiva de recuperação da economia, os micro e pequenos empresários do varejo e comércio têm demonstrado maior apetite para realizar investimentos em 2019. É o que aponta dados da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil). O levantamento mostra que 41% desses empresários pretendem investir este ano, ante 35% em 2018. Por outro lado, 38% não planejam fazer qualquer tipo de movimento nesse sentido e 21% ainda não sabem o que farão.

O indicador que mede a propensão de investimento das MPEs (micro e pequenas empresas) passou de 41,4 pontos em janeiro de 2018 para 47,9 em janeiro de 2019, uma alta de 16% na comparação anual. Pela metodologia, quanto mais próximo de 100, maior a propensão para o investimento. Quanto mais próximo de zero, menor a propensão.

Entre os empresários que devem investir, seis em cada dez (60%) miram o aumento das vendas, enquanto 27% visam atender ao aumento da demanda e 25% querem adaptar sua empresa às novas tecnologias. A principal finalidade para esses recursos será a compra de equipamentos (31%). Em seguida, 26% buscam reformar a empresa e 22% ampliar seus estoques.

Demanda das MPEs por crédito avança 16% na comparação anual; 29% consideram processo de contratação difícil
A sondagem procurou saber o que os brasileiros esperam sobre o futuro da economia e de suas finanças. De acordo com o levantamento, 34% dos brasileiros estão otimistas a economia para os próximos meses, enquanto outros 34% se mantêm neutros, ou seja, não afirmam que as condições econômicas do país estarão melhores ou piores daqui seis meses. Já 27% disseram estar pessimistas.

Entre os que acreditam na retomada da economia, 43% não souberam dizer ao certo a razão. Para 40%, esse clima de otimismo está ligado ao fato de o cenário político se mostrar mais favorável, 12% atribuem à percepção de queda do desemprego e 11% por enxergarem uma estabilização nos preços. Na outra ponta, os pessimistas destacam os escândalos de corrupção (46%), o receio de que a inflação saia do controle (42%) e o desemprego (37%) como fatores que mais pesam.

Quando questionados sobre o que esperam para os próximos seis meses em relação às suas finanças, seis em cada dez brasileiros (61%) acham que sua vida financeira vai melhorar, contra apenas 9% que acreditam em uma piora. Há ainda 25% de entrevistados neutros.

Custo de vida assola famílias brasileiras e é principal queixa de mais da metade dos entrevistados
O ano também começa com os micro e pequenos empresários mais propensos a tomar crédito do que em 2018. Em janeiro de 2019, o indicador que mede a demanda por crédito registrou 25,1 pontos contra 21,6 pontos no mesmo mês do ano anterior, o que significa um avanço de 16%. Esse aumento dá indícios de retomada do crédito, embora de forma tímida.

Em termos percentuais, os dados indicam que 15% das MPEs pretendem contrair crédito nos próximos três meses. Em contrapartida, 67% descartam essa possibilidade — em janeiro de 2018 esse número representava 76% — e 18% ainda não sabem dizer se vão recorrer a recursos extras.

O empréstimo lidera a lista de modalidades que devem ser contratadas, com 49% das menções. Em segundo lugar vem o financiamento (17%) e em terceiro o cartão de crédito empresarial (11%). A sondagem constatou ainda que 29% consideram o processo de contratação de crédito difícil, ao passo que 22% acham fácil ou 17% não consideram nem fácil e nem difícil. Além desses, um percentual expressivo declara nunca ter contratado crédito, chegando a 29%.

Questionados sobre os entraves para contrair crédito, 60% dos que consideram a contratação difícil apontam como principais problemas a burocracia e as exigências dos bancos. Para 57%, os juros altos são um grande impeditivo. Já entre os que consideram fácil a obtenção de crédito, 49% citam o bom relacionamento com as instituições financeiras. Já 37% mencionam o fato de ter as contas em dia e 26% dizem que a documentação da empresa em ordem facilita o processo. Outros 21% apontam o tempo de existência da empresa como item importante.

Saber controlar os gastos pessoais e manter o pagamento das contas em dia é o caminho mais fácil para atingir uma vida financeira saudável. Um levantamento da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), feito em parceria com o Banco Central do Brasil (BCB), revela que cresceu o número de brasileiros que acompanham e analisam seus ganhos e gastos por meio de um orçamento, passando de 55% em 2017 para 63% ao final de 2018. Ainda assim, mais de um terço (36%) dos brasileiros não administra as próprias finanças, embora esse resultado represente uma queda de nove pontos percentuais na comparação com a pesquisa anterior.

O caderno de anotações desponta como o mecanismo mais utilizado pelos entrevistados para registrar sua movimentação financeira, com 33% de citações. Já a planilha no computador é o instrumento preferido de dois em cada dez (20%) pessoas ouvidas, enquanto 10% registram as receitas e despesas em aplicativos de smartphones. Considerando os métodos informais de acompanhamento dos ganhos e gastos, o mais frequente é o cálculo de cabeça, citado por 19% dos consumidores. Há ainda 13% que simplesmente não adotam qualquer método e 3% que delegam a função para outra pessoa.

Só 56% dos que fazem controle planejam gastos do mês com antecedência; 62% sentem dificuldades para administrar finanças

A pesquisa mostra que mesmo entre os que adotam algum método de controle das finanças, muitos acabam pecando pela forma com que administram os gastos. Tanto é que 36% desses entrevistados não planejam o mês com antecedência e vão registrando os gastos pessoais conforme eles ocorrem e outros 8% só anotam os gastos após o fechamento do mês. Já 56% planejam o mês com antecedência, registrando a expectativa de receitas e despesas dos 30 dias seguintes.

O levantamento também descobriu que, considerando os que não administram as contas, as justificativas mais comuns são não ver necessidade do controle de todos os gastos, pois eles podem ser feitos de cabeça (23%), não conseguir ter disciplina para exercer a tarefa (18%), preguiça (12%) e falta de tempo (11%).

A dificuldade para manter as finanças em ordem também não é uma exclusividade dos que não controlam o orçamento. Em cada dez entrevistados que adotam um método de controle, seis (62%) disseram sentir dificuldades na tarefa, principalmente pelo fato de terem uma renda que varia de um mês para o outro (18%) ou em manter a disciplina para anotações regulares (17%).

Despesas variáveis ganham menos atenção que gastos fixos; planejamento para evitar compras impulsivas e desnecessárias é importante para 90%, mas só 56% o fazem

O controle dos gastos extras acaba ficando no segundo plano para o brasileiro em detrimento dos gastos do dia a dia. Gastos fixos, como mensalidades, mantimentos, produtos de higiene e contas da casa são anotados por 94% dos entrevistados que fazem algum controle. As prestações de compras feitas no cartão, cheque ou crediário que vencem no mês seguinte recebem a atenção de 91%. Já 87% anotam os rendimentos, como salários, pensões e aposentadorias.

Os itens que os entrevistados menos anotam são os gastos variáveis, como lazer, salão de beleza, compras de roupas e saídas para bares e restaurantes, que são deixados de lado por 25% dos entrevistados, assim como o valor que possuem na reserva financeira (24%).

O levantamento demonstra que não é somente a falta de conhecimento que impede o brasileiro de colocar a vida financeira em ordem, mas principalmente o consumo não planejado. Evitar compras por impulso ou desnecessárias através do planejamento das compras (90%), controlar as despesas da casa (90%), pesquisar preços (89%) e juntar dinheiro para adquirir bens de mais alto valor à vista (87%) são hábitos que os consumidores entrevistados mais citam como importantes no dia a dia.

No entanto, a prática está longe de ser frequente na vida dos entrevistados. Apenas 56% admitem ter disciplina para juntar dinheiro para comprar bens mais caros à vista. Outras atitudes que ficam aquém do desejado são planejar as compras para evitar o consumo impulsivo ou desnecessário (78%), realizar o controle dos gastos da residência (78%) e fazer pesquisa preço (83%).

73% viram gastos superar os ganhos em seu orçamento; mudanças envolvem cortes e redução de gastos com lazer, bares e restaurantes

De acordo com a pesquisa, 73% dos consumidores admitiram terem enfrentado, nos 12 meses anteriores à pesquisa, alguma situação em que o orçamento familiar não foi o suficiente para quitar todas as contas e compromissos financeiros. Dessa forma, muitos tiveram de se adaptar ao momento, como os 34% que cortaram gastos com lazer e saídas a bares e restaurantes e os 33% que mudaram hábitos de consumo passando a comprar produtos mais baratos e a fazer pesquisa de preço. Há ainda 30% que fizeram cortes ou reduções nas compras de roupas, calçados e acessórios e 22% que recorreram a trabalhos informais (bicos) ou horas extras para aumentar a renda.

Por outro lado, há pessoas que decidiram recorrer ao crédito para pagar suas dívidas: 19% recorreram ao cartão de crédito e 16% fizeram empréstimos em instituições financeiras. Em média, o crédito de cada modalidade foi utilizado cinco vezes ao longo de 12 meses. Essa estratégia funciona especialmente bem para quem tem pequeno ou nenhum endividamento. Entretanto, para quem já está endividado, lançar mão do crédito pode ser a opção escolhida para solução imediata de um problema financeiro já existente. Nesses casos, pode ser apropriado tomar um empréstimo para substituir dívidas com taxas de juros mais altas (com instrumentos financeiros como cartão de crédito ou cheque especial) por dívidas menos onerosas (tais como crédito consignado ou crédito direto ao consumidor).

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