Terça, 23 Abril 2019
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A Polícia Federal prendeu hoje pela manhã (29) Luiz Fernando Pezão (MDB), governador do Rio de Janeiro. A força-tarefa da Lava Jato deu voz de prisão contra o político por volta das 6h no Palácio Laranjeiras, residência oficial do chefe do estado.

Batizada de Boca de Lobo, a operação é baseada na delação premiada de Carlos Miranda, operador financeiro de Sérgio Cabral. O ex-governador, de quem Pezão foi vice, também está preso.

Comboio da Polícia Federal deixou o palácio com o governador preso às 7h35. Ele chegou à Superintendência da PF, na Praça Mauá, às 7h52.

Segundo o Ministério Público Federal, Pezão opera esquema de corrupção próprio, com seus próprios operadores financeiros. Há provas documentais do pagamento em espécie a Pezão de quase R$ 40 milhões, em valores de hoje, entre 2007 e 2015.

Na avaliação da força-tarefa da Lava Jato, solto, o governador poderia dificultar ainda mais a recuperação dos valores, além de dissipar o patrimônio adquirido em decorrência da prática criminosa. Segundo o MPF, o esquema de corrupção ainda estava ativo.

A assessoria do governo do estado afirmou que não vai se pronunciar. Com a prisão de Pezão, assume automaticamente Francisco Dornelles, seu vice.

Polícia Federal cumpre mandados de busca e apreensão em Piraí e em Barra do Piraí

A Polícia Federal cumpre ainda 30 mandados de busca e apreensão. Um deles é na casa de Pezão em Piraí, base do governador. Em Barra do Piraí, a PF cumpre mais uma vez mandados na casa do empresário Ronald de Carvalho, proprietário da Metalúrgica Barra do Piraí.

Há equipes também no Palácio Guanabara, sede do governo, em Laranjeiras. Motoristas que passavam em frente, na Rua Pinheiro Machado, buzinavam, em sinal de comemoração.

A ordem de prisão preventiva foi expedida pelo ministro Felix Fischer, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), onde governadores têm foro.

Atualmente, dos três poderes do Estado do Rio, estão presos o governador e o ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio, Jorge Picciani.

Além de Pezão, mais oito são presos em operação

Entre os outros alvos de prisão da ação, denominada Boca de Lobo, estão o secretário de Obras do Rio, José Iran, e operadores financeiros ligados ao governador.  O ex-secretário de Obras Hudson Braga também é alvo de um dos 30 mandados de busca e apreensão expedidos pelo STJ.

Além de Pezão e Iran, há mandados de prisão contra o secretário de Governo, Affonso Henriques Monnerat Alves Da Cruz, já preso na operação Furna da Onça, Luiz Carlos Vidal Barroso (servidor da secretaria da Casa Civil e Desenvolvimento Econômico), Marcelo Santos Amorim (sobrinho do governador Pezão), Cláudio Fernandes Vidal e Luiz Alberto Gomes Gonçalves (sócios da J.R.O Pavimentação), Luis Fernando Craveiro De Amorim e César Augusto Craveiro De Amorim (sócios da High Control Luis).

Informações G1 e O Globo 

Foto: Mauro Pimentel/AFP

O governador Luiz Fernando Pezão e os secretários de estado se reuniram com o governador eleito Wilson Witzel e sua equipe de transição por mais de oito horas, nesta terça-feira, no Palácio Guanabara. No encontro, foram apresentados relatórios com informações estratégicas sobre os principais programas das pastas da áreas de saúde, educação, transportes, fazenda, desenvolvimento econômico e obras, além da Cedae. Para Pezão, o mais importante foi ter a oportunidade de esclarecer sobre o Regime de Recuperação Fiscal, ao qual o estado aderiu em setembro de 2017, que possibilitou o reequilíbrio das finanças estaduais.

"Nós mostramos as diversas questões que envolvem o Regime de Recuperação Fiscal e que é muito importante manter o plano nesse primeiro ano pelo que ele proporcionou ao Governo do Estado. Nós tínhamos um rombo previsto de R$ 10 bilhões para esse ano e vamos chegar ao final de 2018, dependendo da arrecadação, com um déficit de aproximadamente R$ 1,5 bilhão. Com todas as medidas que tomamos e ainda vamos tomar e o aumento das receitas, acredito que 2019 será mais tranquilo", afirmou o governador.

Witzel se mostrou otimista com relação à recuperação econômica do estado. "Eu acho que o principal recado da equipe econômica do governador Pezão é que o Regime de Recuperação Fiscal está dando resultado e que é preciso mantê-lo. Todas as metas estabelecidas pela lei estão sendo cumpridas e se nós continuarmos a trilhar esse caminho, teremos mais créditos para receber", disse o governador eleito.

Pezão detalhou as medidas em que a equipe econômica do governo vêm trabalhando com o objetivo de melhorar as finanças do Rioprevidência, garantindo outras fontes de receitas além dos royalties do petróleo. "Tenho apresentando aos Poderes e conversado muito com a Alerj para implantar medidas que têm o intuito de capitalizar o Rioprevidência, que é um dos grandes gargalos do estado. Esperamos ainda que o Congresso Nacional vote a securitização da dívida ativa e destine esses recursos para a previdência", afirmou o governador.

A Prefeitura Municipal de Barra do Piraí, através de sua Secretaria de Assistência Social, lançou nessa segunda-feira (26), um decreto convocando os interessados a se inscreverem no Cadastro Único para se candidatarem a beneficiários do programa “Minha Casa, Minha Vida”, do governo federal.

As ações começam neste sábado, dia 1º, no Parque de Exposições, funcionando das 8 às 17h. O cronograma se estenderá pelas semanas seguintes, de 3 a 7 e de 10 a 14 de dezembro, sempre no mesmo horário e no mesmo local.

Cerca de 600 famílias deverão ser contempladas com unidades do Empreendimento Jardim Ipiranga I e Francisco Furtado, que estão sendo construídas no Vale do Ipiranga.

Os candidatos deverão apresentar originais e cópias de RG e CPF; Comprovante de residência; Comprovante de renda; Número da Inscrição Social (NIS); Certidões de Nascimento e de Casamento, tanto do interessado quanto de seu cônjuge. Para mais informações, o telefone de contato da Secretaria de Assistência Social é (24) 2443-1087.

Foto: Prefeitura Municipal de Barra do Piraí

O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) ajuizou ontem (26) uma ação civil pública por improbidade administrativa contra o governador Luiz Fernando Pezão. A ação é sobre gastos com a reforma do Maracanã para a Copa do Mundo de 2014, quando Pezão era secretário estadual de Obras, no governo Sérgio Cabral.

De acordo com o MPRJ, Pezão autorizou gastos para a reforma do estádio sem seguir as recomendações do Tribunal de Contas do Estado (TCE) de consultar o Comitê Organizador dos Jogos Rio 2016.

A ação informa que, reiteradas vezes, o TCE recomendou a Pezão que ouvisse o comitê sobre os ajustes necessários na reforma para atender as demandas da Copa de 2014 e dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos, previstos para dois anos depois.

A suposta omissão de Pezão, segundo o MPRJ, fez com que fosse necessário trocar, para os Jogos de 2016, o sistema de iluminação logo depois da reforma da Copa. Isso teria causado danos ao erário da ordem de R$ 2,9 milhões.

Em 2013, o TCE alertou Pezão de que ele seria pessoalmente responsabilizado por novos gastos com adaptações no estádio entre 2014 e 2016. Para tentar escamotear as despesas extras, segundo o MPRJ, Pezão, já como governador, teria feito uma manobra jurídico-financeira, por meio de incentivos fiscais.

Em nota, o governo do Rio informa que as contas da reforma do Complexo do Maracanã foram aprovadas, por unanimidade, pelo Tribunal de Contas da União (TCU). E que o valor da obra de iluminação ficou dentro do pacote de ICMS Olímpico, que por lei previa o abatimento de até 4% do ICMS a empresas que investissem em projetos credenciados pelo Comitê Rio 2016, como foi o caso do sistema de iluminação.

A nota diz ainda que a obra foi um complemento da iluminação existente para atender a um pedido do Comitê Olímpico Internacional (COI) para garantir o padrão de qualidade de transmissão da imagem dos Jogos para todo o mundo.

Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

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