Terça, 26 Março 2019
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Um levantamento feito em todas as capitais pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) descobriu que o empréstimo de nome a terceiros é uma das causas que leva os brasileiros à inadimplência. Em cada dez pessoas que estão ou estiveram com o nome inscrito em cadastros de devedores nos últimos 12 meses, duas (17%) chegaram a essa situação porque emprestaram seus documentos ou cartões para que outra pessoa fizesse compras a prazo.

A maioria das pessoas ouvidas alega que emprestou o nome com o intuito de ajudar (51%) o amigo ou familiar, enquanto 13% ficaram com vergonha de dizer não diante do pedido. Outros 11% disseram ter ficado receosos de magoar quem pediu o nome emprestado, caso tivessem de negar o auxílio.

“Emprestar o nome para amigos ou conhecidos é uma atitude solidária, mas que pode causar danos à saúde financeira de quem arca com a dívida. Quem emprestou o nome termina se responsabilizando por uma dívida que não lhe pertence, cuja falta de pagamento possui desdobramentos sérios como a restrição ao crédito, inadimplência e até mesmo a perda da amizade de quem pediu ajuda”, alerta a economista Marcela Kawauti.

Embora o cartão de crédito seja a modalidade de crédito mais popular entre os brasileiros, ele vem se tornando um problema para uma parcela dos consumidores. Uma pesquisa do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e da Confederação Nacional de Diretores Lojistas (CNDL) aponta que um em cada cinco usuários de cartão de crédito (20%) utilizam o meio de pagamento como extensão da própria renda. Ou seja, acabam recorrendo a esse tipo de crédito para continuar comprando quando o salário do mês acaba e, assim, adiar o pagamento.

Para a economista Marcela Kawauti o grande perigo de achar que o cartão de crédito funciona como renda complementar é o endividamento, porque muitos perdem controle dos gastos e compram além do que conseguem pagar quando a fatura chega. “É preciso cuidado. Se o dinheiro que o consumidor dispõe já não está sendo suficiente para cobrir os atuais gastos, certamente não será o bastante para pagar as despesas do mês seguinte, quando terá de arcar com a fatura do cartão de crédito e também quitar as contas do mês”, alerta a economista.

Por outro lado, 44% dos entrevistados que utilizam o cartão afirmaram usá-lo apenas em casos de necessidades pontuais ou imprevistos, ao passo que 38% o fazem para parcelar as compras e 34% para facilitar o pagamento na internet. “Se bem empregado, o cartão é uma maneira inteligente de concentrar as compras realizadas durante o mês em uma única conta, possibilitando um melhor controle dos gastos”, observa o educador financeiro José Vignoli.

O levantamento mostra ainda que quatro em cada dez consumidores (41%) usuários de cartão já deixaram de fazer compras em estabelecimentos por não aceitarem essa forma de pagamento, sendo que destes 41% deixaram de ir a bares, restaurantes e lanchonetes, 35% não compraram com ambulantes e 19% desistiram de abastecer em postos de combustível. Outros 27% acabaram pagando suas compras de outra forma.

  A Associação dos Fabricantes de Refrigerantes do Brasil (Afrebras), entidade que representa mais de 100 fabricantes regionais de bebidas de todo o Brasil, protocolou ofício no Ministério da Fazenda endereçado ao ministro Eduardo Guardia. A entidade propõe o fim das distorções tributárias do setor de bebidas como solução ao custo de R$ 9,5 bilhões estimados pelo Ministério para cobrir os custos do reajuste de R$ 0,46 no preço do diesel.

  A tributação das fábricas de concentrado instaladas na Zona Franca de Manaus é o maior gargalo da indústria de bebidas nacional e vem sendo foco de autuações por parte da Receita Federal. Multinacionais do setor utilizam créditos tributários de forma indevida, a partir de operações que não se enquadram nas isenções e nas transferências de crédito do Polo Industrial de Manaus.

 A Afrebras estima que a soma da renúncia fiscal com os créditos tributários repassados a partir de operações com forte indício de superfaturamento atinja o valor de R$ 9,1 bilhões ao ano. A estimativa da Associação foi feita com base nos dados da Suframa de 2016.

  “Entendemos que não é justo penalizar toda a sociedade se sabemos que existem setores que não aplicam, efetivamente, suas obrigações sociais e tributárias no Brasil. É a partir deste entendimento que proponho, mais uma vez, um olhar analítico para a tributação do setor de refrigerantes”, propõe o texto assinado pelo presidente da Afrebras, Fernando Rodrigues de Bairros.

  A proposta da Afrebras é zerar o IPI das indústrias de concentrado localizadas na Zona Franca de Manaus. Dessa forma, essas empresas não conseguiriam aplicar as artimanhas tributárias que vem gerando, ao longo dos anos, rombos bilionários na arrecadação e impossibilitado pequenas fábricas de sobreviverem no mercado.

  Dados da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS/Ministério do Trabalho) provam que não se trata de alarmismo quando se fala em crise no setor. De 2006 a 2016, o Brasil perdeu 160 pequenas e médias fábricas de refrigerantes. Nesta conta, o País perdeu mais de 7 mil postos de trabalho, considerando apenas os empregos diretos.  

Em nota, a equipe da Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas (CNDL), "ciente da dificuldade pontual de abastecimento após uma semana de paralisação do transporte rodoviário de cargas", solicita a seus associados e a todos os comerciantes do país compreensão e solidariedade com a população.

"Prudência e senso de coletividade são fundamentais neste momento. Reprovamos qualquer iniciativa dos que queiram se aproveitar da preocupação dos brasileiros com o desabastecimento de itens perecíveis para aumentar o preço de produtos, em especial os de primeira necessidade. Mais do que nunca temos que ser cidadãos", solicita o texto.

A entidade reitera seu apoio aos caminhoneiros, compreendendo que a alta tributação deve ser motivo de união dos brasileiros. "Após as medidas divulgadas pelo Governo Federal, aguardamos a normalização do abastecimento nos próximos dias. Sejamos conscientes e, acima de tudo, brasileiros", encerra o órgão.

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