Sexta, 27 Novembro 2020
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O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta quinta-feira (26), durante sua live semanal nas redes sociais, que um plano nacional de imunização contra a covid-19 está praticamente pronto e que o governo federal vai adquirir uma vacina tão longo ela seja autorizada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A informação é da Agência Brasil.

"Uma vez certificado pela Anvisa, qualquer medicamento e qualquer vacina, da nossa parte, imediatamente nós providenciamos a compra. E um programa, um plano nacional de imunização está praticamente pronto na Saúde pra gente vacinar quem quer", disse.

O Ministério da Saúde tem acordo para a compra de doses de uma potencial vacina produzida pela farmacêutica britânica AstraZeneca, em parceria com a Universidade de Oxford, incluindo um pacto de transferência de tecnologia e produção local do imunizante pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

O governo federal mantém contato com outros laboratórios estrangeiros que desenvolvem doses contra a covid-19 e que, se aprovadas, também poderão ser adquiridas para imunização geral da população. Nesta quarta-feira (25), a farmacêutica Pfizer informou que deu início ao processo de pedido de registro junto à Anvisa.

Jogo de alfabetização

Durante a live, o presidente estava acompanhado do ministro da Educação, Milton Ribeiro, e do secretário nacional de Alfabetização, Carlos Nadalim. A pasta deve lançar, esta semana, um aplicativo para auxiliar crianças no processo de alfabetização.

Batizado de Graphogame, o aplicativo foi desenvolvido por especialistas finlandeses e pode ser baixado gratuitamente pela internet, sendo que o uso posterior não requer conexão.

"É uma ferramenta de apoio aos professores para auxiliar as crianças no processo de alfabetização", explicou Nadalim. O jogo é voltado para crianças na faixa de idade de 4 a 9 anos e usa uma metodologia que estimula o desenvolvimento da consciência dos sons da língua oral e sua relação com as letras, em um processo chamado de instrução fônica.

A expectativa do governo federal é que o aplicativo possa suprir parte do prejuízo que crianças nessa faixa etária estão tendo com o fechamento das escolas e a suspensão das aulas em função da pandemia de covid-19.

O novo coronavírus está sofrendo mutação à medida que se espalha pelo mundo na pandemia, mas nenhuma das mutações atualmente documentadas parece torná-lo capaz de se proliferar mais rápido, disseram cientistas ontem, segundo a Agência Brasil.

Em um estudo, a partir de dados globais de genomas de vírus realizado com 46.723 pessoas com covid-19 em 99 países, os pesquisadores identificaram mais de 12,7 mil mutações no vírus SARS-CoV-2.

"Felizmente, descobrimos que nenhuma dessas mutações está fazendo a covid-19 se espalhar mais rapidamente", disse Lucy van Dorp, professora do Instituto de Genética da University College de Londres e uma das líderes do estudo.

"Precisamos permanecer vigilantes e continuar monitorando novas mutações, particularmente à medida que as vacinas são lançadas."

Sabe-se que os vírus sofrem mutações o tempo todo e alguns – como os da gripe – mudam com mais frequência do que outros.

A maioria das mutações é neutra, mas algumas podem ser vantajosas ou prejudiciais aos vírus e outras podem reduzir a eficácia das vacinas. Quando os vírus mudam assim, as vacinas devem ser adaptadas regularmente para garantir que estão atingindo o alvo certo.

Com o vírus SARS-CoV-2, as primeiras imunizações a mostrarem eficácia poderiam obter aprovação regulatória e começar a ser usadas antes do fim deste ano.

Entre mais de 12.706 mutações identificadas, cerca de 398 parecem ter ocorrido repetidamente e de forma independente, disseram os pesquisadores no estudo, publicado no periódico acadêmico Nature Communications.

Entre as 398 mutações, os cientistas se concentraram em 185, que eles descobriram ocorrer pelo menos três vezes de forma independente durante a pandemia.

Os pesquisadores não encontraram evidências de que alguma das mutações comuns esteja aumentando a transmissibilidade do vírus. Em vez disso, eles disseram que as mutações mais comuns são neutras para o novo coronavírus.

Até 5 milhões de mortes por ano poderiam ser evitadas no mundo com um aumento da atividade física, estimou a Organização Mundial da Saúde (OMS), ao lançar linhas orientadoras para a área. A informação é da Agência Brasil.

O combate ao sedentarismo deve ser praticado em todas as idades e mesmo por pessoas com condicionantes físicas por motivo de doença, defendeu a OMS, ao anunciar as novas diretrizes.

A organização sugeriu, nesse contexto, que devem ser destinadas pelo menos duas horas e meia a cinco horas, por semana, para atividade aeróbica moderada a vigorosa, no caso dos adultos.

Para crianças e adolescentes, a média recomendada é de uma hora por dia.

De acordo os dados da OMS, um em cada quatro adultos não pratica exercício físico suficiente, o mesmo se passando com quatro em cada cinco adolescentes.

"Globalmente, estima-se que isso custe US$ 54 bilhões em cuidados diretos de saúde e mais US$ 14 bilhões em perda de produtividade", diz o documento.

A OMS alertou que a atividade física regular é fundamental para a prevenção e o controle de doenças cardíacas, diabetes tipo 2 e câncer.

Ajuda também a diminuir os sintomas de depressão e ansiedade, "reduzindo o declínio cognitivo" e melhorando a memória e saúde do cérebro.

Com as novas linhas orientadoras, pretende-se ainda incentivar a prática regular de atividade física durante a gravidez e o pós-parto, destacando igualmente os "valiosos benefícios para a saúde" em pessoas que vivem com deficiências.

As recomendações abrangem todas as idades. Os idosos são aconselhados a incluir na rotina atividades que estimulem o equilíbrio e a coordenação, bem como o fortalecimento muscular, para ajudar a prevenir quedas e melhorar a condição física, que influencia diretamente a saúde.

Citado em comunicado, o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, afirmou que ser fisicamente ativo é fundamental para a saúde e o bem-estar: "Pode ajudar a adicionar anos à vida e vida a anos."

Tedros Adhanom lembrou que cada movimento conta, especialmente em meio às restrições associadas à pandemia de covid-19.

"Devemos todos nos mover todos os dias, com segurança e criatividade", afirmou.

No guia, a OMS defende que toda a atividade física é benéfica e pode ser feita de várias formas, desde o desporto até exercícios no dia a dia, a jardinagem, a caminhada ou a dança.

A Venezuela atingiu, nessa terça-feira (24), 100.143 casos confirmados de covid-19, desde o início da quarentena no dia 13 de março. Nas últimas 24 horas foram registrados mais 308 casos. A informação é da Agência Brasil.

Segundo o ministro venezuelano de Comunicação e Informação, Freddy Ñáñez, há 873 mortes associadas ao novo coronavírus e 94.985 pessoas se recuperaram da doença.

Pelo Twitter, o ministro informou que estão ativos 4.285 casos, dos quais 2.897 de pacientes que se encontram em hospitais, 1.362 em centros de Diagnóstico Integral e 26 em clínicas privadas.

Com 21.007 casos confirmados, a capital Caracas é a região com maior número de casos, seguindo-se os estados de Miranda (12.553), Zúlia (8.829), Táchira (7.972), Apure (5.534), La Guaira (4.979), Yaracuy (4.522), Arágua (4.292), Nova Esparta (3.922), Carabobo (3.621), Bolívar (3.594) e Lara (3.291).

Seguem-se Mérida (2.953), Sucre (2.125), Barinas (1.793), Anzoátegui (1.749), Monágas (1.231), Trujillo (1.215), Falcón (1.039), Portuguesa (966), Cojedes (776), Amazonas (743), Guárico (721) e Delta Amacuro (689).

Segundo os dados oficiais, o arquipélago de Los Roques teve até agora quatro casos do novo coronavírus.

Quarentena radical

A Venezuela iniciou segunda-feira (23) uma semana de "quarentena radical", para que a partir de 1º de dezembro haja um período de um mês de flexibilização generalizada em todo o país, devido às festas de fim de ano.

A Venezuela está, desde 13 de março, em estado de alerta, o que permite ao Executivo tomar "decisões drásticas" para combater a pandemia.

No dia 11 de novembro o país autorizou as operações comerciais com o México, a República Dominicana, o Irã, a Turquia e o Panamá.

No dia 23 deste mês, as autoridades venezuelanas anunciaram a abertura do espaço aéreo para voos comerciais para a Rússia e a Bolívia, suspensos desde março de 2020, devido à pandemia.

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