Terça, 23 Abril 2019
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Agentes da Operação Barreira Fiscal, das Secretarias de Estado de Governo e de Fazenda, prenderam, na madrugada deste domingo (6/1), o foragido da Justiça Francisco de Almeida Carvalho, no posto de Mato Verde, em Campos dos Goytacazes. Ele foi abordado em um caminhão e após consulta ao sistema de segurança foi verificado que contra ele havia um mandado de prisão pendente pelo crime de estupro. Ele foi conduzido preso à delegacia da área.

O governador Wilson Wiztel garantiu que o estado não vai permitir que criminosos continuem praticando atos de barbárie. A afirmação foi feita neste domingo (6/1), logo após acompanhar enterro do soldado da Polícia Militar Daniel Henrique Mariotti, no Cemitério Jardim da Saudade, em Sulacap. O policial, de 30 anos, foi assassinado no sábado (5/1), ao tentar impedir uma tentativa de roubo na Linha Amarela. Por decisão do governador, o estado vai decretar luto oficial de 3 dias, a partir amanhã (7/1), pela morte do PM

"Não vamos permitir que o crime organizado continue barbarizando a nossa sociedade. É preciso agir com rigor, cada vez mais coordenados, com mais reforços e mais técnica. E nós temos a convicção de que vamos vencer o crime organizado. O Estado é mais forte do que eles, e vamos usar todos os esforços e meios para aniquilar e asfixiar o crime organizado", ressaltou o governador.

Durante o velório, Witzel prestou condolências à família e aos amigos do soldado. No sábado, ele já havia encontrado os parentes do PM no Hospital de Bonsucesso, para onde tinha sido levado após ser baleado na cabeça.

"Quero prestar a minha solidariedade, minha homenagem à família do policial Mariotti e agradecer aos bons serviços prestados ao Estado do Rio de Janeiro com a sua própria vida, defendendo a liberdade de todos nós. A morte do policial Mariotti ou de qualquer cidadão sempre vai resultar em ações das polícias Civil e Militar e da Administração Penitenciária", destacou.

O secretário da Polícia Militar, coronel Rogério Figueiredo, que reforçou que o crime não terá trégua. "A resposta vai ser sempre muito forte. Não vamos admitir nenhuma afronta à sociedade", frisou.

Coordenação para atendimento às famílias

Também presente ao enterro, a secretária de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos, Fabiana Bentes, anunciou que, dentro da estrutura de sua secretaria, haverá uma coordenação de apoio às famílias dos agentes das forças de segurança vítimas de violência em atividade.

"A ideia dar apoio à Polícia Militar e às outras forças de segurança, fortalecendo a assistência às famílias, para diminuir ao máximo o impacto dessas tragédias", disse a secretária. A criação do órgão faz parte das metas paras os 100 primeiros dias planejadas para a área de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos.

Também acompanharam o governador Wilson Witzel no enterro o vice-governador Cláudio Castro, os secretários da Polícia Civil, delegado Marcus Vinícius de Almeida Braga, de Desenvolvimento Econômico e Geração de Emprego e Renda, Lucas Tristão, e o controlador-geral do Estado, Bernardo Cunha Barbosa.

Nesta quinta-feira (03/01), foi anexado ao Diário Oficial do Estado do Rio de Janeiro um documento intitulado Declaração de Transparência, Governança e Anticorrupção - Governo Um Novo Rio Começa Agora, assinado ontem pelo governador Wilson Witzel e secretariado, na primeira reunião do novo governo após a posse. O texto firma um compromisso com a prevenção e o combate à corrupção nos órgãos estaduais e a responsabilidade redobrada nos gastos públicos.

“A declaração, assinada por mim e meu secretariado, é um pacto de integridade que vem para marcar a mudança de atitude ética, o resgate da transparência na Administração Pública do estado. Como falei em minha posse, não podemos errar nesse sentido. O que queremos é trazer de volta a confiança da população fluminense, através das boas práticas”, afirmou Witzel.

O documento assinado pelas autoridades propõe a promulgação e implementação de regras que protejam os denunciantes de atos de corrupção e agir contra a prática de suborno nos setores público e privado. Além disso, a declaração atesta o compromisso de todos em informar eventuais atos de corrupção em suas pastas para adoção das medidas cabíveis por parte dos órgãos especializados pela repressão à ilegalidades.

Sobre a transparência nos gastos governamentais, a declaração determina o esforço dos representantes do Executivo em fornecer informações, sempre que oportuno, em formatos de fácil entendimento para o público. Com a assinatura do documento, governador e secretariado se comprometeram a não se limitarem às obrigações previstas na Lei de Acesso à Informação.

Na primeira reunião com seu secretariado, que tomou posse nesta quarta-feira (2/1), o governador Wilson Witzel entregou aos secretários o Plano de Diretrizes Prioritárias do Governo do Estado do Rio de Janeiro. Com base no plano de governo de Witzel e em diagnóstico elaborado durante o período de transição, o documento estabelece metas para os primeiros 100 e 180 dias de governo. De um total de 647 iniciativas propostas, 104 foram destacadas para entrar na agenda governamental de 100 dias e 99, para os 180 dias.

As medidas foram selecionadas de acordo com a relevância, o impacto e a viabilidade. Todas estão aglutinadas em quatro eixos: segurança jurídica e cidadã; modernização da gestão e aceleração da eficiência pública; desenvolvimento humano e social; e desenvolvimento econômico e regionalização. Cada meta será acompanhada em reuniões periódicas do secretário estadual da Casa Civil e Governança, José Luís Zamith, com o gestor responsável pela aplicaçãoda iniciativa. "Estamos criando um sistema de metas para toda a administração. Quem não mede, não gerencia", afirma Zamith.

Transmissão de cargo

Nesta quarta-feira, Witzel também participou da chamada cerimônia de transmissão de cargo, no palácio Guanabara, sede do governo estadual. Em seu discurso, o governador se comprometeu a investir na retomada do crescimento econômico e no combate à violência no estado. "Vamos reorganizar a segurança pública, enfrentando a criminalidade com coragem e conhecimento do direito e do processo penal. O crime organizado não pode portar armas de guerra e fazer de refém a sociedade. Também vamos trabalhar para reduzir o índice de desemprego do estado, com implantação de projetos que contarão com a colaboração de instituições religiosas", explicou Witzel.

Durante a cerimônia, Wilson Witzel destacou também os desafios que a equipe de governo terá nos próximos 4 anos. "Sabemos da missão que teremos pela frente, com o orçamento com déficit de R$ 8 bilhões. Vamos racionalizar, reduzir custos. Vamos respeitar os nossos tributos para que possamos melhorar os serviços públicos, renovando ideias e métodos. Essa é a essência da democracia. Agradeço à Alerj por manter o decreto de calamidade pública financeira para que possamos cumprir os requisitos constitucionais de investimentos nas áreas da saúde e de educação. Mas é preciso ter capacidade material. É preciso compreensão, principalmente do Tribunal de Contas do Estado (TCE). Faremos de tudo para o que dinheiro público seja bem utilizado", ressaltou o governador.

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