Terça, 03 Agosto 2021
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As cirurgias oncológicas no Estado do Rio de Janeiro tiveram uma redução de 25% depois que a pandemia começou. Os tratamentos de câncer, com exceção de radioterapia, quimioterapia e cirurgia, também caíram 24,8%. E as consultas ambulatoriais para esses pacientes foram reduzidas em 21,9% no primeiro trimestre da pandemia, comparada com o trimestre anterior. Os dados são da pesquisa "Assistência Oncológica do Estado do Rio de Janeiro durante a pandemia de Covid-19" realizada pela Coordenadoria de Saúde e Tutela Coletiva da Defensoria Pública do Rio em parceria com Instituto de Estudos de Saúde Coletiva da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

O estudo verificou ainda afastamento de profissionais de saúde durante o primeiro trimestre, redução de encaminhamentos às unidades de saúde, aumento de ausência de pacientes nas sessões de quimioterapia e necessidade de mudança de protocolo devido à falta de medicamentos. Para levantamento dos dados, foi elaborado um questionário online que foi enviado via ofício às unidades que compõem a rede de alta complexidade em oncologia do SUS no Estado do Rio de Janeiro. Os dados solicitados no questionário são referentes ao trimestre anterior à pandemia (dezembro/2019, janeiro e fevereiro de 2020) e ao primeiro trimestre de pandemia (março, abril e maio de 2020).

Observou-se um percentual de afastamento de 14,6% de médicos, 15,5% de enfermeiros, 22,7% de técnicos de enfermagem, 12,5% de auxiliares de enfermagem e 26,5% de outros profissionais no período. No total de todas as categorias pesquisadas, foi visto um afastamento de 20,4% dos profissionais alocados em unidades especializadas em oncologia durante o período de março a maio de 2020. Este dado pode ter gerado um déficit no quadro de profissionais das unidades, levando a diversas mudanças na organização dos serviços, como: redução na oferta de serviços oncológicos, necessidade de realocação de profissionais especialistas em oncologia para outras funções, diminuição das atividades administrativas de alimentação de banco de dados para registro de atividades e captação de recursos, entre outros.

Foi mencionado ainda nas respostas o desabastecimento de Docetaxel, droga utilizada para o tratamento do câncer de mama, por quatro unidades de saúde (26,6% das unidades); além de analgésicos (6,7%) e anestésicos (6,7%), ambos mencionados por apenas uma unidade cada um. Dentre as 15 unidades que responderam ao questionário, 80% afirmaram ter um Plano de Contingência criado para o enfrentamento do novo coronavírus na unidade, enquanto 20% dos representantes de unidades não souberam responder. Foi solicitado o envio dos planos para a Defensoria, porém foram recebidos apenas oito (66,6%) das doze unidades que afirmaram possuir até o momento da elaboração do relatório.

O estudo também mostra as deficiências na oferta de tratamento adequado para pessoas com câncer antes da pandemia. Vistorias feitas pelo Cremerj entre os anos de 2016 e 2019 consolidadas no levantamento mostram que os leitos de cuidados paliativos não existem em 88% das unidades, sendo oferecidos de acordo com a demanda. Com relação aos leitos oncológicos, 44% das unidades afirmaram não possuir nenhum leito específico para casos de oncologia, sendo ofertados de acordo com a demanda; e 13 estabelecimentos afirmaram possuir leitos específicos, apresentando uma mediana de 20 leitos por unidade de saúde, variando de 6 a 77 leitos.

Sete em cada dez médicos entrevistados em um levantamento do Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO) identificaram progressão de miopia em crianças durante a pandemia. Outros três em cada dez não constataram esse problema entre pacientes.

A pesquisa entrevistou 295 médicos oftalmologistas com diversas subespecialidades, como pediatria, córnea, catarata, glaucoma e retina. O estudo foi realizado em abril e junho deste ano.

Entre os que verificaram aumento dos graus de miopia, 6% apontaram o problema em 75% dos pacientes, 27% relataram a situação em 50% dos pacientes e 67% registraram o quadro em cerca de 25%.

Dos profissionais ouvidos, 75,6% avaliaram que o uso de diversos dispositivos eletrônicos pode agravar o quadro de miopia. Outros 22% entenderam que esse fator pode influenciar, mas apenas com uso de tablets e celulares. Apenas um pequeno percentual não viu relação entre os dois fenômenos.

Celular, televisão e videogames
Quase todos os profissionais ouvidos (98,6%) disseram que a redução do tempo gasto em telas (como celular, televisão e videogames) pode ajudar no caso de crianças míopes. Seis em cada dez entrevistados defenderam as recomendações da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) sobre o tema.

A SBP orienta que seja evitada a exposição de menores de dois anos a telas, mesmo que passivamente. Para crianças entre dois e cinco anos, o limite deve ser de uma hora de tela, com supervisão. Para a faixa entre seis e dez anos, o tempo não deve ser superior a duas horas, também com supervisão.

Também quase a totalidade dos médicos consultados (96,3%) respondeu que considera o aumento de atividades fora de casa como um fator que pode contribuir para reduzir os graus de miopia em crianças.

Já quanto ao tempo ideal em atividades externas, os entrevistados se dividiram, com a maioria (43,2%) indicando pelo menos duas horas por dia, 31% considerando pelo menos uma hora diária adequada e 10% recomendando pelo menos quatro horas por dia.

O que é a miopia


Miopia é o nome dado a um erro de refração, quando a imagem se forma antes da retina. Ela causa uma visão embaçada, prejudicando a visualização de objetos e imagens que estão mais longe do indivíduo.

Conforme a Organização Mundial de Saúde (OMS), há 59 milhões de pessoas com essa condição no Brasil, mais de 25% da população. Em todo o mundo, o número de pessoas com miopia chega a 2,6 bilhões.

Pousou na manhã deste domingo, 1º de agosto no Aeroporto de Viracopos, em Campinas (SP), um dos aviões que trazem a carga de 2,1 milhões de doses da vacina da Pfizer de combate ao coronavírus. A informação é da Agência Brasil.

Segundo o Ministério da Saúde, foram desembarcadas, esta manhã, 1,053 milhão de doses. Ainda esta tarde, está prevista achegada de outra aeronave com o restante da carga de imunizantes.

De acordo com o balanço divulgado nesse sábado (31) pelo ministério, o Programa Nacional de Imunizações já distribuiu 23,6 milhões de doses do imunizante da Pfizer a todo o país. O contrato com o Ministério da Saúde prevê a entrega de 100 milhões de doses até setembro e outras 100 milhões de doses entre outubro e dezembro deste ano.

Ontem, o Brasil atingiu a marca de 100 milhões de pessoas com ao menos a primeira dose da vacina contra o coronavírus, o que representa 62,5% do público-alvo, de pessoas com 18 anos ou mais. Já foram completamente imunizados, com as duas doses ou vacinas de dose única, 40 milhões de pessoas, 25% dos 160 milhões de brasileiros com idade a partir de 18 anos.

Além das doses da Pfizer, o PNI já distribuiu para todo o país 86,5 milhões de doses da vacina da AstraZEneca contra a convid-19; 69,5 milhões da Coronavac e 4,7 milhões da Janssen, totalizando 184 milhões de doses.

Noventa por cento da população quer ser vacinada contra o novo coronavírus independente da marca do imunizante, mostra pesquisa divulgada hoje (30) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). O levantamento ouviu 2 mil pessoas em todos os estados do país entre os dias 12 e 16 de julho. As informações são da Agência Brasil.

Entre as pessoas entrevistadas, 43% disseram que até gostariam de escolher entre as marcas de vacina disponíveis se houver essa possibilidade, mas apenas 9% afirmaram que deixariam de se vacinar se o imunizante de preferência não estivesse disponível. “O fato de o brasileiro aceitar tomar a vacina disponível nos deixa menos apreensivos, não só pela proteção individual, mas pelo benefício para toda a sociedade”, ressaltou o presidente da CNI, Robson Braga de Andrade.

A maioria da população (62%) considera que o ritmo da vacinação no Brasil ainda é lento. Porém, 68% acreditam que a velocidade da imunização no país aumentou muito em julho em relação a junho.

Menos medo

Para 70% dos entrevistados, a pandemia de covid-19 deve perder força daqui para frente. Uma minoria (18%), no entanto, acredita que o número de casos e de mortes causadas pela doença deve aumentar.

Na comparação com a pesquisa feita pela CNI em abril, caiu de 56% para 47% o percentual de pessoas que diz ter muito medo do coronavírus. Também se reduziu a proporção de pessoas que tem medo de frequentar shoppings, de 39% para 24%. Em relação ao comércio de rua, em abril, 36% tinham medo e agora são 28%. O receio de ir a bares e restaurantes passou de 45% para 34%.

Também melhoraram as expectativas sobre a economia. Em abril, 18% viam a situação econômica do país em recuperação. Neste levantamento o percentual ficou em 43%.

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