Sábado, 20 Julho 2019
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Maio 2018 - Uma pesquisa internacional de grande escala revela que o baixo conhecimento sobre o lúpus resulta em concepções erradas sobre a doença.1 A falta de compreensão contribui para a estigmatização das pessoas com lúpus, a qual, muitas vezes, deixa os portadores se sentindo isolados da sua família e amigos. Os resultados da pesquisa, realizada em 16 países, foram divulgados este mês pela Federação Mundial de Lúpus (WLF - sigla em inglês) no site worldlupusday.org.

Alguns dos dados relevantes da pesquisa incluem:

Enquanto o lúpus é um problema global de saúde, mais da metade (51%) dos entrevistados não estavam cientes de que o lúpus é uma doença;1
Daqueles entrevistados que sabiam que o lúpus é uma doença, quase metade (48%) com mais de 55 anos, não conhecia nenhuma complicação associada ao lúpus.2
Apesar da falta de conhecimento geral,1 a pesquisa revelou que mais de 40% dos entrevistados com idades entre 18 e 34 anos estavam cientes de que a insuficiência renal é uma complicação frequente do lúpus.2 A familiaridade entre este grupo provavelmente resulta de celebridades como a atriz e cantora americana Selena Gomez, que falam sobre a doença em mídias sociais. Gomez anunciou em setembro passado que se submeteu a um transplante de rim depois que o lúpus danificou seriamente seus rins.

"Esta pesquisa global e os esforços de divulgação da Federação são determinantes para garantir que todos compreendam o lúpus e para engajar as pessoas ao redor do mundo na luta contra esta terrível doença", afirmou Julian Lennon, fotógrafo, músico, autor, filantropo e embaixador global da Fundação do Lúpus na América, a Secretaria da WLF.

A pesquisa, uma das maiores já realizada sobre o lúpus, foi encomendada pela GSK, que compartilhou os resultados como parte de seu compromisso de apoiar a WLF e ajudar a melhorar a vida das pessoas com lúpus.

O levantamento também revelou estigmas sociais em relação às pessoas vivendo com lúpus por conta do entendimento equivocado de que a doença é contagiosa. Dos entrevistados que estavam cientes de que o lúpus é uma doença:

Somente 57% ficaria muito à vontade ou à vontade em abraçar alguém com lúpus;3
Menos da metade (49%) ficaria muito à vontade ou à vontade em compartilhar comida com alguém com lúpus;4
1 em 10 (11%) entrevistados acreditavam que sexo sem proteção poderia contribuir para o desenvolvimento do lúpus.5
"Há uma clara necessidade de aumentar a compreensão do lúpus para evitar equívocos, combater o estigma e ajudar a incentivar a integração social das pessoas que vivem com a doença," afirmou Jeanette Anderson, presidente executiva do Lupus Europe, um dos membros fundadores da Federação Mundial de Lúpus.

Apesar do baixo conhecimento público sobre o lúpus,1 a pesquisa encontrou amplo apoio entre os seus participantes para os esforços de conscientização sobre a doença:

78% dos entrevistados acreditam que mais deve ser feito para ressaltar e explicar o impacto que o lúpus tem sobre os portadores;6
64% dos entrevistados acha que a melhor maneira de aumentar a compreensão do lúpus é compartilhando mais informações on-line, em mídias sociais e através de meios de comunicação tradicionais.7
Em resposta, as organizações membros da WLF estão ampliando os esforços para melhorar a compreensão do lúpus e seu impacto. "Estamos aumentando o apoio para pessoas vivendo com lúpus através da educação, serviços e programas de ativismo," disse Teresa Gladys Cattoni, presidente da Associação Argentina de Lúpus (ALUA), membro do Comitê Diretivo da WLF de nove países.

Indivíduos podem mostrar seu apoio, ao comprometer-se a aprender mais sobre o lúpus. Para adicionar seu nome à lista de candidatos, obter dados de pesquisa adicionais e baixar recursos para aumentar a conscientização do lúpus, visite o site do Dia Mundial do Lúpus, www.worldlupusday.org.

A psoríase e a artrite psoriásica, também chamada de artrite psoriática, são doenças autoimunes que estão relacionadas, podendo ocorrer ao mesmo tempo ou de forma isolada. Ambas são caracterizadas por inflamações decorrentes do desequilíbrio na atividade das células e tecidos. Seus sintomas englobam lesões em diferentes regiões do corpo e elas têm evoluções distintas.

"A psoríase provoca o surgimento de placas avermelhadas e descamativas na pele, que aparecem espalhadas em diversas partes do corpo, como na face, nos membros inferiores e superiores, incluindo as costas, no couro cabeludo e nas unhas. Ela é uma doença crônica que apresenta períodos de crise e remissão dos sintomas. Já a artrite psoriásica acomete as articulações dos joelhos, tornozelos, cotovelos, dedos, ombros e até da coluna, causando dor e inchaço e, em casos mais graves, o comprometimento dessas estruturas. A artrite psoriática chega a acometer entre 20 a 30% dos pacientes com psoríase", explica a dermatologista Maria Inês Harris.

Segundos dados da International Federation of Psoriasis Associations (IFPA), cerca de um terço dos pacientes com psoríase pode desenvolver artrite psoriásica. Além disso, uma pesquisa da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, aponta a doença de pele, principalmente nos casos severos, como importante fator de risco para o mal reumático. Apesar dessas evidências, uma patologia não pode ser considerada precursora ou estágio evoluído da outra.

Uma publicação do site acadêmico WebMed também afirma que em até 70% dos registros, os pacientes convivem com a psoríase por até 10 anos antes de apresentarem artrite psoriásica. "Os sintomas cutâneos são diagnosticados, em geral, antes das manifestações da doença reumática. Mas em cerca de 35% dos casos, a patologia reumática ocorre primeiro", comenta a Dra. Harris.

Como se tratam de quadros clínicos distintos, os tratamentos para psoríase e artrite psoriásica também são diferentes e realizados com o acompanhamento de médicos especialistas em cada situação (dermatologista e reumatologista, respectivamente). No entanto, alguns cuidados especiais são recomendados para ambos os casos, como a prática de atividades físicas, a manutenção de uma alimentação equilibrada, a exposição moderada à luz solar e o uso de medicamentos específicos para aliviar os sintomas e melhorar a qualidade de vida dos pacientes.

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a depressão é um transtorno mental que acomete mais de 350 milhões de pessoas em todo o mundo. Quem sofre com esse tipo transtorno pode vir a ter problemas em todas as áreas da vida, seja no trabalho, na escola ou no meio familiar. Apesar da grande maioria da população achar raro, os casos de depressão em crianças e adolescentes aumentam a cada dia. Dados revelados recentemente pela OMS mostraram que esse transtorno é a principal causa de incapacidade de realização das tarefas do dia a dia entre jovens de 10 a 19 anos. Aqui no Brasil estima-se que 1 a 3% da população entre 0 e 17 anos tenha algum quadro depressivo.

  Uma criança pode ficar tão deprimida quanto um adulto, o grande problema é que, na maioria das vezes, tal comportamento pode ser interpretado de outra forma pelos pais ou responsáveis, prejudicando o aprendizado e a vida social da criança. Por esse motivo, segundo Ana Regina Caminha Braga, psicopedagoga, especialista em educação especial e em gestão escolar, pais e professores devem estar sempre atentos ao comportamento e as emoções da criança. “É muito importante manter uma relação próxima com a criança, ouvindo suas histórias e perguntando como foi seu dia, tentando entender a situação e ajudando a resolver o problema da melhor maneira possível”, explica.

  Antigamente, crianças com depressão não tinham um auxílio adequado, ou profissionais capacitados para orientações. Hoje, o quadro é outro. Já existem profissionais prontos para identificar e diagnosticar o problema, criando programas que ajudem os pequenos a enfrentar tais dificuldades, ajudando na retomada de uma vida normal. Ainda segundo a especialista, crianças com quadro depressivo necessitam de uma ajuda especial para encontrar o prazer em estar em sala de aula. “O professor deve estar atento ao que acontece em sala, ao comportamento dos seus alunos, para poder ajudar de forma adequada cada criança, fazendo com que ela goste e se interesse em estar ali”, detalha.

  Para Ana Regina, a atuação da equipe pedagógica também é de suma importância em todo esse processo. “O trabalho com essa criança tem que ser em conjunto. Precisamos articular para que ela se sinta confortável em todas as áreas, assim como estar atentos aos efeitos que esse trabalho vem causando. Só assim vamos conseguir possibilitar a recuperação efetiva da criança com depressão”.

  Agora, se você quer evitar que seu filho tenha algum tipo de quadro depressivo, é importante ficar muito atento, pois as crianças desenvolvem muito cedo seu autoconceito em relação aos outros. “As crianças precisam de muita atenção. Elogie e incentive quando ela estiver fazendo alguma coisa. Ela precisa entender que é importante, que tem pessoas que gostam dela, que a respeitam e querem seu bem”, completa a especialista.

País/Barra do Piraí - Cerca de 1250 km separam Brasília (DF) de Vitória (ES); entretanto, o emblemático ano de 1973 aproximou as duas capitais por uma infeliz circunstância: o abuso sexual, cuja luta será lembrada no dia 18 de maio. A data foi escolhida por ter sido a da morte de uma das vítimas da violência sexual naquele ano: Araceli Cabrera Crespo. O crime aconteceu na capital capixaba, e pouco tempo depois, Ana Lídia Braga seria mais uma vítima fatal daquela que, em se tratando de violência que acomete crianças e adolescentes, está atrás da negligência e do abandono.

 Araceli, o estandarte da impunidade

  O caso de Araceli acabou ficando como o mais emblemático na campanha contra o abuso sexual por conta da impunidade pela qual acabou ficando marcado. Os dois acusados de terem drogado, estuprado e matado a garota, que contava apenas oito anos, eram de famílias importantes e até mesmo com certa ligação com o regime militar que vigorava à época do crime.  

 Os pais da menina viviam em uma cidade vizinha à Vitória, Serra. Gabriel (espanhol que trabalhava no ramo da metalurgia e já falecido há 12 anos) e Lola (boliviana radicada no Brasil que hoje vive em seu país de origem) deram falta da filha após o horário de colégio e, imaginando tratar-se de um sequestro, espalharam fotos de Araceli pela cidade.

  O corpo da menina foi encontrado nos fundos do hospital infantil de Vitória, desfigurado com ácido e sinais de extrema violência e abuso sexual. O empresário Paulo Helal teria raptado a menina, que ficara em cárcere privado por dois dias, no porão de um bar, pertencente a família de um dos suspeitos.

  Os acusados por manter a menina presa eram filhos de famílias influentes na sociedade capixaba: Paulo Constanteen Helal, e Dante Michelini Júnior, o Dantinho. O pai de Dante, inclusive, sabia que Araceli era mantida nos fundos de seu bar. A garota foi levada ao hospital infantil de Vitória, mas não resistiu aos ferimentos causados pelas agressões sofridas.

  A dupla ainda ficara com o cadáver, o qual foi desfigurado com ácido para dificultar a identificação. Paulo e Dantinho já teriam cometido outros abusos contra menores de idade e, apesar de terem sido obtidas provas contra eles, nunca foram condenados. Ainda são vivos e residentes no Espírito Santo, sendo a família Helal uma conhecida investidora nos ramos de imobiliária e hotelaria.

 

Ana Lídia: menina santa?

  Enquanto isso, em 11 de setembro de 1973, em Brasília, a menina Ana Lídia Braga foi deixada na escola por seus pais, sendo levado por um homem pouco depois. No dia seguinte, o corpo da menina, de sete anos, foi encontrado com marcas de violência sexual e queimaduras provocadas por cigarro. Seus cabelos, longos e loiros, foram cortados.

  A princípio, suspeitou-se que a menina havia sido morta pelo próprio irmão, Álvaro Henrique Braga, que acabou inocentado por falta de provas. Ao longo da investigação, vários nomes de políticos foram relacionados ao caso, como o ex-senador Luiz Estêvão e o ex-presidente Fernando Collor.

  Entretanto, o contexto histórico de ditadura militar (à época, o Brasil era presidido por Emilio Garrastazu Médici), bem como o suposto envolvimento de políticos no caso, acabou fazendo com que a investigação fosse abafada sem mais aprofundamentos. Não foram procuradas digitais ou qualquer outra análise foi feita em relação ao esperma encontrado em preservativos vistos próximos ao corpo de Ana Lídia.

  Atualmente, Ana Lídia Braga batiza um parque em Brasília. Seu túmulo é um dos mais visitados no cemitério em que está enterrado, sendo até mesmo alvo de peregrinação, já que diversos devotos atribuem milagres à garota.

 

Atualmente no Brasil

  A violência sexual é a segunda que mais atinge crianças no Brasil, atrás apenas de negligência e abandono. As informações são do Ministério da Saúde, que ainda indicam também que a maior incidência é em casa e mediante espancamentos. A faixa etária que mais sofre é a de dez a 14 anos.

  Assim, a luta pelo combate à exploração sexual visa conscientizar a série de consequências que a violência possa trazer à criança, as quais aponta a psicóloga Nathália Reis. “A sexualidade humana está presente no desenvolvimento infantil, porém não de forma canalizada ao ato sexual e não devendo ser estimulada enquanto na infância”, indica.

  “No caso de abuso sexual infantil, além da dor física (corpo ainda em desenvolvimento e imaturo para o ato sexual) também há sofrimento psíquico podendo gerar medos, tristezas, isolamento social - comportamentos que irão depender da dinâmica individual - podendo gerar depressão, ansiedade, entre outras patologias e psicopatologias”, detalha. 

  Nathália frisa que o prisma psicológico é apenas uma das linhas de avaliação que é feita com a criança, quando da suspeita de abuso sexual, além de ressaltar que a questão comportamental é individual e que seja buscado também o auxílio jurídico. “Contudo é importante que a família observe o corpo da criança, caso haja marcas ou dores específicas, o que a criança traz em seu diálogo e, observar seu comportamento social (com família, escola, outras crianças, etc.)”, pontua.

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