Segunda, 21 Janeiro 2019
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O brasileiro vem assumindo cada vez mais compromissos financeiros e, diante do atual quadro econômico no país, passa a enfrentar dificuldades para pagar contas, como a fatura cartão de crédito e boletos no comércio. Um estudo realizado em todas as capitais pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) revela que os principais responsáveis pela negativação de CPFs no país são o crediário (65%) e o cartão de crédito (63%), lendo em conta seus usuários. O empréstimo pessoal em bancos ou financeiras aparece em terceiro lugar na lista dos grandes vilões da inadimplência, com 61%.

Entre os outros tipos de dívidas que levaram ao registro do nome em entidades de proteção ao crédito, destacam-se: crédito consignado (60%), cheque especial (57%), financiamento de automóvel (45%), mensalidades escolares (26%), conta de telefone (20%), boletos de TV por assinatura e internet (18%) e conta de água e luz (11%). Atrasos com aluguel e condomínio, respondem por 10% e 8%, respectivamente.

Na avaliação do educador financeiro do SPC Brasil, José Vignoli, o orçamento apertado e a falta de controle financeiro acabam refletindo em uma maior incidência de negativações. O levantamento também mapeou quais são as demais contas que os inadimplentes possuem atualmente sem pagar, mas que não necessariamente tenham levado à negativação. De acordo com os dados, os empréstimos que envolvem pessoas próximas com parentes e amigos (38%) são as contas que os entrevistados mais deixaram de pagar. Depois surgem as parcelas do cartão de crédito (20%), crediário (20%) e cheque especial (20%).

Inadimplente prioriza pagamento de plano de saúde e condomínio. Para especialista, ‘troca de dívida’ pode auxiliar ajuste na vida financeira

Quando falta dinheiro para honrar todos os compromissos, um dos maiores desafios para os inadimplentes é priorizar as contas que devem ser quitadas em primeiro lugar. Nesse sentido, a pesquisa mostra que os brasileiros inadimplentes vêm priorizando o plano de saúde (89%) entre as contas a serem quitadas em dia. Os boletos de condomínio aparecem logo atrás, com uma participação de 86%, e o aluguel vem na sequência, com 82%. Outras dívidas que os inadimplentes costumam pagar no prazo são: conta de água e luz (79%), TV por assinatura e internet (75%), conta de telefone fixo e celular (65%) e mensalidade escolar (58%).

Muitos inadimplentes acabam fazendo um tipo de rodízio para escolher qual conta pagar naquele mês, o que demonstra a situação extrema de alguns. Outros, tendem a priorizar o pagamento de contas básicas e de financiamentos, que implicam na tomada do bem ou no corte de fornecimento caso haja atrasos no pagamento. Para alguns casos, pode ser útil o que chama-se de ‘troca de dívida’, que é quando o consumidor substitui o valor das dívidas que cobram juros elevados, como cartão de crédito, por exemplo, por outra mais barata, como o empréstimo consignado. Mas essa deve ser uma opção bem avaliada, após análise ampla do valor das pendências e precisa vir sempre acompanhada de uma reflexão profunda sobre o motivo da inadimplência e quais atitudes levaram o consumidor a essa situação.

O Sebrae Rio, em parceria com a Prefeitura de Resende, vai promover, dia 4/12, uma capacitação para micro e pequenas empresas para que conheçam os critérios e exigências a fim de se tornarem fornecedores para a Prefeitura e demais órgãos do serviço público, seguindo os critérios da Lei Geral da Micro e Pequena Empresa (Lei Complementar 123/2006). Esta Lei prioriza a contratação de microempresas e empresas de pequeno porte sediadas local ou regionalmente. A Lei Geral também prevê a realização de licitações exclusivas para a participação dessas empresas nos itens de contratação, cujo valor seja de até R$ 80 mil reais.

Esta ação faz parte das metas do Programa Cidades Empreendedoras, desenvolvido pelo Sebrae Rio em Resende. “Os empresários vão conhecer as oportunidades, avaliar os riscos e entender o tratamento diferenciado destinado aos pequenos negócios nas compras públicas”, explicou a analista do Sebrae Rio, Clarissa Müller. Este encontro será realizado de 9h às 13h, onde haverá a Capacitação dos Empresários, e de 14h às 16h, será realizada a Rodada de Contatos, onde os empresários poderão tirar dúvidas diretamente com os órgãos envolvidos nos processos licitatórios da Prefeitura de Resende.

A ação é gratuita e será realizada na CDL Resende - Av. Mal. Castelo Branco, 355/301 - Jardim Tropical. Informações e Inscrições pelo telefone ou whatsapp: (24) 99224-3186.

Depois de um período em que a confiança do micro e pequeno empresário ficou estagnada, agora o clima voltou a melhorar. Dados apurados pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) revelam que, após as eleições, o Índice de Confiança alcançou 61,8 pontos em novembro frente 53,9 pontos em outubro — o que representa um avanço de 15%. Este é o maior valor da série histórica, que teve início em 2015, quando foi registrado 36,6 pontos.

O cenário de alta reflete uma boa dose de ânimo por parte dos micro e pequenos empresários de varejo e serviços, que preveem uma recuperação da economia para os próximos meses. Considerando apenas o componente da confiança, que mede as expectativas para os próximos seis meses, o indicador passa de 62,6 pontos em outubro para 74,8 pontos em novembro. A escala varia de zero a 100, sendo que resultados acima de 50 pontos refletem confiança e, abaixo dos 50 pontos, refletem desconfiança com os negócios e com a economia.

O Indicador de Confiança da Micro e Pequena Empresa é formado pelo Indicador de Condições Gerais, que mede a percepção dos entrevistados sobre a performance da economia e de seus negócios nos últimos seis meses e pelo Indicador de Expectativas, que mensura as perspectivas que eles aguardam para o horizonte de seis meses.

Otimistas com o cenário econômico pós-eleições e com a chegada do fim de ano, o empresariado dos setores de comércio e serviços têm planos para reforçar seus investimentos. É o que revela dados da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil). De acordo com o levantamento, quatro em cada dez (39%) empresários disseram que pretendem investir nos próximos três meses. Este é o maior valor da série histórica, desde maio de 2015 quando esse percentual era de 30%.

Por outro lado, 44% não preveem investimentos para seus negócios — menor índice registrado até o momento. Entre estes empresários, 46% afirmaram não ver necessidade e 24% entendem que o país ainda não se recuperou da crise. Outros 16% alegam que já investiram recentemente e 15% mencionam falta de recursos.

Mesmo com o crescimento observado entre os resultados de outubro e novembro, o percentual dos que não pretendem investir supera o dos que planejam fazê-lo, o que mostra cautela de uma parcela significativa dos micro e pequenos empresários que continuam sentindo os reflexos remanescentes da recessão econômica de 2017. Em uma escala de zero a 100, o Indicador de Propensão a Investir registrou 46,8 pontos em novembro, 12% acima do mês anterior. Pela metodologia, quanto mais próximo de 100, maior a propensão para o investimento. Quanto mais próximo de zero, menor a propensão.

50% dos empresários que pretendem investir buscam aumento das vendas; principal finalidade é ampliar estoques

De olho na proximidade do fim de ano, 50% dos empresários que têm intenção de investir planejam aumentar suas vendas. Já 26% destinarão recursos para atender ao aumento da demanda em seus estabelecimentos. Dados do indicador mostram que a principal finalidade dos investimentos de quem pensa em vender mais é ampliar os estoques (32%).

Além desses, 25% pretendem reformar a própria empresa; 22% comprar equipamentos e maquinário; 13% usar os recursos em mídia e propaganda; e 12% expandir o portfólio de produtos e serviços. A sondagem revela ainda que a maior parte dos que pretendem investir irá recorrer a capital próprio, seja na forma de aplicações financeiras (49%) ou da venda de algum bem (13%). O motivo do uso de capital próprio está ligado ao juro elevado, mencionado por 51%. Outros 20% devem recorrer a empréstimos.

Número de MPEs que devem tomar crédito nos próximos três meses tem alta de 21% em novembro; 36% consideram contratação difícil

Em novembro, o Indicador de Demanda por Crédito também apresentou aumento na comparação com o mês anterior. Na escala, que varia de zero a 100, o indicador passou de 21,4 para 26,0 pontos, apesar de ainda apresentar baixo interesse dos MPEs na tomada de crédito nos próximos três meses. Quanto mais próximo de 100, maior o apetite; quanto mais distante, menor é o apetite. Na comparação com o mês de outubro, houve uma alta de 21% na intenção de contratar crédito.

Em termos percentuais, 17% dos MPEs pretendem tomar alguma modalidade de crédito nos próximos três meses, ante 10% em outubro. Já 14% não sabem ainda se contratarão e 69% não devem buscar crédito. A principal razão apontada pela maioria que não planeja contrair crédito foi o fato de conseguir manter os negócios com recursos próprios (59%). Outro aspecto é a percepção de que os juros são muito altos (29%), além da insegurança com relação ao cenário econômico (15%).

O Indicador também mostra que apesar do aumento na intenção de tomar crédito, o percentual dos que acham o processo de contratação difícil permanece elevado (36%). Desse total, 59% justificam que o excesso de burocracia é o maior entrave e 46% atribuem aos juros elevados. Os créditos mais difíceis de serem contratados, segundo observou a sondagem, são empréstimos (32%) e financiamentos (21%) em instituições financeiras.

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