Quarta, 05 Agosto 2020
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Vítima de insuficiência cardíaca, morreu ontem no Rio, aos 88 anos, o cantor e compositor Sérgio Ricardo. Ele estava internado no Hospital Samaritano desde o início de abril, quando contraiu a covid-19, curou-se da doença, mas, por causa de problemas cardíacos e da idade, precisou continuar hospitalizado. A informação é da Agência Brasil.

Nascido João Lufti, na cidade de Marília, São Paulo, começou a estudar música aos 8 anos. Aos 17 anos, mudou-se para São Vicente, também em São Paulo, onde trabalhou como operador de som e discotecário na Rádio Cultura e como pianista nas boates Savoi e Recreio Prainha.

Em 1952, foi para o Rio de Janeiro e trabalhou como locutor na Rádio Vera Cruz. Depois, conseguiu um emprego de pianista na boate Posto 5, em Copacabana, no lugar de Tom Jobim, que foi trabalhar como arranjador na gravadora Continental.

Na noite carioca, onde atuou por vários anos, fez amigos como Tom Jobim, João Gilberto e Johnny Alf. Muito requisitado como pianista, apresentou-se em boates do Rio, de São Paulo e Santos. Nessa fase, iniciou a carreira de cantor e compositor, destacando-se quando a cantora Maysa, gravou a música Buquê de Isabel.

Nome artístico

Em São Paulo, em uma apresentação na TV Tupi, acompanhando o gaitista Chade, o pianista foi convidado pelo diretor artístico Teófilo de Barros para virar ator da emissora, com a condição de mudar seu nome para Sérgio Ricardo.

Embora relutante inicialmente, aceitou o convite e passou a intercalar os trabalhos de ator e pianista na noite. Estrelou como galã no musical Música e Fantasia e, em seguida, atuou em O Direito da Mulher, tendo feito também papeis em novelas de rádio e televisão. Seu rosto ficou conhecido na TV Rio, atuando em novelas como Está Escrito no Céu. Sérgio Ricardo participou também do Grande Teatro Tupi. Na TV Continental, no Rio de Janeiro, apresentou o programa Balada, dedicado integralmente à bossa nova.

Em 1958, foi um dos primeiros a gravar um LP nesse estilo, A Bossa Romântica de Sérgio Ricardo, pela Odeon, com apenas músicas próprias. Seu maior sucesso no disco, a música Zelão, foi o centro de uma polêmica sobre a falta de engajamento social em grande parte das composições do gênero, levou Sérgio Ricardo a deixar o movimento.

Consagração

Em 21 de novembro de 1962, Sérgio tocou no histórico Festival da Bossa Nova, no Carnegie Hall, em Nova York, onde passou oito meses, procurando um produtor para Menino da Calça Branca e tocando ao vivo em boates como o Village Vanguard, onde revezava com os músicos Herbie Mann e Bola Sete De Nova York, seguiu para a Riviera Francesa, convidado para uma tournée.

Em 1967, lançou o disco A Grande Música de Sérgio Ricardo, contendo composições inéditas e trilhas que fizera para o cineasta Glauber Rocha.

Vaias

No III Festival da Canção de 1967, com a canção Beto Bom de Bola, Sérgio Ricardo protagonizou o célebre episódio em que quebrou o violão e o lançou sobre a plateia, irritado com as vaias que o impediam de interpretar a canção no palco, e foi eliminado da final após o incidente.

Sérgio Ricardo teve uma vasta carreira na música, teatro, cinema, e televisão.

Sepultamento

Em comunicado, a família do artista destaca sua partida "no momento em que seus amigos e parceiros de vida fazem diversas homenagens a ele em sua página do Instagram e do Facebook por conta de seu recente aniversário, comemorado no último dia 18 de junho" e informa que o corpo será sepultado hoje (24) no Cemitério da Cacuia, na Ilha do Governador.

Segundo os filhos Adriana Lutfi, Marina Lutfi e João Gurgel, o enterro de Sérgio Ricardo será aberto. O corpo será velado a partir das 14h, na Capela A do Cemitério da Cacuia, e sepultado às 16h30, no jazigo da família.

A quantidade de resíduo plástico fluindo para os oceanos e matando a vida marinha pode triplicar nos próximos 20 anos, a menos que empresas e governos consigam diminuir drasticamente a poluição provocada pelo produto, mostrou estudo publicado nessa quinta-feira (23). A informação é da Agência Brasil.

O consumo de plástico descartável aumentou durante a pandemia do novo coronavírus, de acordo com a organização não governamental (ONG) Associação Internacional de Resíduos Sólidos. Máscaras e luvas de látex estão indo parar em praias remotas da Ásia todos os dias. Aterros sanitários de todo o mundo estão recebendo quantidades recordes de embalagens de comida e de outros tipos de produtos entregues em domicílio.

A nova pesquisa, produzida por cientistas e especialistas da indústria para o The Pew Charitable Trusts e a Systemiq, oferece soluções que poderiam cortar em mais de 80% o volume projetado de plástico nos oceanos.

O roteiro para conter a crise desenfreada de resíduo plástico lançado nos oceanos é um dos mais detalhados já apresentados em estudo. No entanto, se nenhuma ação for tomada, a quantidade de plástico seguindo para os mares a cada ano aumentará de 11 milhões de toneladas para 29 milhões, deixando um acúmulo de 600 milhões de toneladas à deriva nos oceanos até 2040 - peso equivalente a 3 milhões de baleias-azuis, segundo o estudo publicado no periódico científico Science.

"A poluição plástica é algo que afeta a todos. Não é algo do tipo 'o problema é seu, não meu'. Não é problema de um país. É problema de todos", disse Winnie Lau, gerente-sênior do Pew e coautora do estudo. "Vai piorar se não fizermos nada".

A quantidade de resíduo plástico produzido anualmente vem aumentando rapidamente desde 1950. Em 2017, ela estava em 348 milhões de toneladas, e deve voltar a dobrar até 2040, estima o documento.

O presidente Jair Bolsonaro sancionou, com vetos, a lei que permite a recriação de sorteio de prêmios ao público em emissoras de televisão no país, que estavam proibidos desde o final dos anos 90. O texto, publicado nesta terça-feira (21) no Diário Oficial da União estabelece regras acerca da distribuição gratuita de prêmios mediante sorteio, vale-brinde, concurso ou operação assemelhada, realizada por concessionárias. Também autoriza a distribuição de brindes por meio de concurso por organizações da sociedade civil da área de educação, saúde, cultura, assistência social, entre outros. A informação é da Agência Brasil.

Pela nova legislação, fruto da edição da Medida Provisória Nº 923/2020 em março, que foi aprovada pelo Congresso, a distribuição de prêmios poderá ocorrer não só via telefone, mas por outros meios eletrônicos, como sites e aplicativos. Os sorteios não poderão ser feitos por bingos ou por operações de jogos de azar. Também ficaram proibidas a distribuição ou conversão dos prêmios em dinheiro. Os prêmios também não poderão ser distribuídos por organizações com interesse político-partidário ou eleitorais.

Vetos

Entre os vetos está a participação nos sorteios por telefone e a distribuição de prêmios gratuitos sem autorização do poder púbico. "Sem autorização, não é possível a adoção de práticas de proteção nem de mecanismos de controle de Estado que fiscalizem crimes como lavagem de dinheiro e sonegação fiscal", informou o Palácio do Planalto.

Segundo o Ministério da Economia, neste período de crise econômica, a lei representa uma alternativa importante para as emissoras de televisão aberta, uma vez que torna o mercado mais competitivo com impactos para a economia e geração de emprego.

A taxa de analfabetismo no Brasil passou de 6,8%, em 2018, para 6,6%, em 2019, de acordo com dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua Educação, divulgada hoje (15). Apesar da queda, que representa cerca de 200 mil pessoas, o Brasil tem ainda 11 milhões de analfabetos. São pessoas de 15 anos ou mais que, pelos critérios do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), não são capazes de ler e escrever nem ao menos um bilhete simples. A informação é da Agência Brasil.

“É uma taxa que vem baixando ao longo do tempo”, diz a analista da pesquisa Adriana Beringuy. Em 2016, era 7,2%. “O analfabetismo está mais concentrado entre as pessoas mais velhas, uma vez que os jovens são mais escolarizados e, portanto, vão registrar indicador menor”, acrescenta.

Apesar de ter registrado queda, os dados mostram que 18% daqueles com 60 anos ou mais são analfabetos. Em 2018, eram 18,6% e, em 2016, 20,4%.

Reduzir a taxa de analfabetismo no Brasil está entre as metas do Plano Nacional de Educação (PNE), Lei 13.005/2014, que estabelece o que deve ser feito para melhorar a educação no país até 2024, desde o ensino infantil, até a pós-graduação. Pela lei, em 2015, o Brasil deveria ter atingido a marca de 6,5% de analfabetos entre a população de 15 anos ou mais. Em 2024, essa taxa deverá chegar a zero.

“A gente percebe que chegou em 2019 com a taxa nacional próxima à meta de 2015, é como se estivéssemos quatro anos atrasados nesse atendimento”, diz Adriana.

Desigualdades

Além das diferenças entre as idades, o levantamento mostra que existem desigualdades raciais e regionais na alfabetização no Brasil. Em relação aos brancos, a taxa de analfabetismo é 3,6% entre aqueles com 15 anos ou mais. No que se refere à população preta e parda, segundo os critérios do IBGE, essa taxa é 8,9%. A diferença aumenta entre aqueles com 60 anos ou mais. Enquanto 9,5% dos brancos não sabem ler ou escrever, entre os pretos e pardos, esse percentual é cerca de três vezes maior: 27,1%.

As regiões Sul e Sudeste têm as menores taxa de analfabetismo, 3,3% entre os que têm 15 anos ou mais. Na Região Centro-Oeste a taxa é 4,9% e na Região Norte, 7,6%. O Nordeste tem o maior percentual de analfabetos, 13,9%.

Entre os que têm 60 anos ou mais, as taxas são 9,5% na Região Sul; 9,7% no Sudeste; 16,6% no Centro-Oeste; 25,5% no Norte; e 37,2% no Nordeste.

A Região Nordeste foi a única a apresentar leve aumento da taxa de analfabetismo entre 2018 e 2019. Entre os mais jovens, a taxa praticamente se manteve, variando 0,03 ponto percentual. Entre os mais velhos, a variação foi de 0,33 ponto percentual.

Segundo o IBGE, a maior parte do total de analfabetos com 15 anos ou mais, 56,2% - o que corresponde a 6,2 milhões de pessoas - vive na Região Nordeste e 21,7%, o equivalente a 2,4 milhões de pessoas, no Sudeste.

Anos de estudo

A Pnad Contínua Educação mostra que, em média, o brasileiro estuda 9,4 anos. O dado é coletado entre as pessoas com 25 anos ou mais. Esse número aumentou em relação a 2018, quando, em média, o tempo de estudo no Brasil era de 9,3 anos. Em 2016, de 8,9.

Com relação à cor ou raça, segundo o IBGE, “a diferença foi considerável”, mostra o estudo. As pessoas brancas estudam, em média, 10,4 anos, enquanto as pessoas pretas e pardas estudam, em média, 8,6 anos, ou seja, uma diferença de quase dois anos entre esses grupos, que se mantém desde 2016.

As regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste têm médias de anos de estudo acima da nacional, com 10,1; 9,7; e 9,8 anos respectivamente. As regiões Nordeste e Norte ficaram abaixo da média do país, com 8,1 anos e 8,9 anos, respectivamente.

A proporção daqueles com 25 anos ou mais que concluíram o ensino médio passou de 47,4% em 2018 para 48,8% em 2019. Entre os brancos, esse índice é maior, 57%. Entre os pretos e pardos, 41,8%. De 2016 para 2019, essa diferença, de acordo com o IBGE, caiu um pouco, “porém se manteve em patamar elevado, indicando que as oportunidades educacionais eram distintas para esses grupos”.

O IBGE pondera que, apesar dos avanços, mais da metade, o equivalente a 51,2%, da população de 25 anos ou mais no Brasil não completaram a educação escolar básica.

Os dados da Pnad Contínua Educação do IBGE são referentes ao segundo trimestre de 2019.

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