Domingo, 25 Outubro 2020
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O Índice Nacional da Construção Civil (Sinapi), medido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), registrou inflação de 0,88% em agosto deste ano, uma taxa superior ao 0,49% do mês anterior. Em agosto do ano passado, a taxa havia sido de 0,44%. A informação é da Agência Brasil.

O Sinapi acumula taxas de inflação de 2,86% no ano e de 3,78% em 12 meses, segundo dados divulgados hoje (9) pelo IBGE. Com a alta registrada em agosto, o custo nacional da construção, por metro quadrado, chegou a R$ 1.191,84. Os materiais tiveram alta de preços de 1,60% e passaram a custar R$ 629,52 por metro quadrado. Já o custo por metro quadrado da mão de obra subiu 0,09% e passou a ser de R$ 562,32.

O governador em exercício Cláudio Castro anunciou que fará uma ampla avaliação dos incentivos fiscais concedidos pelo Estado do Rio de Janeiro nos últimos anos. A declaração foi dada após a reunião com o secretário do Tesouro Nacional, Bruno Funchal, em Brasília, onde esteve para discutir a prorrogação do Regime de Recuperação Fiscal (RRF).

"Pedi uma avaliação de todos os incentivos fiscais e faremos uma análise do que vai ser cassado e do que vai ser mantido, até porque muitos desses incentivos tinham metas. É óbvio que, com a pandemia, não nos interessa quebrar nenhuma empresa. Temos que olhar com muito critério e calma e tomar as decisões. Tudo com base técnica e coerência" afirmou Cláudio Castro. "É muito importante esse diálogo (com o Conselho que supervisiona o Regime de Recuperação Fiscal), sempre deixando claro que o que é de interesse da população vai ser defendido com unhas e dentes", acrescenta.

Castro lembrou que o Estado fez grande avanço na contenção de despesas e agora precisa trabalhar para elevar receitas, no momento em que pleiteia a prorrogação do Regime de Recuperação Fiscal até 2023. "Estamos nesse processo de negociação. É assim mesmo. Creio que teremos um final feliz porque não interessa a ninguém quebrar o Rio. Interessa ao Rio ter mais tempo para que esse processo seja exitoso ao final", afirmou.

O governador informou ainda que conversaria com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, durante sua estada em Brasília.

Os dois indicadores do mercado de trabalho da Fundação Getulio Vargas (FGV) apresentaram melhora na passagem de julho para agosto deste ano. O Indicador Antecedente de Emprego, que busca antecipar tendências do mercado de trabalho para o futuro com base nas expectativas dos consumidores e dos empresários da indústria e dos serviços de todo o país, cresceu 8,8 pontos no período. A informação é da Agência Brasil.

Com isso, o indicador atingiu 74,7 pontos em uma escala de zero a 200 pontos, o maior valor desde março deste ano (82,6 pontos), quando começaram as medidas de isolamento devido à pandemia da covid-19.

“O resultado de agosto mantém a trajetória positiva do indicador sugerindo que o pior momento do mercado de trabalho parece ter sido no início da pandemia. Apesar da alta, o indicador recupera apenas 2/3 do que foi perdido na crise. Para os próximos meses, a expectativa é de continuidade no cenário de recuperação que pode ser mais lenta diante o alto nível de incerteza e da proximidade do término dos programas do governo”, disse o economista da FGV Rodolpho Tobler. diz

O outro índice, o Indicador Coincidente de Desemprego (ICD), que mede a opinião dos consumidores sobre a situação atual do desemprego, caiu 0,8 ponto, para 96,4 pontos. Como esse indicador é medido em uma escala invertida, de 200 pontos a zero ponto, quedas são resultados favoráveis.

“O resultado de agosto mostra uma ligeira recuperação do ICD, mas ainda é preciso ponderar o elevado patamar e a distância para o período anterior à pandemia, que já não se encontrava no melhor nível”, afirma Tobler.

O governador em exercício do Estado do Rio, Cláudio Castro, apresentou formalmente o pedido de permanência no Regime de Recuperação Fiscal (RRF) ao ministro da Economia, Paulo Guedes, em reunião nesta quinta-feira (03/09), em Brasília. O encontro teve a participação do secretário de Estado de Fazenda, Guilherme Mercês, e do procurador-geral do Estado do Rio, Reinaldo Frederico Silveira. Também estiveram na reunião o secretário Especial de Fazenda, Waldery Rodrigues, o secretário do Tesouro Nacional, Bruno Funchal, e o procurador-geral da Fazenda Nacional, Ricardo Soriano.

Com base na liminar do Tribunal de Contas da União (TCU), do dia 26 de agosto, o Ministério da Economia manteve o Rio de Janeiro no Regime de Recuperação Fiscal.

  • Acabei de sair de uma reunião com o ministro Paulo Guedes e sua equipe, na qual, junto com o secretário de Fazenda e o procurador-geral, entregamos o pedido formal de permanência do Regime de Recuperação Fiscal e as informações exigidas pelo Tribunal de Contas da União. Com isso, o Estado do Rio está mantido no RRF, enquanto o Ministério da Economia analisa a documentação. Segundo a Secretaria do Tesouro Nacional, o prazo para concluir o processo de análise pode durar de quatro a seis meses - afirmou Cláudio Castro.

RRF

O Estado do Rio de Janeiro aderiu ao Regime de Recuperação Fiscal em 5 de setembro de 2017. Até junho de 2020, o governo estadual efetivou R$ 21,2 bilhões dos R$ 26,6 bilhões das medidas previstas para o primeiro triênio do Plano de Recuperação Fiscal (PRF), ou seja 80% do total, demonstrando compromisso com o ajuste fiscal. O Governo do Rio executou medidas extraordinárias que impactaram as contas públicas em R$ 5,9 bilhões no mesmo período, maior do que os R$ 5,4 bilhões de medidas não entregues, garantindo o resultado orçamentário maior do que o previsto no PRF.

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