Sábado, 16 Fevereiro 2019
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País - Dados do Indicador de Demanda por Investimento da Micro e Pequena apurado pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) mostram que a intenção de fazer investimentos por parte dos micro e pequenos empresários de varejo e serviços cresceu quase 13 pontos na escala em um ano, passando para 41,3 pontos no último mês de março – no mesmo período do ano passado, esse número estava em 28,4 pontos. Na comparação mensal, também houve crescimento, uma vez que o índice observado em fevereiro fora de 40,7 pontos. Pela metodologia, quanto mais próximo de 100, maior a propensão de investir; quanto mais próximo de zero, menor a propensão.

  Para o presidente da CNDL, José Cesar da Costa, a retomada da economia tende a aumentar o apetite dos micro e pequenos empresários por investimento e os sinais mais consistentes de saída da recessão mostram uma sensível melhora nesse cenário. “Aos poucos os empresários de menor porte começam a se sentir mais dispostos a assumir riscos com a perspectiva de investir. A melhora ainda é cautelosa, mas reforça a tendência de evolução gradual da economia”, explica o presidente.

Cresce de 22% para 34% volume de MPEs que querem investir na empresa; principal finalidade é aumentar vendas

  Em termos percentuais, cresceu de 22% para 34% em um mês, o número de micro e pequenos empresários de varejo e serviços que pretendem investir nos próximos três meses. A maioria (51%), contudo, descarta fazer investimentos atualmente, embora esse número já tenha sido maior em meses anteriores – em abril de 2016, esse número chegou a 78%.

  Entre os que pretendem investir nos próximos 90 dias, seis em cada dez (59%) tem como principal objetivo aumentar as vendas, seguido por adaptar a empresa a uma nova tecnologia (23%) e atender a demanda que aumentou (21%) recentemente. Para isso, os investimentos prioritários serão a compra de equipamentos, maquinário e computadores (29%), promover uma reforma nas instalações da empresa (26%), ampliar os estoques (20%) e potencializar ações em mídia e propaganda (16%).

  O capital próprio será a principal fonte de recurso para quem vai investir, seja na forma de investimentos (49%) ou venda de algum bem (11%). Por outro lado, entre os que não pretendem investir, pouco mais de um terço (38%) não vê necessidade. Outros 30% justificam a negativa pelo fato de o país ainda não ter se recuperado da crise e 23% alegam ter investido recentemente e estão ainda esperando o retorno.

Indicador de Demanda por Crédito cresce oito pontos na escala; 54% dos que não vão contratar crédito conseguem tocar empresa com recursos próprios

  O SPC Brasil e a CNDL também investigaram a procura por crédito dos micro e pequenos empresários. Em março, o Indicador de Demanda por Crédito entre os comerciantes e empresários de serviços registrou um avanço de oito pontos na comparação com o mesmo mês de 2017, passando de 13,2 pontos para 21,2 pontos na escala. Na comparação com fevereiro, quando marcara 20,0 pontos, o indicador ficou praticamente estável, mas com viés de alta. Quanto mais próximo de 100 pontos, maior o apetite para tomada de crédito nos próximos três meses; quanto mais distante, menor o apetite.

  De acordo com o levantamento, apenas 11% dos MPEs possuem a intenção de contrair crédito para seus negócios no horizonte de 90 dias. Apesar da parcela minoritária, esse percentual aumentou, uma vez que estava em 5%, no mês de maio de 2016. Em sentido inverso, 75% declararam não ter essa intenção. Quando indagados sobre a negativa, mais da metade (54%) desses empresários disseram que conseguem manter suas empresas com recursos próprios, sendo desnecessário buscar outras fontes. Um terço (33%) considera os juros elevados e 21% estão inseguros com as condições econômicas do país.

  “Mesmo com o avanço observado nos últimos meses, que quase fez dobrar os resultados do indicador, a busca por crédito ainda não faz parte da gestão corriqueira dos empresários de menor porte. Prova disso é o fato de que a maior parte dos micro e pequenos diz que consegue se manter sem recursos de terceiros. Mas para se desenvolverem, o crédito pode ser uma via importante de crescimento. Por isso, o acesso por linhas de crédito específicas, com custo mais baixo, poderá contribuir para a expansão do negócio”, afirma a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti.

 Em média, micro e pequeno empresário deve contratar quase R$ 48 mil em crédito nos próximos três meses

  Considerando os micro e pequenos empresários que estudam a possibilidade de tomar crédito no mercado, as principais finalidades são formar um capital de giro (39%), compra de equipamentos e maquinário (24%), adquirir estoques e insumos (19%) e a ampliação do negócio (16%). Já quanto, às modalidades de crédito mais procuradas devem ser os empréstimos (48%), financiamentos (24%) e descontos de duplicatas (13%). De acordo com o levantamento, o valor do crédito a ser tomado será de aproximadamente R$47.776.

  Para quatro em cada dez (38%) micros e pequenos empresários consultados, contratar crédito é algo difícil de se conseguir, principalmente pelo excesso de burocracia (59%) e devido as altas taxas de juros (52%). Já para os que consideram ser fácil contratar crédito (23%), o bom relacionamento com o banco é a principal razão, citada por 45%. Estar as contas em dia (44%) também é um fator que ajuda, de acordo com os entrevistados.

  O Indicador de Uso do Crédito apurado pelo SPC Brasil (Serviço de Proteção ao Crédito) e pela CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas) mostra que 35% dos consumidores fizeram uso do cartão de crédito para realizar alguma compra em fevereiro e um em cada quatro (24%) usuários entraram no rotativo, sendo que 10% pagaram um valor entre o mínimo e o total. A maioria (72%) afirma ter pagado o valor integral da fatura.

  A sondagem ainda investigou o uso de outras modalidades de crédito, pré aprovadas ou não, e constatou que quatro em cada dez consumidores (41%) utilizaram alguma delas: o crediário foi mencionado por 9%; o cheque especial por 6%, e os empréstimos também 6%, além dos financiamentos (3%).

  Para a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, atrasos no rotativo custam muito caro e o consumidor precisa ter consciência disso. “O pagamento do mínimo não é algo com que se deve contar, sob pena de ver a dívida crescer muito rápido. Mesmo que se aplique as novas regras do cartão de crédito, que determinam que os atrasos devem ficar no máximo 30 dias no rotativo, a opção de parcelamento da fatura também envolve altas taxas, que chegam a mais de 170% ao ano, na média”, alerta.

  O levantamento revela ainda que cerca de 20% dos brasileiros tiveram crédito negado em fevereiro ao tentarem parcelar uma compra em estabelecimentos comerciais ou contratar serviços a prazo. A inadimplência (9%) e a falta de comprovação ou insuficiente de renda (5%) foram as principais razões para a negativa.

  “O acesso ao crédito é um fator de inclusão no mercado de consumo, mas que requer bastante cuidado. O consumidor que tem acesso ao crédito consegue antecipar o consumo de bens que, de outro modo, só seriam conquistados depois de um tempo de poupança. Mas muitos consumidores acabam se perdendo no atalho do crédito e comprometendo a própria vida financeira”, afirma a economista. O Indicador de Uso do Crédito que varia de zero a 100, marcou 26,2 pontos, sendo que quanto mais alto, maior a utilização de modalidades de crédito.

Valor médio do total da fatura do cartão de crédito em fevereiro foi de R$ 928

  De acordo com a sondagem, entre os que usaram cartão de crédito em fevereiro, 39% aumentaram o valor da fatura com relação ao mês anterior, enquanto 19% notaram redução e 36% que o valor permaneceu o mesmo. Questionados sobre o gasto total da fatura, o valor médio foi de R$ 928,28.A lista de itens comprados com o cartão de crédito é variada. Os alimentos no supermercado foram os itens mais citados, lembrados por 64% dos consumidores. Em seguida, vieram os remédios (43%), as roupas, calçados e acessórios (33%) e combustível (32%).

48% dos que tomaram empréstimo ou financiamento atrasaram parcelas

  No total, apenas 11% dos consumidores consideram a tomada de crédito como algo fácil nos dias de hoje. Para 54%, trata-se de algo dificil, ao passo que 18% consideram regular. Entre as classes C, D e E, a percepção de que é difícil contratar crédito é maior, chegando a 60% desses consumidores. Sobre as dificuldades que o mau uso do crédito pode acarretar, o levantamento aponta que 47% dos tomadores de empréstimos e financiamentos atrasaram, em algum momento, parcelas dessa dívida – sendo que 21% ainda possuem prestações pendentes.

41% estão no vermelho, sem conseguir pagar todas as contas

  De acordo com o Indicador de Propensão ao Consumo, entre os produtos que os consumidores pretendem comprar em abril, excluindo os itens de supermercado, os remédios lideram a lista (21%). Em seguida, aparecem as roupas, calçados e acessórios (19%); a recarga para celular (14%), entre outros.

  Refletindo sobre a própria situação financeira, a maior parte diz estar no vermelho, sem conseguir pagar todas as contas (41%) ou no zero a zero – não sobrando e nem faltando dinheiro no orçamento (40%). Apenas 15% dizem estar com sobra de dinheiro.A principal razão para estar no vermelho, segundo esses entrevistados, é o fato de os bens de consumo estarem mais caros, mencionada por (46%). Além disso, menciona-se a queda da renda (26%), a perda do emprego (19%) e o descontrole dos gastos (9%).

  “Os dados acerca da situação financeira dos consumidores são bastante claros ao mostrar que, apesar de a economia ter iniciado um processo de recuperação, muitas famílias ainda estão em situação de aperto. Justamente esses casos demandam mais cuidado no uso do crédito, pois o acesso irrestrito e o uso irrefletido das modalidades disponíveis pode agravar ainda mais a situação”, explica o presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro. “À medida que a renda se recupere e o desemprego caia de maneira mais expressiva, o quadro da situação financeira das famílias deve melhorar, motivando o consumo de maneira geral e, em particular, o uso do crédito”, conclui.

País/Barra do Piraí –2018 será o ano do Cão. Literalmente, pois, de acordo com o horóscopo chinês, o cachorro rege os 365 dias deste ano, favorecendo características como fidelidade, perdão e intuitividade. Entretanto, a máxima também pode ser aplicada quando pensa-se na quantidade de feriados e pontos facultativos (cujo calendário foi divulgado ainda no final de 2017 – ver quadro), que fazem com que, na sabedoria popular, o brasileiro tenha fama de não gostar de trabalhar. Estatisticamente, porém, o Brasil passa longe do top 10 de países com mais efemérides comemorativas, cujo primeiro lugar pertence a Bangladesh, que passa dos 30 dias não trabalhados em um ano, em média (o Brasil ocupa a 46ª posição, com média de 15 datas comemorativas).

  Os dados são de 2017, do instituto Time and Date AS. Paquistão, Nepal, Macedônia, Irã, Tailândia, Sri Lanka, Azerbaijão, Venezuela e Suécia completam os dez primeiros do ranking, enquanto a Suíça tem menos de cinco datas comemorativas por ano, sendo o país onde há menos feriados. Os suíços, entre os “dez menos”, são acompanhados pela Micronésia, Djibuti, Austrália, Mauritânia, Mongólia, Nauru, São Tomé e Príncipe, Ilhas Salomão e Reino Unido. Para o comércio, informações da Federação de Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo sinalizam que R$ 11,3 bilhões a menos devem ser arrecadados com as datas não trabalhadas; porém, o valor representa porcentagem ínfima de vendas, chegando a 0,6%.

Mais detalhes na edição 735 do Jornal O BARRENSE, que vai às bancas no dia 06 de abril

 

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