Quarta, 05 Agosto 2020
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As temperaturas estão subindo rapidamente no Polo Sul, considerado o ponto mais frio da Terra. Tão rápido que Kyle Clem e outros pesquisadores do clima começaram a se preocupar e perguntar se a mudança climática causada pelo homem está desempenhando papel maior do que o esperado na Antártida. A informação é da Agência Brasil

Dados de temperatura mostram que o aquecimento da região foi três vezes a taxa de aquecimento global nas últimas três décadas até 2018, o ano mais quente já registrado no Polo Sul, disseram os pesquisadores em estudo publicado nessa segunda-feira (29) na revista Nature Climate Change.

Observando dados de 20 estações meteorológicas na Antártida, a taxa de aquecimento do Polo Sul foi sete vezes maior que a média geral do continente. O aquecimento do Polo Sul está parcialmente ligado ao aumento natural das temperaturas no Pacífico tropical ocidental, sendo impulsionado para o sul por ciclones nas águas geladas do Mar de Weddell, disseram os pesquisadores.

Esse padrão, no entanto, que se acredita ser parte de um processo natural de várias décadas, explica apenas algumas das tendências de aquecimento. O restante, segundo os pesquisadores, foi devido às mudanças climáticas provocadas pelo homem.

Resultados preliminares da pesquisa Percepção dos Impactos da Covid-19 nos Setores Culturais e Criativos do Brasil, divulgados ontem (29), no Rio de Janeiro, em videoconferência, revelam que os setores da cultura e da economia criativa foram os mais afetados pela pandemia do novo coronavírus, “porque tendem a voltar à atividade só no fim da crise”. A informação é da Agência Brasil.

A análise foi feita pelo sociólogo Rodrigo Amaral, da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (USP) e um dos idealizadores do estudo. Segundo ele, a sondagem confirma o cenário de perda. “A preocupação das pessoas está muito negativa, de perda generalizada”, disse.

Como em todos os setores da economia, o impacto da pandemia sobre a cultura e a economia criativa é muito forte, afirmou. Entre as organizações ligadas aos dois setores, mais de 40% disseram ter registrado perda de receita entre 50% e 100%.

Já para os trabalhadores, as perdas narradas ficaram na média de 35%. Os dois setores movimentam R$ 171,5 bilhões por ano, o equivalente a 2,61% de toda a riqueza nacional, empregando 837,2 mil profissionais. Antes da pandemia, esses segmentos culturais e criativos tinham previsão de gerar R$ 43,7 bilhões para o Produto Interno Bruto (PIB) até 2021. O PIB é a soma de todas as riquezas produzidas pelo país.

Rodrigo Amaral informou que o trabalho recebeu uma forte participação da Região Norte, por meio do Amazonas e, sobretudo, de Manaus, onde foi percebido um comportamento mais acentuado de perda de receita provocada pela pandemia.

O menor impacto foi observado em São Paulo, onde 31% disseram ter perdido toda a receita entre março e abril. Em contrapartida, o maior impacto ocorreu no Rio Grande do Sul, onde 63% afirmaram que não tiveram receita no mesmo período.

Esforço conjunto

O levantamento foi concebido a partir do esforço conjunto de pesquisadores, gestores públicos, universidades e instituições culturais, interessados em registrar a visão de indivíduos e coletivos sobre os impactos da covid-19 nas suas áreas de atuação, nas cadeias de produção e distribuição.

O trabalho foi lançado no último dia 10 e ficará aberto para coleta de dados até o dia 16 de julho. A divulgação do relatório final está prevista para 31 de julho. Os resultados serão oferecidos às secretarias de cultura, como subsídio para a formulação de políticas públicas para os setores.

Até o momento, mais de 964 organizações e trabalhadores dos setores cultural e criativo responderam ao questionário, que pode ser acessado no link. Desse total, 69% foram respondentes individuais e 31% organizações, com predominância de artes performáticas, música e celebrações.

Entre os que responderam ao questionário, foi observada predominância de pessoas da cor branca, com ensino superior acima da média e com paridade entre homens e mulheres, na faixa etária entre 30 e 39 anos de idade (34%).

Durante a vídeoconferência, a deputada federal Jandira Feghali (PCdoB-RJ) anunciou ter recebido do ministro do Turismo, Marcelo Álvaro, a notícia da sanção presidencial à Lei Emergencial da Cultura Aldir Blanc. Ela foi relatora do projeto. A lei determina o repasse de R$ 3 bilhões para o setor cultural e foi sancionada integralmente, à exceção do prazo de 15 dias para repassse dos recursos a estados e municípios.

Meio digital

Rodrigo Amaral salientou que, embora todos estejam sofrendo igualmente, algumas áreas da cultura e da economia criativa não conseguem fazer uma transição muito simples para as plataformas digitais. A exceção é o setor da música. Afirmou que o meio digital pode ser uma porta de saída que oferece disponibilidade de infraestrutura a um preço adequado.

A ideia agora é fazer um aprofundamento mais qualitativo da pesquisa, que conta com apoio do Serviço Social do Comércio (Sesc), da representação da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) no Brasil, do Fórum dos Secretários e Dirigentes de Cultura Estadual e das secretarias de Cultura de Alagoas, Amazonas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Maranhão, Pará, Paraná, Pernambuco e Sergipe.

O pesquisador André Lira, também idealizador do projeto, disse que vai se procurar ampliar o número de parceiros para permitir ter dados que contemplem todo o país e permitam pensar soluções e implementá-las.

Interiorização

A pesquisa busca interiorizar a captura de dados nas diferentes regiões brasileiras, contemplando profissionais que residem em cidades distantes dos grandes centros, incluindo comunidades indígenas, ribeirinhas, quilombolas e ciganas, entre outras. No âmbito das secretarias municipais, Amaral indicou que os respondentes informaram que a maior parte das ações de apoio aos setores culturais e criativos na pandemia tem se dado por meio da criação de editais e na distribuição de auxílios de pequena monta e cestas básicas, “na forma de socorro emergencial”.

A diretora de Programas Sociais do Departamento Nacional do Sesc, Lúcia Prado, disse que o Sesc acredita muito na possibilidade de promover essa capilaridade e interiorização, foco da pesquisa e da instituição. Lembrou que o Sesc conta atualmente com 600 unidades espalhadas pelo Brasil, totalizando dois mil municípios. Segundo ela, o Sesc pode ajudar a promover a pesquisa em todo o país.

Para a presidente do Fórum dos Secretários e Dirigentes de Cultura Estadual, Ursula Vidal, o estudo vem em um momento oportuno, porque entra como instrumemto auxiliar muito importante no processo de mapeamento da cultura, da arte e da economia criativa. “Será uma ferramenta muito importante para essa radiografia e instrumentalização de estados e municípios”.

A coordenadora de Cultura da Unesco no Brasil, Isabel de Paula, não tem dúvidas da importância do levantamento para mapear o setor cultural que sofre com a pandemia e vai encontrar caminhos para o desenvolvimento de políticas públicas para o setor. “Teremos que pensar em uma nova maneira de construir esse trabalho”, disse Isabel, garantindo o apoio da Unesco a esse esforço.

As queimadas são umas das principais causas do desmatamento de florestas e dos impactos negativos ao clima do planeta. No estado do Rio de Janeiro, embora a conscientização esteja maior nos últimos anos, as queimadas ainda têm causado grandes prejuízos ambientais e econômicos em áreas protegidas e propriedades privadas. Segundo o monitoramento do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), os focos de incêndio no estado cresceram cerca de 190% em 2019 (713 focos), em relação ao ano anterior (246 focos). O aumento pode ser explicado, principalmente, pelo severo período de estiagem registrado no período.

Ações preventivas de combate às queimadas, que têm sido cada vez mais frequentes, devem acontecer durante todo o ano. No entanto, os cuidados para se evitar a destruição das florestas e a perda da biodiversidade, precisam ser redobrados no período mais seco do ano, que no estado do Rio costuma compreender os meses de maio a outubro (outono e inverno). É nessa época, quando há baixa umidade e o acúmulo de vegetação seca no solo, que as queimadas mais acontecem.

As consequências da prática de queimadas, considerada crime ambiental, podem ser devastadoras para o meio ambiente e a vida humana. A perda de florestas decorrentes de incêndios florestais podem contribuir para intensificar e prolongar as secas, a desertificação, as fortes chuvas e as ondas de calor e frio extremos. A destruição da cobertura vegetal e a queima do solo diminui a infiltração de água, prejudicando nascentes, causando enchentes e, consequentemente, riscos à segurança da população rural e urbana. Além de ameaçar de extinção várias espécies da flora e da fauna, quando o fogo destrói a vegetação ou sistemas produtivos causa grande desequilíbrio ao ecossistema.

As queimadas também prejudicam a saúde. Segundo dados publicados em 2010 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), as queimadas e os incêndios florestais são responsáveis por 75% das emissões de gás carbônico lançado no ar no Brasil. Quando em concentração muito elevada, esses gases prejudicam a qualidade do ar, causando doenças respiratórias como bronquite, asma, rinite e, até mesmo, de alguns tipos de câncer.

Áreas protegidas

As Unidades de Conservação do estado, áreas protegidas pelo poder público para manutenção dos serviços ecossistêmicos e conservação da biodiversidade, também registraram uma alta nos incêndios florestais em 2019. Foram cerca de 1.650 hectares de vegetação consumidos pelo fogo ao longo do último ano, nas 38 UCs estaduais, de acordo com acompanhamento da Gerência de Guarda-Parques (GGPAR), do Instituto Estadual do Ambiente (Inea).

No ano passado, o Parque Estadual Serra da Concórdia, no município de Valença, sofreu dois incêndios de grande proporção em apenas dois dias. Cerca de 40 hectares de floresta nativa e pastagem viraram cinzas em duas áreas distintas dentro do parque.

“O prejuízo ecológico das queimadas é enorme. Nem todos conseguem compreender o valor da biodiversidade. É muito triste ver a morte de animais, árvores e riachos. A natureza leva muito tempo para se recompor. É importante sensibilizar a todos sobre a importância de prevenir as queimadas”, diz Carlos Pontes, chefe de serviço de controle e acompanhamento da gerência de Guarda-parques, do Inea. Os Guarda-parques são responsáveis por ações de prevenção e combate a incêndios nas UCs, além de atuarem junto às propriedades rurais próximas às áreas protegidas, alertando sobre os riscos das queimadas.

O Instituto Estadual do Ambiente também desenvolve ações de restauração florestal para recuperação de áreas degradadas, entre elas as que passaram por incêndios florestais, sejam em áreas privadas ou protegidas como as Unidades de Conservação. Nos últimos onze anos (2008-2019), mais de 6.700 hectares foram restaurados ou estão em processo de implementação por meio de medidas compensatórias. A previsão é que, até 2022, seja restaurado e monitorado o total de 10 mil hectares.

De onde vem o fogo?

A origem do fogo na vegetação pode ter diferentes causas. Desde a queima de lixo doméstico nas propriedades rurais; a caça predatória, que usa o fogo para afugentar os animais; o abandono de velas acesas próxima à vegetação (oferendas religiosas); a soltura de balões (crime ambiental) ou de cigarros acesos na beira de estradas. No entanto, outra prática antiga,e também considerada crime ambiental, continua sendo uma das principais causas de incêndios florestais: as queimadas em áreas de lavoura e pastagem pela atividade agropecuária.

Por mais inofensivo que possa parecer, o fogo ao fugir do controle pode ganhar força e se alastrar rapidamente, atingindo áreas de proteção permanente (APPs), como matas ciliares e topos de morro, e Reservas Legais, ameaçando a produção, o capital ambiental e a sustentabilidade da propriedade.

Ao contrário do que se pensava antigamente, a prática provoca o desequilíbrio dos nutrientes e características naturais do solo, aumentando a incidência de pragas e espécies invasoras. A fertilidade do solo também fica comprometida após a queima da vegetação, obrigando, muitas vezes, os produtores rurais a recorrerem ao uso de fertilizantes químicos. Além de prejudicar a produtividade, as queimadas também aumentam a incidência de erosões no solo e reduz a quantidade de água de poços, nascentes e córregos.

Segundo o diretor técnico da Emater-Rio, Marcelo Costa, a prática das queimadas na agropecuária já não é mais tão comum como antigamente, porém ainda ocorre, principalmente, devido à imprudência ou falta de prevenção. “É muito importante alertarmos os produtores rurais sobre os riscos dessa prática mostrando alternativas de manejo do solo mais sustentáveis e vantajosas ao meio ambiente e à produção. Como, por exemplo, o uso do roçado, o plantio direto, a trituração da capoeira, a adoção de sistemas agroflorestais e silvipastoris, entre outras práticas”, explica.

No estado do Rio, provocar queimadas é crime ambiental, passível de advertência e multa de R$ 1.500,00 (mil e quinhentos reais), por hectare ou fração queimada, segundo a Lei Estadual 3.467/2000. Outras legislações também abordam o tema: Lei da Mata Atlântica 11.428, Código Florestal 12.651/2012 e a Lei de Crimes Ambientais 9.605/1998.

Atualmente, a prática da queimada em áreas produtivas só é permitida em casos específicos, os quais dependem de autorização prévia e acompanhamento dos órgãos de fiscalização competentes. Ainda assim, não é recomendado o uso de queimadas na agropecuária.

Como prevenir:

· Construção e manutenção de aceiros (faixa de terra livre de vegetação) em torno da mata, casa, cercas e postes, ao longo de estradas e rodovias. A largura da faixa deve ser de, no mínimo, três metros, devendo ser duplicada em determinados casos; · Não faça queimadas para limpeza de lavouras ou renovação de pastagem; · Não acenda fogueiras na vegetação e próximo a áreas de áreas protegidas; · Não jogue pontas de cigarro no ambiente, em trilhas e na beira de estradas; · Não queime lixo doméstico ou industrial próximo a áreas protegidas; · Não abandone objetos de vidro nas proximidades de áreas produtivas e de proteção; · Não solte balões; · Conscientize outras pessoas sobre os riscos das queimadas; · Denuncie quem faz queimadas.

Disque denúncia: (21) 2253-1177 Corpo de Bombeiros: 193

Fonte: Comenxão Mata Atlântica

Grupos de pessoas estão pressionando a Disney a adiar a reabertura do parque Disney World, na Flórida, que estava prevista para 11 de julho, citando recentes picos dos casos de covid-19 no estado. A informação é da Agência Brasil.

Nessa quarta-feira (24), mais de 7 mil pessoas assinaram uma petição, criada por Katie Belisle, uma anfitriã da Disney World Atrações, que foi enviada aos prefeitos de Orlando, Buddy Dyer, e de Orange County, Jerry Demings.

"Esse vírus não sumiu e infelizmente só piorou no estado", diz a petição. "Manter nossos parques temáticos fechados até que os casos diminuam de forma sustentada manteria nossos convidados, funcionários e suas famílias em segurança".

Não foi possível localizar Belisle para comentar o assunto.

Os parques da Walt Disney estão fechados desde janeiro para ajudar a conter a disseminação do novo coronavírus. A empresa estimou que perdeu US$ 1 bilhão em sua divisão de parques temáticos entre janeiro e março.

"A segurança e o bem-estar de nossos membros do elenco e convidados estão na vanguarda do nosso planejamento, e mantemos um diálogo ativo com nossos sindicatos sobre os extensos protocolos de saúde e segurança, seguindo orientações de especialistas em saúde pública, que planejamos implementar à medida que avançamos em direção à nossa proposta de reabertura em fases", disse uma porta-voz da Disney em comunicado.

A petição na Flórida vem depois de uma reação semelhante dos sindicatos que representam trabalhadores da Disneylândia em Anaheim, na Califórnia, que planeja reabrir em 17 de julho.

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