Quinta, 02 Abril 2020
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Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a depressão é um transtorno mental que acomete mais de 350 milhões de pessoas em todo o mundo. Quem sofre com esse tipo transtorno pode vir a ter problemas em todas as áreas da vida, seja no trabalho, na escola ou no meio familiar. Apesar da grande maioria da população achar raro, os casos de depressão em crianças e adolescentes aumentam a cada dia. Dados revelados recentemente pela OMS mostraram que esse transtorno é a principal causa de incapacidade de realização das tarefas do dia a dia entre jovens de 10 a 19 anos. Aqui no Brasil estima-se que 1 a 3% da população entre 0 e 17 anos tenha algum quadro depressivo.

  Uma criança pode ficar tão deprimida quanto um adulto, o grande problema é que, na maioria das vezes, tal comportamento pode ser interpretado de outra forma pelos pais ou responsáveis, prejudicando o aprendizado e a vida social da criança. Por esse motivo, segundo Ana Regina Caminha Braga, psicopedagoga, especialista em educação especial e em gestão escolar, pais e professores devem estar sempre atentos ao comportamento e as emoções da criança. “É muito importante manter uma relação próxima com a criança, ouvindo suas histórias e perguntando como foi seu dia, tentando entender a situação e ajudando a resolver o problema da melhor maneira possível”, explica.

  Antigamente, crianças com depressão não tinham um auxílio adequado, ou profissionais capacitados para orientações. Hoje, o quadro é outro. Já existem profissionais prontos para identificar e diagnosticar o problema, criando programas que ajudem os pequenos a enfrentar tais dificuldades, ajudando na retomada de uma vida normal. Ainda segundo a especialista, crianças com quadro depressivo necessitam de uma ajuda especial para encontrar o prazer em estar em sala de aula. “O professor deve estar atento ao que acontece em sala, ao comportamento dos seus alunos, para poder ajudar de forma adequada cada criança, fazendo com que ela goste e se interesse em estar ali”, detalha.

  Para Ana Regina, a atuação da equipe pedagógica também é de suma importância em todo esse processo. “O trabalho com essa criança tem que ser em conjunto. Precisamos articular para que ela se sinta confortável em todas as áreas, assim como estar atentos aos efeitos que esse trabalho vem causando. Só assim vamos conseguir possibilitar a recuperação efetiva da criança com depressão”.

  Agora, se você quer evitar que seu filho tenha algum tipo de quadro depressivo, é importante ficar muito atento, pois as crianças desenvolvem muito cedo seu autoconceito em relação aos outros. “As crianças precisam de muita atenção. Elogie e incentive quando ela estiver fazendo alguma coisa. Ela precisa entender que é importante, que tem pessoas que gostam dela, que a respeitam e querem seu bem”, completa a especialista.

País/Barra do Piraí - Cerca de 1250 km separam Brasília (DF) de Vitória (ES); entretanto, o emblemático ano de 1973 aproximou as duas capitais por uma infeliz circunstância: o abuso sexual, cuja luta será lembrada no dia 18 de maio. A data foi escolhida por ter sido a da morte de uma das vítimas da violência sexual naquele ano: Araceli Cabrera Crespo. O crime aconteceu na capital capixaba, e pouco tempo depois, Ana Lídia Braga seria mais uma vítima fatal daquela que, em se tratando de violência que acomete crianças e adolescentes, está atrás da negligência e do abandono.

 Araceli, o estandarte da impunidade

  O caso de Araceli acabou ficando como o mais emblemático na campanha contra o abuso sexual por conta da impunidade pela qual acabou ficando marcado. Os dois acusados de terem drogado, estuprado e matado a garota, que contava apenas oito anos, eram de famílias importantes e até mesmo com certa ligação com o regime militar que vigorava à época do crime.  

 Os pais da menina viviam em uma cidade vizinha à Vitória, Serra. Gabriel (espanhol que trabalhava no ramo da metalurgia e já falecido há 12 anos) e Lola (boliviana radicada no Brasil que hoje vive em seu país de origem) deram falta da filha após o horário de colégio e, imaginando tratar-se de um sequestro, espalharam fotos de Araceli pela cidade.

  O corpo da menina foi encontrado nos fundos do hospital infantil de Vitória, desfigurado com ácido e sinais de extrema violência e abuso sexual. O empresário Paulo Helal teria raptado a menina, que ficara em cárcere privado por dois dias, no porão de um bar, pertencente a família de um dos suspeitos.

  Os acusados por manter a menina presa eram filhos de famílias influentes na sociedade capixaba: Paulo Constanteen Helal, e Dante Michelini Júnior, o Dantinho. O pai de Dante, inclusive, sabia que Araceli era mantida nos fundos de seu bar. A garota foi levada ao hospital infantil de Vitória, mas não resistiu aos ferimentos causados pelas agressões sofridas.

  A dupla ainda ficara com o cadáver, o qual foi desfigurado com ácido para dificultar a identificação. Paulo e Dantinho já teriam cometido outros abusos contra menores de idade e, apesar de terem sido obtidas provas contra eles, nunca foram condenados. Ainda são vivos e residentes no Espírito Santo, sendo a família Helal uma conhecida investidora nos ramos de imobiliária e hotelaria.

 

Ana Lídia: menina santa?

  Enquanto isso, em 11 de setembro de 1973, em Brasília, a menina Ana Lídia Braga foi deixada na escola por seus pais, sendo levado por um homem pouco depois. No dia seguinte, o corpo da menina, de sete anos, foi encontrado com marcas de violência sexual e queimaduras provocadas por cigarro. Seus cabelos, longos e loiros, foram cortados.

  A princípio, suspeitou-se que a menina havia sido morta pelo próprio irmão, Álvaro Henrique Braga, que acabou inocentado por falta de provas. Ao longo da investigação, vários nomes de políticos foram relacionados ao caso, como o ex-senador Luiz Estêvão e o ex-presidente Fernando Collor.

  Entretanto, o contexto histórico de ditadura militar (à época, o Brasil era presidido por Emilio Garrastazu Médici), bem como o suposto envolvimento de políticos no caso, acabou fazendo com que a investigação fosse abafada sem mais aprofundamentos. Não foram procuradas digitais ou qualquer outra análise foi feita em relação ao esperma encontrado em preservativos vistos próximos ao corpo de Ana Lídia.

  Atualmente, Ana Lídia Braga batiza um parque em Brasília. Seu túmulo é um dos mais visitados no cemitério em que está enterrado, sendo até mesmo alvo de peregrinação, já que diversos devotos atribuem milagres à garota.

 

Atualmente no Brasil

  A violência sexual é a segunda que mais atinge crianças no Brasil, atrás apenas de negligência e abandono. As informações são do Ministério da Saúde, que ainda indicam também que a maior incidência é em casa e mediante espancamentos. A faixa etária que mais sofre é a de dez a 14 anos.

  Assim, a luta pelo combate à exploração sexual visa conscientizar a série de consequências que a violência possa trazer à criança, as quais aponta a psicóloga Nathália Reis. “A sexualidade humana está presente no desenvolvimento infantil, porém não de forma canalizada ao ato sexual e não devendo ser estimulada enquanto na infância”, indica.

  “No caso de abuso sexual infantil, além da dor física (corpo ainda em desenvolvimento e imaturo para o ato sexual) também há sofrimento psíquico podendo gerar medos, tristezas, isolamento social - comportamentos que irão depender da dinâmica individual - podendo gerar depressão, ansiedade, entre outras patologias e psicopatologias”, detalha. 

  Nathália frisa que o prisma psicológico é apenas uma das linhas de avaliação que é feita com a criança, quando da suspeita de abuso sexual, além de ressaltar que a questão comportamental é individual e que seja buscado também o auxílio jurídico. “Contudo é importante que a família observe o corpo da criança, caso haja marcas ou dores específicas, o que a criança traz em seu diálogo e, observar seu comportamento social (com família, escola, outras crianças, etc.)”, pontua.

Quanto mais doações de órgãos maior a chance de recomeços. Dados do Ministério da Saúde mostram que no Brasil, atualmente, há cerca de 40 mil pessoas na fila de espera para doação de órgãos. De acordo com a Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos (ABTO), a taxa de recusa de doação de órgãos por parentes é de 43%, e a média mundial em torno de 25%. O Ministério da Saúde busca por meio de campanhas educativas a mudança dessa mentalidade, mas é um processo delicado que envolve a desinformação e a perda de uma pessoa querida. No Brasil, o número de doadores vem crescendo. No primeiro semestre de 2017 aumentou quase 12%. O país passou de mais de 14 doadores para cada 1 milhão de pessoas, para mais de 16 por milhão de habitantes.

1 – Síndrome do Toque Fantasma - Um dos primeiros a trabalhar a temática foi o Dr. Larry Rosen, professor aposentado e ex-presidente do Departamento de Psicologia da Universidade do Estado da Califórnia, nos Estados Unidos. No livro iDisorder o especialista mostra que 70% dos usuários assíduos já sentiram o aparelho de celular vibrar ou tocar sem nem ter recebido notificações ou ligações.

2 -  Nomofobia - O termo foi utilizado pela primeira vez em 2008 em um artigo do UK Post Office para abreviar a expressão inglesa “no-mobile”. Em português a expressão significa a ansiedade causa pelo distanciamento do celular ou devido à falta de bateria do aparelho. As consequências da patologia são problemas de interação social e dificuldades de se comunicar em público.

3 – Depressão - A depressão por conta das redes sociais acontece quando o usuário deposita a sua realização pessoal no número de curtidas e quantidade de comentários recebidos nas publicações. Recentemente, uma pesquisa publicada na revista Cyberpsychology, Behavior, and Social Networking comprova essa relação.

4 - Problemas na Coluna - O ato de inclinar a cabeça para mexer no celular pode colocar uma carga muito além da suportada pelo pescoço do usuário. Um estudo publicado pela Biblioteca Nacional de Medicina dos Estados Unidos revelou que a coluna cervical aguenta no máximo seis quilos. Porém, dependendo do posicionamento do pescoço para interagir com os dispositivos eletrônicos, é aplicada uma carga de até 27 quilos.

 

5 - Perda Auditiva -  A interferência dos fones de ouvido em casos de perda auditiva é acontece cada vez mais devido a alta frequência utilizada pelos usuários. Inclusive, a Organização Mundial da Saúde (OMS) emitiu um comunicado no qual metade dos jovens ao redor do mundo escutam músicas em volumes prejudiciais aos tímpanos.

6 – Insônia -  O pensamento coletivo de que o uso de forma despretensiosa de aparelhos eletrônicos faz a vontade de dormir aparecer mais rápido é mito, pois a luz emitida pelos dispositivos faz com que o organismo produza menos melatonina – hormônio responsável pela regulação do sono.

Fonte: Instituto Brasileiro de Coaching (IBC)

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