Quarta, 30 Setembro 2020
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Nove em cada dez pacientes com novo coronavírus relataram ter experimentado efeitos colaterais como fadiga, perda do olfato ou paladar e distúrbios psicológicos depois de se recuperarem da doença, de acordo com um estudo preliminar sul-coreano. A informação é da Agência Brasil.

A pesquisa ocorre no momento em que o número global de mortes pela covid-19 ultrapassou 1 milhão nesta terça-feira (29), um marco sombrio em uma pandemia que devastou a economia global, sobrecarregou os sistemas de saúde e mudou a maneira como as pessoas vivem.

Em uma pesquisa online com 965 pacientes recuperados da infecção, 879 pessoas, o equivalente a 91,1%, responderam que estavam sofrendo pelo menos um efeito colateral da doença, disse Kwon Jun-wook, autoridade da Agência de Prevenção e Controle de Doenças da Coreia (KDCA).

A fadiga foi o efeito colateral mais comum, registrado em 26,2% dos participantes da pesquisa, seguido pela dificuldade de concentração, que se manifestou em 24,6% das pessoas, disse Kwon.

Outros efeitos colaterais incluíram efeitos psicológicos ou mentais e perda do paladar ou do olfato.

Kim Shin-woo, professor de medicina interna da Escola de Medicina da Universidade Nacional Kyungpook em Daegu, buscou comentários de 5.762 pacientes recuperados na Coreia do Sul e 16,7% deles participaram da pesquisa, afirmou Kwon.

Embora a consulta tenha sido feita online por enquanto, o pesquisador-líder Kim publicará em breve o estudo com uma análise detalhada, disse ele.

A Coreia do Sul também está conduzindo para o próximo ano um estudo separado com cerca de 16 organizações médicas sobre complicações potenciais da doença por meio de uma análise detalhada envolvendo tomografias em pacientes recuperados, disse Kwon em coletiva de imprensa.

O país registrou 38 novas infecções até a meia-noite de segunda-feira (28), elevando a contagem nacional para 23.699 casos, com 407 mortes.

Cerca de 120 milhões de exames de diagnóstico rápido do novo coronavírus serão disponibilizados em países de baixa e média renda a um preço máximo de US$ 5 por unidade, informou a Organização Mundial da Saúde (OMS) nessa segunda-feira (28). A informação é da Agência Brasil.

O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, disse que os fabricantes Abbott e SD Biosensor acertaram com a Fundação Bill & Melinda Gates "disponibilizar 120 milhões desses novos exames de diagnóstico de covid-19, altamente portáveis, fáceis de usar e rápidos, ao longo de um período de seis meses".

Ele afirmou que atualmente os exames estão com preço máximo de US$ 5 cada, mas que devem se tornar mais baratos.

"Isso permitirá a ampliação dos exames, particularmente em áreas difíceis de alcançar que não têm instalações laboratoriais ou profissionais de saúde treinados suficientemente para realizar esses exames", disse Tedros. "Isso é um acréscimo vital para a capacidade de realização de exames, especialmente importante em áreas de alta transmissão".

Trump

O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, pressionado por sua condução da pandemia do novo coronavírus, anunciou que o governo federal irá enviar 150 milhões de testes rápidos para os estados norte-americanos, para a reabertura das escolas e para garantir a segurança em centros para idosos.

"Vai ser mais que o dobro do número de testes já realizados", disse ele ao anunciar o plano nos jardins da Casa Branca.

Trump afirmou que 50 milhões de testes serão direcionados às "comunidades mais vulneráveis", incluindo asilos, instituições de repouso, e de cuidados sanitários e mentais. Quase um milhão será enviado a faculdades e universidades de maioria historicamente negra e faculdades de povos indígenas.

Segundo o presidente, 100 milhões de testes serão concedidos a Estados e territórios para "apoiar as iniciativas de reabertura de suas economias e escolas o mais rápido possível".

Trump informou ainda que nesta semana 6,5 milhões de testes já serão enviados, e o restante nas semanas seguintes.

Crianças têm probabilidade 44% menor de contrair covid-19 do que os adultos, de acordo com uma análise liderada pelo presidente do Royal College of Paediatrics and Child Health, do Reino Unido. A informação é da Agência Brasil.

"Nessa revisão sistemática e meta-análise, incluindo 32 estudos, crianças e adolescentes abaixo de 20 anos tiveram 44% menos chances de infecção secundária com pelo novo coronavírus, em comparação com adultos de 20 anos ou mais", mostrou a análise.

"Há evidências preliminares de que aqueles com menos de 10 a 14 anos têm menor suscetibilidade à infecção do que adultos, com adolescentes parecendo ter suscetibilidade semelhante à dos adultos."

A análise foi liderada por Russell Viner, presidente do Royal College.

A chanceler da Alemanha, Angela Merkel, disse a líderes de sua União Democrata Cristã (CDU) nesta segunda-feira que a taxa de infecções por coronavírus do país pode chegar a 19.200 por dia se a tendência atual se mantiver, mas enfatizou que a economia precisa continuar ativa, disse uma fonte do partido. A informação é da Agência Brasil.

As infecções estão aumentando na Alemanha há semanas. Dados do Instituto de Doenças Infecciosas Robert Koch (RKI) mostraram que o número de casos confirmados de coronavírus aumentou em 1.192 nesta segunda-feira. A quantidade de casos saltou para mais de dois mil em alguns dias recentes.

“Se a tendência se mantiver como está agora, teremos 19.200 infecções por dia. É como em outros países”, disse Merkel em uma videoconferência da liderança da CDU, disse o jornal Bild.

Uma pessoa a par da conferência confirmou a tendência à Reuters, acrescentando que a chanceler baseou o número em projeções e que se referia ao período que culminará no Natal.

“Precisamos conter as infecções rapidamente e intervir”, disse Merkel, de acordo com a fonte partidária. “Precisamos estabelecer prioridades, a saber, manter a economia funcionando e manter escolas e creches abertas. O futebol é secundário por hora.”

Os torcedores têm permissão de assistir partidas do Campeonato Alemão se as cotas de infecções não forem muito altas localmente, e os estádios podem receber 20% de sua capacidade.

O Bild disse que Merkel considerou o número de infecções na Europa preocupante e declarou que a Alemanha precisa fazer de tudo que pode para evitar que as cifras voltem a subir exponencialmente.

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