Quinta, 22 Abril 2021
previous arrow
next arrow
Slider

O contágio do novo coronavírus oferece alguma proteção à população jovem, mas não garante completa imunidade contra uma reinfeção, segundo estudo publicado nessa quinta-feira (15) na revista científica The Lancet Respiratory Medicine. A informação é da Agência Brasil.

A pesquisa, com base em dados de mais de 3 mil elementos saudáveis dos Marines norte-americanos, a maioria homens entre 18 e os 20 anos, concluiu que, ainda que se desenvolvam anticorpos após a recuperação da covid-19, é conveniente receber a vacina de modo a estimular a resposta imunitária e evitar reinfeções.

Para o estudo, desenvolvido entre maio e novembro de 2020, os recrutas fizeram uma quarentena de quatro semanas antes de regressar aos treinos, realizaram testes para detectar anticorpos e contágios e preencheram um questionário sobre sintomas de covid-19, entre outros dados médicos.

De acordo com a pesquisa, de tipo 'observacional', 19 jovens, (10%) de 189 que já tinham superado a covid-19, ficaram novamente infectados, enquanto no grupo dos que não tinham contraído o vírus, com 2.247 recrutas, contagiaram-se posteriormente 1.079, quase metade.

Os autores da pesquisa constataram que os jovens que nunca tinham estado infectadas com o novo coronavírus tinham cinco vezes mais risco de se contagiarem, do que aqueles que já tinham contraído a doença, ainda que os últimos não fossem completamente imunes.

Os pesquisadores mostram que os jovens reinfectados tinham menos anticorpos do que aqueles que não voltaram a contrair o vírus, e a sua carga viral era dez vezes mais baixa do que a dos recrutas que tinham ficado infectados pela primeira vez.

Segundo eles, isso significa que algumas pessoas reinfectadas podem transmitir o vírus, ainda que seja uma conclusão que, advertem, requer mais investigação para ser confirmada.

"À medida que as campanhas de vacinação vão ganhando impulso, é importante lembrar que, apesar de uma infecção prévia por covid-19, os jovens podem contrair o vírus novamente e transmiti-lo a outras pessoas", afirma, em nota um dos autores do estudo, Stuart Sealfon, da Escola de Medicina Icah, de Monte Sinai, nos Estados Unidos.

O Ministério Público Federal (MPF) no Amazonas informou hoje (14) que entrou com ação de improbidade administrativa contra o ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello, o secretário de Saúde do Amazonas, Marcellus Campêlo, além de outros ex-secretários do ministério, pela suposta omissão na gestão do combate à pandemia de covid-19. A informação é da Agência Brasil.

De acordo com o MPF, entre dezembro de 2020 e janeiro de 2021, os acusados não teriam tomado medidas eficazes durante a crise no fornecimento de oxigênio medicinal para o Amazonas, além da suposta demora na adoção de decisões para transferir pacientes que aguardavam leitos para outros estados, entre outras supostas irregularidades.

“Entretanto, o que se viu foi uma série de ações e omissões ilícitas que, somadas, violaram esses deveres e contribuíram para o descontrole da gestão da pandemia no Amazonas, com o colapso do fornecimento de oxigênio e decorrente óbito por asfixia de pacientes internados”, diz o MPF.

Em nota, a secretaria de Saúde do Amazonas disse que o secretário prestou esclarecimentos ao MPF e continua à disposição para responder sobre as ações tomadas durante a crise de falta de oxigênio. A pasta também reiterou que todos os atos foram feitos dentro da legalidade.

A defesa do ex-ministro Pazuello não foi localizada.

Íntegra da nota da secretaria de Saúde do Amazonas

“O secretário de Estado de Saúde, Marcellus Campêlo, informa que prestou esclarecimento em audiência ao Ministério Público Federal (MPF) e continua à disposição para responder sobre as ações de enfrentamento à pandemia de Covid-19, durante a crise do oxigênio, gerada pelo recrudescimento do novo coronavírus e pelo aumento exponencial de casos no início de 2021.

Em setembro de 2020, a Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM) lançou um Plano de Contingência para o enfrentamento ao recrudescimento da pandemia, que considerava o pior cenário vivido na primeira alça epidêmica, entre abril e maio do mesmo ano, com o objetivo de preparar a rede de saúde para atender à demanda de pacientes. Porém, a entrada em circulação da variante P.1 do novo coronavírus, mais transmissível, quase triplicou a demanda.

O secretário reitera que todos os seus atos foram dentro da legalidade e que a secretaria tem feito tudo o que está ao alcance para o enfrentamento de uma crise de saúde sem precedente, que não é uma particularidade do Estado do Amazonas.

O coordenador do Comitê de Enfrentamento da Covid-19, coronel Francisco Máximo, afirma que também está à disposição para prestar esclarecimentos. Ele ressalta que o Comitê, colegiado formado por secretários de Estado e titulares de diversos órgãos de Governo, tem empreendido todos os esforços para dar suporte à SES-AM para o desenvolvimento de ações de enfrentamento à pandemia, principalmente em seus períodos mais críticos”.

Um painel consultivo dos Estados Unidos solicitou mais dados nessa quarta-feira (14) sobre a vacina da Johnson & Johnson contra a covid-19, antes de decidir se vai retomar a aplicação do imunizante de dose única. Com isso, a votação foi adiada por uma semana ou mais. A informação é da Agência Brasil. 

O painel consultivo do Centro para Controle e Prevenção de Doenças (CDC) decidiu adiar a votação sobre a melhor forma de usar a vacina da J&J, mesmo depois que um cientista da Agência de Alimentos e Medicamentos (FDA) disse aos consultores que acreditava que alertas do órgão permitiriam aos médicos avaliar os riscos e benefícios da vacina.

O painel está analisando seis casos relatados de coágulos sanguíneos cerebrais raros em mulheres que receberam a vacina, um dia depois que a FDA e o CDC recomendaram em conjunto suspender seu uso para avaliar a questão.

A médica Lynn Batha, epidemiologista do Departamento de Saúde de Minnesota, e outros especialistas defenderam a suspensão para coletar mais informações de segurança.

“Ao ter informações mais robustas, acredito que possamos estar mais confiantes sobre a segurança desta vacina”, disse ela a outros membros do painel consultivo.

O Governo do Estado começou, nesta quarta-feira (14/4), a imunizar policiais civis (apenas no Grande Rio), militares e rodoviários federais, além de bombeiros, com a primeira dose da CoronaVac, produzida pelo Instituto Butantan em parceria com a farmacêutica chinesa Sinovac.

O primeiro PM a ser vacinado no Batalhão de Choque da Polícia Militar foi o subtenente Paulo José Queiroz, de 57 anos, lotado no 9º BPM e integrando o Leblon Presente. "A vacinação é um incentivo para todos nós, agentes de segurança. Trabalhamos diretamente com a população. A gente se expõe constantemente ao vírus. Somos prestadores de serviços essenciais, assim como médicos, enfermeiros e bombeiros. Hoje foi dado um passo muito importante para a nossa categoria. Convido todos os meus colegas de farda e as demais forças para fazerem parte desta campanha", ressalta o subtenente.

Porta-voz da Polícia Militar, major Ivan Blaz destacou a importância de imunizar os agentes de segurança neste momento da pandemia. "Por meio de esforços logísticos feitos pelo Governo do Estado e pela Secretaria Estadual de Saúde, os órgãos de segurança começaram a vacinar homens e mulheres que não pararam de trabalhar um segundo durante a pandemia. Esses agentes, que estão em constante contato com o público, acabam sendo vetores de transmissão do vírus, levando a doença para suas famílias. Vale ressaltar que a imunização dos agentes de segurança não impacta o cronograma do Plano Nacional de Vacinação (PNI)", informa Blaz.

Diretor da Policlínica da Polícia Civil do Estado, o perito médico-legista Roger Ancelotti também falou sobre a relevância da vacina para os agentes. "Ainda temos policiais na ativa com mais de 70 anos. Essa vacina é essencial para a corporação. Agradeço pela realização desta campanha de imunização", diz Ancelotti.

Primeiro aluno a ser vacinado no curso especial de formação de cabos do Corpo de Bombeiros, Fábio Carvalhais se disse mais tranquilo para seguir a rotina de trabalho nas ruas. "Essa vacinação é uma conquista da tropa, de toda a corporação e, porque não dizer, de toda a população fluminense. Assim, podemos salvar vidas com segurança", celebra o agente.

A vacinação das forças de segurança, que nesta fase inicial destina-se aos agentes com mais de 50 anos, ocorrerá exclusivamente nos batalhões da PM e em outras unidades militares para não interferir no andamento da imunização da população. A previsão é que sejam oferecidos cerca de 20 postos, que funcionarão das 9h às 16h.

Já para bombeiros, acontece em Guadalupe, no Complexo de Ensino e Instrução Coronel Sarmento, e em Campinho, onde fica a 1ª Policlínica do Corpo de Bombeiros. O planejamento das próximas semanas vai respeitar a logística de distribuição dos kits pela Secretaria de Estado de Saúde. O calendário, a relação dos beneficiados e os próximos locais de vacinação serão atualizados e divulgados no decorrer da campanha.

Rua Ana Nery, 120 - 9º andar
Centro, Barra do Piraí - RJ
CEP 27123-150
Tel.: (24) 2443-1470 (AM)
(24) 2443-1098 (FM)

Boletim Eletrônico

Cadastre-se e fique sabendo da nossa programação em primeira mão!