Domingo, 17 Janeiro 2021
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Pessoas que tiveram covid-19 têm alta probabilidade de obter imunidade por pelo menos cinco meses, mas há evidências de que aquelas que têm anticorpos ainda podem ser capazes de transportar e disseminar o vírus, revelou um estudo de profissionais de saúde britânicos. A informação é da Agência Brasil.

Conclusões preliminares de cientistas da Public Health England (PHE) mostraram que reinfecções em pessoas que têm anticorpos para covid-19 de uma infecção anterior são raras - com apenas 44 casos encontrados entre 6.614 pessoas previamente infectadas.

Mas os especialistas alertaram que as descobertas significam que as pessoas que contraíram a doença na primeira onda da pandemia, nos primeiros meses de 2020, podem agora estar vulneráveis a contraí-la novamente.

Eles também advertiram que as pessoas com a chamada imunidade natural - adquirida por terem contraído a infecção - ainda podem ser capazes de transportar o novo coronavírus em seu nariz e garganta e transmiti-lo.

“Agora sabemos que a maioria das pessoas que teve o vírus e desenvolveu anticorpos está protegida contra a reinfecção, mas isso não é total e ainda não sabemos quanto tempo dura a proteção”, disse Susan Hopkins, consultora médica sênior da PHE e uma das coordenadoras do estudo, cujas conclusões foram publicadas nesta quinta-feira (14).

“Isso significa que mesmo se você acreditar que já teve a doença e está protegido, pode ter certeza de que é altamente improvável que desenvolva infecções graves. Mas ainda existe o risco de você adquirir uma infecção e transmiti-la a outras pessoas."

Especialistas que não estiveram diretamente envolvidos na pesquisa pediram que as pessoas observassem suas principais conclusões.

"Esses dados reforçam a mensagem de que, por ora, todos são uma fonte potencial de infecção para os outros e devem se comportar de acordo", disse Eleanor Riley, professora de imunologia e doenças infecciosas da Universidade de Edimburgo.

O comitê de emergência da Organização Mundial da Saúde reúne-se hoje (14), antes do previsto, para discutir as variantes do novo coronavírus, que são mais contagiosas e têm preocupado as autoridades no mundo inteiro. As reuniões do comitê ocorrem normalmente de três em três meses, mas, "agora, o diretor-geral [da OMS] convocou os membros duas semanas antes do previsto para analisar assuntos que necessitam de um debate urgente. Trata-se das variantes recentes e do uso de certificados de vacinação e de testes para viagens internacionais", disse um comunicado da OMS, divulgado em Genebra. A informação é da Agência Brasil.

O comitê de peritos, presidido pelo francês Didier Houssin, vai reunir-se nesta quinta-feira, e as recomendações para a OMS e países membros serão publicadas após o encontro. As variantes do coronavírus - identificadas inicialmente no Reino Unido e na África do Sul - são particularmente contagiosas e circulam agora por dezenas de países, com uma nova vaga de contaminações e confinamentos, enquanto ocorrem as campanhas de vacinação.

Números

Segundo a OMS, o número de países e territórios onde já foi detectada a variante britânica pode passar de 50 e a variante identificada na África do Sul surgiu em 20, mas a organização considera que esta avaliação pode estar subestimada. Uma terceira mutação, originária da Amazónia brasileira e cuja descoberta foi anunciada no domingo pelo Japão, está sendo analisada e pode impactar a resposta imunitária, segundo a OMS, que fala no seu boletim semanal numa "variante preocupante". A pandemia de covid-19 provocou pelo menos 1.963.557 mortos resultantes de mais de 91,5 milhões de casos de infecção em todo o mundo.

Por meio de sua equipe de imprensa, a prefeitura de Barra do Piraí informa que vai ao Supremo Tribunal Federal (STF) para garantir a compra das 40 mil doses de vacina contra o coronavírus junto ao Instituto Butantan, após o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, declarar que o Plano Nacional de Imunização só terá início quando as doses chegarem a todos os municípios.

Com isso, porém, de acordo com nota, Barra do Piraí, primeira no Sul Fluminense a firmar acordo pela Coronavac, sairia prejudicada, já que já se antecipou adquirindo 50 mil seringas e agulhas. A demora da imunização pode fazer com que a cidade receba apenas 3 mil vacinas, o que, segundo o prefeito Mario Esteves, representa perder mais barrenses para a Covid-19. Ele projetava o início da vacinação para os primeiros dias de fevereiro. 

“O Ministério da Saúde poderia ter se antecipado, como fizemos aqui, mas a politização pela compra da vacina impediu que isso acontecesse. Agora, em cima da hora, querer tirar dos municípios e estados o direito e o dever de salvar vidas é algo inaceitável, até porque acompanhamos diariamente os desencontros do ministério em relação a dar informações claras sobre quando, exatamente, a vacinação vai começar. Esperamos que o ministros do STF tenham sensibilidade”, conclui. 

A liminar está disponível para conferência no site do STF: portal.stf.jus.br 

 

O Japão começou a solicitar que todos os viajantes vindos do exterior que desembarquem no país mostrem um atestado de que receberam resultado negativo para o coronavírus no período de 72 horas antes de terem deixado o local de origem. A informação é da Agência Brasil.

A medida entrou em vigor hoje (13), após declaração de estado de emergência em Tóquio e três províncias vizinhas na semana passada. No Aeroporto de Narita, perto de Tóquio, autoridades já verificavam os resultados de testes de passageiros em desembarque e conduziam exames adicionais.

Os atestados devem, agora, ser apresentados por todos que entram no país, incluindo cidadãos japoneses e certas categorias de estudantes estrangeiros, que haviam sido excluídos da medida anteriormente.

Aos passageiros que não apresentarem os documentos será solicitado que fiquem de quarentena em acomodações designadas e realizem testes para o coronavírus no terceiro dia. Mesmo que o resultado seja negativo, a pessoa será requisitada a cumprir auto-isolamento em casa ou em outros locais por 14 dias contados a partir da data de chegada.

Um executivo em retorno ao Japão de uma viagem de negócios para Cingapura disse que teve dificuldade em encontrar um hospital que disponibilizasse o atestado. Afirmou que, apesar de a medida ser um entrave, acredita que, ainda assim, ela é necessária.

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