Quinta, 22 Abril 2021
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As novas infecções pelo novo coronavírus da Índia atingiram nível recorde nesta quarta-feira (14). Mumbai se prepara para novo lockdown a partir da meia-noite, mas centenas de milhares de peregrinos continuam chegando para um festival religioso no norte do país. A informação é da Agência Brasil.

A Índia relatou 184.372 casos nas últimas 24 horas, mostraram dados do Ministério da Saúde, o que eleva o total de infecções a 13,9 milhões. As mortes aumentaram em 1.027 e somam 172.085.

Depois de relatar menos de 10 mil casos por dia no início deste ano, a Índia se tornou o país mais atingido a partir de 2 de abril. O governo atribui o aumento a uma incapacidade generalizada de cumprir as restrições à circulação e à interação social na população de 1,39 bilhão de habitantes.

O aumento de casos ocorre no momento em que o maior estado indiano, Maharashtra, o epicentro da segunda onda nacional, está prestes a entrar em lockdown total, até o final de abril, para conter a disseminação do vírus. O estado responde por cerca de um quarto do total de casos do país.

Mumbai, a capital comercial indiana, estava repleta de compradores que faziam estoques antes de o lockdown entrar em vigor.

"Não sabemos se poderemos montar nossas barracas a partir de amanhã, então estamos pedindo aos nossos clientes que estoquem o máximo possível hoje", disse Susheela, uma vendedora de vegetais que trabalha na rua e só usa o primeiro nome.

Havia grandes filas diante de muitos mercadinhos. Em outros locais, hospitais particulares sobrecarregados estavam recusando pacientes, o que aumenta o fardo das instalações governamentais.

Em Gujurat, um estado do oeste, uma testemunha disse à Reuters que viu uma fila grande de ambulâncias esperando diante do Hospital Civil Ahmedabad nesta quarta-feira. Alguns pacientes recebiam atendimento dentro das ambulâncias enquanto aguardavam.

"Minha esposa foi diagnosticada com covid-19 no domingo. Chamamos uma ambulância hoje de manhã para levá-la ao hospital porque estava com dificuldade para respirar", contou Becharbhai Waghela, que acompanhava a mulher, Shantaben, de 61 anos.

Apesar do quadro, centenas de milhares de hindus devotos se reuniram para se banhar no Rio Ganges na cidade de Haridwar, no norte, nesta quarta-feira, o terceiro dia de banhos do festival Kumbh Mela, que dura semanas.

O Senado aprovou nesta terça-feira, 13 um Projeto de Lei (PL) que prorroga a situação de emergência da saúde pública no país devido ao novo coronavírus até o fim de 2021. A lei original, 13.979/2020, perdeu sua validade em 31 de dezembro de 2020 e a lei votada hoje traz seu teor novamente à validade. O PL será agora analisado pela Câmara dos Deputados. A informação é da Agência Brasil.

De acordo com a Lei 13.979/2020, gestores estaduais e municipais puderam adotar medidas sanitárias extraordinárias e simplificar o regime público de aquisições e contratações destinados ao enfrentamento da covid-19, doença causada pelo novo coronavírus. A compra simplificada de máscaras, luvas, vacinas e insumos está no escopo da lei, que estava vinculada ao decreto que reconheceu o estado de calamidade no país. O decreto também perdeu a validade em 31 de dezembro.

Para Rodrigo Pacheco (DEM-MG), autor do projeto, o fim da vigência da lei, no ano passado, trouxe um “vácuo jurídico” que, segundo ele, deixou o país sem uma de suas principais ferramentas de combate à covid-19. Vale ressaltar que alguns dispositivos continuam valendo graças a uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF). Os dispositivos não incluídos pela decisão do STF são, em sua maioria, a respeito de procedimentos diferenciados de licitação e contratação para o enfrentamento da pandemia.

“A Lei nº 13.979, de 2020, revelou-se um importante instrumento de combate à pandemia, com suas medidas sanitárias extraordinárias e simplificadoras do regime de aquisições e contratações para o combate à doença. O encerramento de sua vigência coincidiu com o recrudescimento da pandemia, de modo que esse vácuo normativo deixou o país sem uma de suas principais ferramentas para fazer face à crise de saúde”, afirmou o relator do projeto, senador Carlos Fávaro (PSD-MT).

O Governo do Estado do Rio de Janeiro inicia nesta quarta-feira, 14, a vacinação contra Covid-19 para agentes de segurança e salvamento que estão na ativa. Serão imunizados policiais civis (apenas no Grande Rio), militares, penais e rodoviários federais, além de bombeiros. O grupo começa a receber as doses após o fim da vacinação dos profissionais da área de Saúde das corporações.

Para policiais, a vacinação ocorrerá exclusivamente nos batalhões da PM e unidades militares. Já para bombeiros, acontece em Guadalupe, no Complexo de Ensino e Instrução Coronel Sarmento, e em Campinho, onde fica a 1ª Policlínica do CBMERJ (Veja os critérios abaixo).

A ação, planejada com base no Decreto Estadual 47.547, que dispõe sobre a criação do Calendário Único de Vacinação, disponibiliza unidades como postos de vacinação para atender os agentes em várias partes do Estado.

Para garantir a eficiência do processo de imunização, como também inibir possíveis transgressões ao cronograma oficial publicado, foram definidas normativas rigorosas. Estão previstas, por exemplo, sansões para punir tentativas de burlar o critério de prioridade.

O planejamento das próximas semanas vai respeitar a logística de distribuição dos kits pela Secretaria de Estado de Saúde. O calendário, a relação dos beneficiados e os próximos locais de vacinação serão atualizados e divulgados no decorrer da campanha.

POLICIAIS DA ATIVA

Na primeira fase da vacinação, destinada a agentes com mais de 50 anos, serão aplicadas imunizantes da CoronaVac, produzidos pelo Instituto Butantan em parceria com a farmacêutica chinesa Sinovac.

A vacinação das forças de segurança ocorrerá exclusivamente nos batalhões da PM e outras unidades militares, de modo que não interfira no andamento da imunização da população. A previsão é que sejam disponibilizados cerca de 20 postos de vacinação, que funcionarão das 9h às 16h.

14 de abril - agentes com idade de 56 anos ou mais 15 de abril - agentes com idade entre 52 e 55 anos 16 de abril - agentes com 51 anos

BOMBEIROS DA ATIVA

Até sexta-feira (16.04), cerca de 1.200 doses serão aplicadas em dois polos de vacinação montados pela corporação: um em Guadalupe, onde fica o Complexo de Ensino e Instrução Coronel Sarmento, e outro em Campinho, onde fica a 1ª Policlínica do CBMERJ. O atendimento será de 9h às 16h.

Em Guadalupe, todos os militares lotados nas unidades que fazem parte do Complexo de Ensino e Instrução serão vacinados. Em Campinho, estão listadas as seguintes unidades: 8º GBM (Quartel de Campinho), Comando de Área I - Capital, Diretoria de Assistência Social, 2º GBM (Quartel do Méier), DBM 1/2 (Destacamento de Ramos), DBM 2/M (Destacamento de Piscinão de Ramos), DBM 1/8 (Destacamento de Realengo), 12º GBM (Quartel de Jacarepaguá), GPreve (Grupamento de Prevenção em Estádios) e Odontoclínica e Policlínica de Campinho.

Polo Guadalupe (Avenida Brasil, 23.800) - Bombeiros de todas as unidades que fazem parte do Complexo de Ensino e Instrução.

Polo Campinho (Rua Domingos Lopes, 336) - Agentes das seguintes unidades: 8º GBM (Quartel de Campinho), Comando de Área I - Capital, Diretoria de Assistência Social, 2º GBM (Quartel do Méier), DBM 1/2 (Destacamento de Ramos), DBM 2/M (Destacamento de Piscinão de Ramos), DBM 1/8 (Destacamento de Realengo), 12º GBM (Quartel de Jacarepaguá), GPreve (Grupamento de Prevenção em Estádios) e Odontoclínica e Policlínica de Campinho.

Em menos de um mês, o Estado do Rio passou a contar com mais 736 leitos para tratamento da Covid-19. O objetivo da abertura dessas vagas é ampliar o atendimento neste momento em que o Rio de Janeiro atravessa a terceira onda de casos de coronavírus. Os números foram apresentados ontem, durante coletiva do secretário de Estado de Saúde, Carlos Alberto Chaves. As vagas foram abertas nas redes federal (293), estadual (280) e municipais (163).

Além da ampliação, Chaves falou ainda sobre a redução de 32% nos últimos sete dias nas solicitações de internação para casos de Covid-19. A queda também ocorreu na fila de espera, que recuou 31%.

"Temos trabalhado diariamente para ampliar o número de leitos e tornar mais eficaz o processo para internação dos pacientes. Este é um trabalho conjunto do Estado com o Ministério da Saúde e municípios, que recebem recursos para manter esses leitos. É uma força-tarefa para enfrentarmos este momento. Além disso, estamos vendo uma redução nas solicitações por internações e na fila de espera", diz o secretário.

Ao todo, o Estado do Rio conta com mais de 3.550 leitos (1.580 de enfermaria e 1.970 de UTI) específicos para tratamento da Covid. Todos estão disponíveis na rede pública de Saúde (estadual, federal e municipais) e são gerenciados pelo Sistema Estadual de Regulação. Além desses, o Estado do Rio tem ainda outros 355 leitos de UTI e 1.239 de enfermaria, que não foram inseridos pelos municípios na Regulação Unificada, criada por decreto no início deste ano.

"É necessário destacar que o quantitativo de leitos pode ter pequenas oscilações devido a restrições momentâneas. Além disso, o número de pacientes na fila de espera e de solicitações de leitos é flutuante", explica Luciane Vellasques, coordenadora de Informações em Saúde, da Subsecretaria de Vigilância em Saúde.

Agora, a secretaria trabalha para diminuir o tempo de espera entre a disponibilização de leito e a chegada do paciente na unidade. Para o secretário, esse é um dos principais desafios de agora e pode ser decisivo no tipo de atendimento que a pessoa vai receber.

"Temos visto demora de até oito horas para que um paciente chegue ao hospital mesmo após a liberação do leito. Isso pode significar o agravamento do quadro do paciente. O foco agora é diminuir esse tempo em articulação com as prefeituras e unidades de saúde", destaca Chaves.

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