Quinta, 22 Abril 2021
previous arrow
next arrow
Slider

A 26ª edição do Mapa de Risco da Covid-19, divulgada nesta sexta-feira pela Secretaria de Estado de Saúde, mostra que a situação da pandemia no Estado do Rio de Janeiro deixa a bandeira roxa (risco muito alto) e entra na bandeira vermelha (risco alto), o que aponta para uma melhora nos parâmetros epidemiológicos. Esse movimento se repete na Região Serrana. As regiões Médio Paraíba, Centro-Sul, Baixada Litorânea, Noroeste, Norte, Baía de Ilha Grande e Metropolitana II permanecem com bandeira vermelha (risco alto). A Região Metropolitana I é a única do estado que permanece com bandeira roxa, que indica risco muito alto de contrair a doença. A análise compara a semana epidemiológica 13 (28 de março - 04 de abril) com a 11 (14 de março - 21 de março) de 2021.

Cada bandeira representa um nível de risco e um conjunto de recomendações de isolamento social, que variam entre as cores roxa (risco muito alto), vermelha (risco alto), laranja (risco moderado), amarela (risco baixo) e verde (risco muito baixo).

O Estado do Rio de Janeiro apresentou um aumento de 38% no número de óbitos e uma redução de 13% nos casos de internações por síndrome respiratória aguda grave (SRAG) na comparação entre as semanas epidemiológicas analisadas. As taxas de ocupação de leitos no estado, nesta sexta-feira (16), estão em 69,6% para leitos de enfermaria e 88% para UTI. Os resultados apurados para os indicadores apresentados devem auxiliar a tomada de decisão, além de informar a necessidade de adoção de medidas restritivas, conforme o nível de risco de cada região.

Com as últimas entregas do chamado "kit intubação", o quantitativo compõe o estoque de medicamentos para o período estimado de até dez dias de atendimento. Entre a última quinta-feira e amanhã, 373 mil unidades de medicamentos adquiridos pela secretaria e enviados pelo Ministério da Saúde terão sido liberados pela Coordenação Geral de Armazenagem (CGA) do estado. Na semana passada, mais de 94 mil unidades de medicamentos foram disponibilizadas a 75 hospitais, para uso destinado a pacientes com Covid-19 em leitos SUS.

Uma nova remessa, com mais 279 mil unidades de medicamentos do “kit intubação” enviadas pelo Ministério da Saúde, será liberada amanhã (19) para 70 hospitais no estado. O lote é composto por cisatracúrio, besilato 10mg; fentanila, citrato 0,05 mg/ml; midazolam 5 mg/ml; e propofol 10 mg/ml. Parte desses medicamentos será retirada por hospitais do Rio, Niterói, São Gonçalo e Maricá na CGA, em Niterói, e o restante será enviado para 34 municípios numa operação logística envolvendo cinco helicópteros. As aeronaves da SES, do Governo do Estado, da Polícia Civil e do Corpo de Bombeiros decolam do Grupamento Aeromóvel da Polícia Militar e do 12º BPM, também em Niterói, a partir das 7h.

"Todos os esforços estão voltados para salvar vidas, e este momento requer muito planejamento e uso consciente dos medicamentos. A SES tem se dedicado para que as unidades não fiquem desabastecidas, tendo inclusive feito a aquisição dos medicamentos, que devem ser comprados pelas próprias gestões das unidades. Contudo, é preciso também que os gestores dos hospitais destinem o uso desses medicamentos de forma prioritária aos pacientes que necessitam de intubação dentro do protocolo do tratamento da Covid-19. O cenário é preocupante, não só no Estado do Rio de Janeiro, como em todo o país, mas estamos trabalhando diuturnamente para solucionar esta questão com legalidade e a agilidade necessária", ressalta o secretário de Estado de Saúde, Carlos Alberto Chaves.

A entrega da última semana foi composta por medicamentos comprados pela SES, por meio da adesão a uma ata do Ministério da Saúde, a qual teve ainda um aditivo de 50% do quantitativo. A SES também realiza um processo de compra para suprir a necessidade do estado nos próximos três meses. Todas as etapas dos processos serão compartilhadas com o Ministério Público Federal, Ministério Público Estadual e Defensoria Pública, visando dar transparência às aquisições. Ressaltamos que os medicamentos entregues complementam os estoques dos hospitais, que também são compostos por medicamentos adquiridos pela gestão da própria unidade e/ou município gestor.

Março, que se tornou um dos piores meses da pandemia no Rio de Janeiro, com um total de 4.617 óbitos registrados por Covid-19 em Cartórios de Registro Civil até esta segunda-feira (12.04), trouxe também uma triste marca que simboliza o impacto do vírus na história do País. A doença causada pelo novo coronavírus representou 30,3% do total de óbitos por causas naturais (mortes por doenças) no Estado, totalizadas em 4.515 até esta data. Somente maio e dezembro do ano passado foram piores.

Os dados constam no Portal da Transparência do Registro Civil (https://transparencia.registrocivil.org.br/inicio), base de dados abastecida em tempo real pelos atos de nascimentos, casamentos e óbitos praticados pelos Cartórios de Registro Civil do País, administrada pela Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais (Arpen-Brasil), cruzados com os dados históricos do estudo Estatísticas do Registro Civil, promovido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com base nos dados dos próprios cartórios brasileiros.

O número de óbitos por Covid-19, que no auge da 1ª onda, em maio de 2020, chegaram a representar 33,4% dos óbitos por causas naturais no Rio de Janeiro, já havia dado sinais de que estava voltando a crescer em dezembro, representando 30,4% dos óbitos por doenças, mantendo uma curva de crescimento contínuo em outubro (14,4%) e novembro (17,7%). Ao atingir 30,3% das mortes por doenças no Estado, a Covid-19 quase dobra seu impacto no total dos óbitos naturais em relação a maio passado, até então o mês mais mortal.

"Os altos números de óbitos que vem sendo registrados nos Cartórios do Estado em meio a pandemia do Covid-19, confrontados com os dados da série histórica, apenas confirmam o grau de letalidade da doença. Neste cenário, fica cada vez mais evidente a importância do Portal da Transparência para a sociedade, e para que políticas públicas sejam implementadas, embasadas na representação dos dados que podem indicar crescimento ou queda no índice de mortes", afirma Humberto Costa, presidente da Arpen RJ.

Já o Brasil, que teve um total de 72.148 óbitos registrados por Covid-19 em Cartórios de Registro Civil até esta segunda-feira (12.04), também foi impactado pela triste marca que simboliza o impacto do vírus na história do País. A doença causada pelo novo coronavírus representou 48% do total de óbitos por causas naturais (mortes por doenças) no País, totalizadas em 171.211 até esta data.

Mortes x Nascimentos

Mesmo com o advento da pandemia do novo coronavírus, o Rio de Janeiro registrou aumento no número de nascimentos, se comparado ao número de óbitos. Foram 1.074 registros de nascimentos a mais realizados, que os 15.489 óbitos ocorridos, totalizando 16.563 nascimentos registrados no Estado.

Outro número impactante da pandemia no Rio de Janeiro se refere à comparação entre o número de nascimentos e os óbitos registrados nos Cartórios de Registro Civil. A diferença entre nascimentos e óbitos em março deste ano ficou 35% abaixo do que a média histórica do Estado, que gira em torno de 6.769 registros - em média, nascem 6.7 mil crianças a mais do que a quantidade de óbitos registrados ao mês.

A redução na diferença acontece mesmo em meio a uma "reação" das gestações no mês de março, que registrou um total de 16.563 nascimentos, 17,3% a mais do que fevereiro. No entanto, o alto número de óbitos, que atingiu a marca de 15.489 mortes em março deste ano, impediu que o Estado avançasse mais na equação nascimentos versus óbitos, que vem caindo desde o agravamento da pandemia em janeiro deste ano.

No Brasil, a diferença entre nascimentos e óbitos, que sempre esteve em média na casa dos 137 mil - em média, nascem 137 mil crianças a mais do que a quantidade de óbitos registrados ao mês - caiu drasticamente a "apenas" 47.939 mil nascimentos, chegando a uma redução de 90 mil em relação à média histórica, e à metade dos cerca de 90 mil registrados nos meses desde o início da pandemia.

O número de óbitos registrados no mês de março de 2021 ainda pode vir a aumentar, assim como o número de nascimentos e a variação das médias e da comparação entre nascimentos e óbitos para o período, uma vez que os prazos para registros chegam a prever um intervalo de até 15 dias entre o falecimento e o lançamento do registro no Portal da Transparência. Além disso, alguns estados brasileiros expandiram o prazo legal para comunicação de registros em razão da situação de emergência causada pela COVID-19. Os nascimentos também possuem prazo legal a ser observado, tendo os pais até 15 dias para registrar o recém-nascido em cartório.

A partir desta sexta-feira (16), mais 2,3 milhões de medicamentos do kit intubação serão distribuídos pelo Ministério da Saúde. Os insumos foram adquiridos na China e doados ao governo federal por empresas como a Petrobras, Vale, Engie, Itaú Unibanco, Klabin e Raízen. A informação é da Agência Brasil.

“Com esta doação, nós conseguimos garantir, conforme os dados enviados, pelo menos 10 dias de abastecimento em relação ao bloqueador neuromuscular, analgesia e sedação por midazolam, e 15 dias com propofol. O estado é o responsável, junto aos municípios, para fazer a redistribuição em sua própria rede assistencial”, ressaltou o secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos (SCTIE), Hélio Angotti Neto.

As equipes do Ministério da Saúde já estão prontas para iniciar a distribuição dos chamados kit intubação. “Com base em experiências anteriores, a expectativa é de que em menos de 48 horas os medicamentos sejam distribuídos para todos os estados”, ressaltou o secretário-executivo do Ministério da Saúde, Rodrigo Cruz.

Critérios Os hospitais do SUS são os primeiros da lista a receber os kits. São eles que definem o consumo médio mensal e os seus estoques aos estados – informações essenciais para orientar, na ponta, os critérios de divisão dos lotes de medicamentos entre os entes federativos.

Segundo o Ministério da Saúde, os dados são apresentados em reuniões tripartites, que ocorrem três vezes por semana, envolvendo representantes dos secretários estaduais e municipais de saúde - Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems) e do Ministério da Saúde. A pasta também conta com a colaboração da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que monitora a produção nacional dos medicamentos.

“A partir daí, traçamos estratégias de aquisição e de distribuição desses medicamentos, com o intuito de regularizar a distribuição nacional. No momento seguinte, o Ministério executa as estratégias, fazendo aquisições nacionais ou internacionais e propondo uma pauta de distribuição aos estados, que é aprovada pelo Conass e Conasems”, explicou Cruz.

Desde o início da pandemia da covid-19, o Ministério da Saúde já enviou aos estados e municípios mais de 8,6 milhões de medicamentos para intubação. Além disso, atua na aquisição de medicamentos hospitalares por outros meios: há dois pregões em aberto e está em andamento uma compra direta via Organização Pan-Americana da Saúde (Opas).

Segundo o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, a ação vai reforçar a assistência ao Sistema Único de Saúde (SUS) e os cuidados aos pacientes em todo o país. “A obrigação de adquirir esses medicamentos é de estados e municípios. Todavia, estamos em uma emergência pública internacional e nós temos que tomar as providências necessárias para assegurar o abastecimento em todo o país, principalmente em municípios menores que não têm condições de compra”, afirmou.

Rua Ana Nery, 120 - 9º andar
Centro, Barra do Piraí - RJ
CEP 27123-150
Tel.: (24) 2443-1470 (AM)
(24) 2443-1098 (FM)

Boletim Eletrônico

Cadastre-se e fique sabendo da nossa programação em primeira mão!