Terça, 26 Março 2019
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Uma campanha da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) alerta para os riscos da exposição excessiva de crianças e adolescentes a exames de diagnóstico por imagem como tomografias computadorizadas e raios x. As informações são da Agência Brasil.A proposta é estimular o uso racional dessas ferramentas, contando com o apoio de pais e profissionais de saúde. Também há a preocupação, por parte de pediatras, em fazer com que técnicos responsáveis pela execução dos exames façam as adaptações necessárias aos equipamentos, adequando-os às características físicas desses pacientes.

“Para os médicos, os exames de imagem (raios x, tomografias, ultrassonografias e ressonância) são muito úteis à medicina e, por vezes, essenciais ao diagnóstico em adultos e crianças. Entretanto, alguns desses exames emitem radiação nociva à saúde e, por isso, a SBP, em parceria com outras entidades nacionais e internacionais, lança uma campanha que alerta sobre o uso racional dessas ferramentas. Além dos pediatras, os radiologistas e outros técnicos envolvidos no processo também devem ser bem orientados”, explicou a entidade, por meio de comunicado.
Para a presidente da SBP, Luciana Rodrigues Silva, é preciso cautela para não expor crianças e adolescentes a riscos desnecessários. Essa população, segundo ela, possui tecidos e órgãos ainda em desenvolvimento e apresenta, portanto, maior sensibilidade aos efeitos da radiação ionizante sobre o corpo humano. Quanto mais jovem for o paciente, maiores são as chances de desdobramentos adversos. A orientação é que, durante a consulta, os especialistas façam uma investigação atenta e solicitem o exame apenas quando sinais e sintomas exigirem. Pediatras e demais médicos devem ainda alertar os pais sobre os riscos.

O exame da mamografia é essencial para a prevenção do câncer de mama. Barra do Piraí está entre as dezesseis cidades da região Sul Fluminense que possuem mamógrafos na rede pública de saúde para atender à população. Além de Barra: Volta Redonda, Vassouras, Valença, Pinheiral, Mendes, Três Rios, Itatiaia, Porto Real, Barra Mansa, Rio Claro, Resende, Angra dos Reis, Paracambi, Miguel Pereira e Paraíba do Sul, também fornecem este serviço.

Os municípios de Rio das Flores, Paulo de Frontin, Levy Gasparian, Quatis, Paraty, Sapucaia, Paty do Alferes e Piraí não tem o exame de mamografia na rede pública. Nestes casos, existe um sistema de integração entre as cidades que não possuem o aparelho. Elas podem encaminhar os pacientes aos municípios vizinhos ou até mesmo à capital. De todos os municípios, apenas Paraíba do Sul informou que existe fila de espera para realizar exames.

Em relação ao tratamento do câncer de mama, as cidades de Volta Redonda e Barra Mansa são os polos nos tratamentos de quimioterapia e radioterapia. Vassouras, Três Rios e Paracambi disponibilizam de quimio. Nestes casos também existe o sistema de integração. Alguns tratamentos podem ser realizados em municípios fora da região ou até mesmo em outros estados.

Informações: G1

O Ministério da Saúde estuda incluir no calendário vacinal mais duas doses. As informações são da Agência Brasil. A previsão é de que, no próximo ano, sejam incluídas a vacina pneumo 13 para indivíduos imunodeprimidos – e que só será feita em centros de referência para imunobiológicos especiais – e a vacina meningo ACWY para adolescentes de 12 e 13 anos. 

“Como o Brasil é muito grande, são milhões de doses de vacina que se precisa para fazer essas novas introduções. Está tendo toda uma negociação para saber quais os laboratórios que podem produzir e a disponibilidade de recursos. Tudo isso vai ser levado em conta na hora dessas introduções”, afirmou a coordenadora substituta do Programa Nacional de Imunizações, Ana Goretti Maranhão.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Imunizações, a vacina pneumo 13 previne cerca de 90% de doenças graves como pneumonia, meningite e otite, causadas por um total de 13 sorotipos de pneumococo. Já a meningo ACWY protege contra meningites e infecções generalizadas, causadas pela bactéria meningococo dos tipos A, C, W e Y.

27 de setembro é lembrado como o Dia Nacional da Doação de Órgãos, assim como existem também iniciativas como a campanha "Setembro Verde", para conscientização da causa. Nesta quarta-feira, 26, o governador Luiz Fernando Pezão e o secretário de Estado de Saúde, Sérgio D’Abreu Gama, participaram de uma homenagem aos parceiros do Programa Estadual de Transplantes (PET), na Gávea. No evento “Parceiros Pela Vida” foram apresentados os números de transplantes do RJ, além da entrega de medalhas às pessoas e instituições que auxiliam na captação de órgãos no Estado.

Entre os homenageados, a família do policial militar Rodrigo Limeira Gregori, morto em uma tentativa de assalto, que atuava como batedor do Batalhão de Choque da PM, abrindo caminho para as ambulâncias do transporte de órgãos. Além da equipe do Corpo de Bombeiros que pilota o Helicóptero do PET, representantes dos hospitais transplantadores e famílias de doadores de órgãos.

"É uma alegria imensa ver o avanço do Programa Estadual de Transplantes. Saímos dos últimos lugares em números de transplantes no Brasil e hoje estamos em quarto. Quero agradecer o trabalho de todos os envolvidos no processo, que se esforçam tanto para salvar vidas, e agradecer, principalmente, as famílias que, em momento de dor quando perderam um entre querido, tiveram esse gesto de nobreza de pensar no próximo", diz o governador Luiz Fernando Pezão.

Criado em 2010, o PET vem batendo todos os recordes. Só este ano, já foram realizados 1.287 transplantes, cerca de 11% a mais do que no mesmo período do ano passado. Desde a criação do programa, quase 15 mil vidas foram transformadas. Em 2017, foram 2.676 procedimentos, um aumento de 318% em relação a 2010.

"Todos esses recordes batidos pelo PET são fruto de uma equipe que trabalha com muita dedicação. Além disso, as parcerias com o Batalhão de Choque da PM e com o Corpo de Bombeiros são fundamentais para a agilidade no transporte de órgãos. E para os receptores de órgãos que tiveram a vida transformada pelo trabalho dessas pessoas, eu desejo que vivam intensamente e aproveitem cada minuto", diz o secretário de Estado de Saúde, Sérgio Gama.

Para o transplante acontecer é imprescindível que famílias, no momento da dor, digam apenas uma palavra: sim. Atualmente, a autorização familiar é a única forma dos transplantes acontecerem.

"Sabemos que a decisão de doar os órgãos de um parente é tomada no momento mais difícil, mas o debate nos ajuda a aumentar o número de doações. A doação de uma única pessoa pode significar até sete transplantes, mudando a vida de muita gente", explica Gabriel Teixeira, coordenador do PET.

Morador da Rocinha, José Osmar foi um dos pacientes salvos pelo PET. Portador da Doença de Chagas, ele precisava de um transplante de coração e viu sua vida mudar após o transplante. Hoje ele é atleta e maratonista.

"Se não fosse pela família que autorizou a doação de órgãos, eu não estaria aqui para contar minha história. Depois do transplante, foi como se eu tivesse voltado a viver. Serei eternamente grato à família do doador que teve uma atitude tão nobre', conta José Osmar.

 

PET EM NÚMEROS

O aumento no número absoluto de procedimentos não foi o único recorde batido. Transplantes de coração realizados pelo Programa Estadual de Transplantes nunca atingiram o patamar de 2018. De janeiro a agosto, 17 pessoas passaram a viver com o órgão. Em 2017, foram 12. Além disso, foram 668 transplantes de córnea realizados entre janeiro e agosto de 2018. Ao todo, desde a criação do PET, foram 3.295 procedimentos. Já para fígado, no mesmo período, foram transplantados 170. Em 2017, foram 247. Esse número, recorde no estado, representa um aumento de 263% de transplante de fígado em relação a 2010, quando foram realizados 68 procedimentos. No geral, em 2018 já foram feitos 1.287 transplantes.

 

Doe+Vida

As equipes da Coordenação Familiar do PET também realizam, desde 2015, palestras de conscientização em empresas, instituições e diferentes entidades para falar sobre o assunto. Além disso, o programa disponibiliza o site www.doemaisvida.com.br, onde as pessoas que querem se declarar doadoras podem se cadastrar, além de imprimir o Cartão do Doador. Apesar de não ser um documento legal, uma vez que somente familiares diretos podem autorizar a doação, o cadastro visa estimular as famílias que discutam o assunto, busquem informações e compartilhem entre todos a vontade de ser doador.

 

Vidas que dependem do “sim”

A legislação brasileira determina que apenas parentes diretos de pacientes com diagnóstico de morte encefálica têm o direito de autorizar a doação de órgãos e tecidos. Portanto, conversar e expor o desejo de ser doador à família são a forma mais importante de fazer com que essa vontade seja respeitada.

Rua Ana Nery, 120 - 9º andar
Centro, Barra do Piraí - RJ
CEP 27123-150
Tel.: (24) 2443-1470 (AM)
(24) 2443-1098 (FM)

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