Quarta, 28 Outubro 2020
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O café foi o alimento consumido pelos brasileiros com mais frequência (78,1% da população) entre junho de 2017 e julho de 2018, tanto por homens (77,9%), quanto por mulheres (78,4%). Em seguida, aparecem dois produtos da dieta tradicional do país. Um deles é o arroz, com 76,1% de frequência de consumo, acompanhado pelo feijão, com total de 60%. O alimento menos consumido com frequência pelos brasileiros no período pesquisado foi o ovo, com total de 13,9%. A informação é da Agência Brasil.

As informações constam da Pesquisa de Orçamentos Familiares 2017-2018: Análise do Consumo Alimentar Pessoal no Brasil (POF 2017/2018), divulgada hoje (21) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O estudo foi realizado em parceria com o Ministério da Saúde.

Foram ouvidos no estudo 46.164 moradores de 20.112 domicílios com 10 anos ou mais de idade, que informaram o consumo alimentar para dois dias. A análise evidencia que arroz, feijão e café foram os alimentos mais consumidos por adolescentes e adultos, embora mostrando redução em relação ao primeiro levantamento, em 2008/2009. O feijão caiu de 72,8% para 60% da população e o arroz, de 84% para 76,1%. Entre os idosos, o consumo de café subiu na mesma comparação, de 86,6% para 87,1%. A queda do consumo de arroz foi observada no Sudeste, Sul e Centro-Oeste e foi mais acentuada entre a parcela da população (25%) com maior renda, passando de 79,9% para 67,1%.

Os pesquisadores do IBGE avaliaram que o consumo de frutas e verduras continuou muito aquém do recomendado, embora o consumo de saladas cruas tenha aumentado tanto para adolescentes, quanto para adultos e idosos. Em geral, o consumo de saladas cruas passou de 16% para 21,4%. O consumo de frutas teve queda entre os dois períodos. Em contrapartida, o consumo de preparações aumentou. Um exemplo são os sanduíches, cujo consumo cresceu em todas as regiões do Brasil e em todas as classes de renda, apurou o IBGE. Já o consumo de refrescos e refrigerantes caiu para todos os grupos etários.

As maiores médias de consumo diário per capita, isto é, por indivíduo, foram encontradas no café (163,2 gramas/dia), feijão (142,2 g/dia), arroz (131,4 g/dia) e sucos (124,5 g/dia).

Fora do domicílio

A participação da alimentação fora do domicílio destaca a cerveja, consumida por 51% da população, sendo 52,8% homens, e 45,5% mulheres. Bebidas destiladas vêm em seguida, com participação de 44,1% no consumo. Na terceira posição estão salgados fritos ou assados, com 40,1%.

A prevalência de consumo alimentar fora do domicílio caiu de 40,2% na POF 2008/2009 para 36,5% na pesquisa 2017/2018, registrando maior consumo fora de casa no Centro-Oeste (47,7%, contra 42% na POF anterior). A maior redução foi encontrada na Região Norte, com 30,5%, contra 42,6% na pesquisa 2008/2009.

O IBGE destacou que a alimentação fora do domicílio pode não representar o consumo de todos os alimentos preparados fora de casa, pois são incluídos nessa estimativa somente os produtos preparados e consumidos fora do domicílio. Isso significa que alimentos trazidos de restaurantes para dentro de casa e provenientes de serviços de entrega em domicílio são incluídos na alimentação dentro de casa.

De acordo com a pesquisa, os itens mais consumidos fora de casa pelos adolescentes foram cerveja (65,4%), vinho (49,9%) e outros pescados (42,6%). Entre os adultos, prevaleceram bebidas alcoólicas, salgados fritos e assados e sorvete/picolé. Os idosos, por sua vez, priorizaram bebidas destiladas (40,2%), cerveja (32,5%) e bolos recheados (31,3%).

Dieta

De acordo com a classificação nova introduzida pelo Guia Alimentar para a População Brasileira, editado em 2014, os alimentos in natura ou minimamente processados são os que apresentam maior participação relativa no total de calorias, com 53,4%. Entre os alimentos classificados nesse grupo, os destaques são aqueles que constituem a base de uma alimentação saudável e que representaram mais da metade das calorias consumidas pela população brasileira no período pesquisado, a exemplo do arroz, feijão, carnes, frutas, leite, macarrão, verduras, legumes, raízes e tubérculos.

O guia recomenda que os alimentos ultraprocessados devem ser evitados. Nesse grupo de alimentos, a participação relativa no total de calorias alcançou 26,7% para os adolescentes, 19,5% para os adultos e 15,1% para os idosos. Nesse grupo de alimentos estão biscoito salgado e salgadinho “de pacote”, biscoitos doces, refrigerantes, cachorro-quente, hamburgueres e outros sanduíches, bebidas lácteas, pizza. Os alimentos ultraprocessados têm participação relativa de 19,7% no total de teor calórico.

Considerando a característica da dieta, observa-se que 19,2% dos brasileiros entrevistados consumiram pelo menos um suplemento alimentar entre 2017 e 2018. Entre os idosos, o percentual subiu para 34%. Treze vírgula nove por cento do total disseram ter algum tipo de restrição alimentar. Entre os idosos, esse percentual foi de 27,3%. É nesse grupo também de consumidores que foram encontrados 23,4% de pessoas que afirmaram fazer tratamento de doenças crônicas. As restrições alimentares para emagrecer foram mais frequentes nas mulheres adultas (9,4%), enquanto restrições alimentares relacionadas às doenças crônicas ou distúrbios metabólicos, como hipertensão ou doença cardiovascular, por exemplo, foram relatadas por 26,8% das mulheres idosas e 19,1 % dos homens idosos.

A adição de sal de cozinha a preparações prontas de alimentos foi indicada por 14,5% dos adultos e por 12,5% dos adolescentes. O uso de açúcar para adoçar alimentos e bebidas teve média total de 85,4% de respostas, sendo 93% adolescentes, 85,7% adultos e 72,1% idosos.

Fibras

Segundo o IBGE, o conteúdo em fibra da dieta caiu entre as duas pesquisas, tanto para homens quanto para mulheres e em todas as faixas de idade, sendo mais percebido entre as mulheres idosas (24%), o que pode indicar má qualidade da alimentação, devido principalmente à redução do consumo de feijão, uma das principais fontes de fibras alimentares na dieta do brasileiro.

A contribuição média do consumo de ácidos graxos saturados para a ingestão de energia ficou abaixo de 10% na análise por sexo e idade. Os pesquisadores do IBGE admitiram que essa redução pode ser atribuída à queda observada no consumo de carne bovina. Já a ingestão de ácidos graxos monoinsaturados, considerados saudáveis, aumentou em homens adultos e idosos entre 2008/2009 e 2017/2018 mas, entre as mulheres, só teve expansão entre a parcela idosa.

Foi registrada prevalência de ingestão abaixo das necessidades para cálcio, vitamina D e vitamina E em adolescentes de ambos os sexos, superior a 85% nos dois períodos analisados. Nesse mesmo grupo etário, o predomínio de ingestão inadequada de piridoxina e vitamina A esteve entre 65% e 85%. Foi verificada prevalência de ingestão inadequada abaixo de 15%, nos dois períodos, para cobalamina e cobre.

Adultos e idosos apresentaram alta prevalência de ingestão inadequada (superior a 50%) para cálcio, magnésio, vitamina A, tiamina, piridoxina, vitamina D e vitamina E, em ambos os sexos e ambos os períodos. Na POF 2017/2018, a riboflavina se somou a esses nutrientes, nos adultos.

As autoridades chilenas fecharam um shopping popular no centro de Santiago, nessa segunda-feira (17), depois que centenas de pessoas se aglomeraram no local para comprar mercadorias para revender, poucas horas depois que uma quarentena na região foi flexibilizada. A informação é da Agência Brasil.

Pelo menos 300 pessoas fizeram fila do lado de fora do shopping Asia Pacific, especializado na venda de produtos chineses, antes do horário de funcionamento, e correram para dentro do estabelecimento enquanto seguranças particulares tentavam distribuir álcool em gel e medir a temperatura corporal -- em alguns casos resultando em confrontos físicos com os clientes.

O shopping fica localizado na Estação Central da capital, uma área de baixa renda frequentada por trabalhadores informais e imigrantes, onde uma quarentena rígida ao longo dos últimos três meses foi flexibilizada na manhã de ontem.

Como muitas nações latino-americanas, o Chile tem grande população de vendedores informais, que enfrenta dificuldades depois que as restrições aos deslocamentos reduziram sua base de clientes.

A reabertura da Estação Central, juntamente com a vizinha Santiago Central, que sedia escritórios governamentais e sedes comerciais, transcorreu em grande parte sem intercorrências, embora com maior concentração de pessoas em lojas reabertas e nos transportes públicos.

Cerca de 12 das 70 lojas do shopping Asia Pacific foram reabertas.

Os profissionais do trade turístico da Costa Verde, formada pelos municípios de Angra dos Reis, Itaguaí, Mangaratiba e Paraty, vão participar, na próxima segunda-feira, 17/08, às 15h, de uma reunião on-line, organizada pela Secretaria de Estado de Turismo, com a AgeRio (Agência de Fomento). O objetivo é esclarecer dúvidas sobre como ter acesso à linha de crédito disponibilizada pelo Fungetur - Fundo Geral do Turismo.

Para a secretária de estado de Turismo, Adriana Homem de Carvalho, o encontro é fundamental para que os empresários do setor entendam as etapas do processo.

  • A região da Costa Verde está mostrando o seu apelo turístico neste momento de retomada. Angra dos Reis e Paraty estão entre os dez municípios mais buscados no site do Turismo Consciente, acessado pelos que procuram seu próximo destino de viagem dentro do nosso Estado. Daí a importância de facilitar o contato dos empresários locais com os gerenciadores da verba disponibilizada pelo Fungetur, muito bem vinda para auxiliar o empresariado do turismo que passa por dificuldades.

Participarão da reunião com os representantes da AgeRio, empresários do trade das quatro cidades. Já confirmaram presença membros da hotelaria, agentes de viagens, transportadores turísticos e donos de restaurantes. O Fungetur, vinculado ao Ministério do Turismo, é um instrumento de política de investimento voltado para negócios que atuam em atividades relacionadas ao setor em todo o Estado. O Fundo recebeu um aporte de R$5 bilhões destinados a auxiliar empresas do Brasil, neste momento de crise.

Micros e pequenos empresários poderão dispor de até R$ 1 milhão, os de médio porte até R$ 3 milhões e os de grande até R$ 30 milhões. Poderão ser financiadas obras civis para implantação, ampliação, modernização e reforma; máquinas e equipamentos turísticos; e capital de giro. Até agora a AgeRio liberou R$ 10,2 milhões em crédito para 60 empresas.

O Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, em Alto Paraíso de Goiás, reabre para a visitação pública, nesta terça-feira (18). A medida está prevista em portaria do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), publicada no Diário Oficial da União desta segunda-feira (17). A informação é da Agência Brasil

O parque está fechado desde 22 de março de 2020, conforme portaria Portaria nº 227/2020, do ICMBio, diante da pandemia do novo coronavírus (covid-19). A reabertura será de forma gradual e monitorada, mediante cumprimento dos protocolos de segurança sanitária.

As atividades de visitação pública poderão ser realizadas desde que observadas as várias medidas de prevenção, entre elas, o uso obrigatório de máscara de proteção facial; a disponibilização de álcool em gel 70% ou produto de higienização para as mãos; e fazer com frequência a limpeza e desinfecção dos ambientes, como: pisos, corrimãos, lixeiras, balcões, maçanetas, tomadas, torneiras e banheiros.

O documento diz ainda que, enquanto perdurarem as medidas restritivas em função da covid-19, será permitida, além dos funcionários da concessionária, a permanência de até 22 pessoas no Centro de Visitantes pelo período máximo de 15 minutos. A lotação dos veículos deverá ser reduzida em 50% de sua capacidade de público.

Criado em 1961, o Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros está localizado no nordeste do estado de Goiás, entre os municípios de Alto Paraíso de Goiás, Cavalcante, Teresina de Goiás, Nova Roma e São João d'Aliança.

Segundo o ICMBio, o parque protege uma área de 240.611 hectares de cerrado de altitude, abriga espécies e formações vegetais únicas, centenas de nascentes e cursos d’água, rochas com mais de 1 bilhão de anos, além de paisagens de rara beleza, com feições que se alteram ao longo do ano.

A Chapada dos Veadeiros foi declarado Patrimônio Natural da Humanidade pela Unesco, em 2001.

Rua Ana Nery, 120 - 9º andar
Centro, Barra do Piraí - RJ
CEP 27123-150
Tel.: (24) 2443-1470 (AM)
(24) 2443-1098 (FM)

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