Domingo, 12 Julho 2020
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Após 35 anos a Holanda voltaria a sediar este ano uma corrida de Fórmula 1, mas a pandemia do novo coronavírus (covid-19) forçou o adiamento no evento para 2021. A prova de Zandvoort, província no norte do país, inicialmente programada para o último dia 3, já havia sido adiada, mas hoje (28) os organizadores do Grande Prêmio(GP) decidiram pelo cancelamento da corrida, tendo em vista que a competição ocorreria sem a presença de público, caso fosse remarcada. A informação é da Agência Brasil.

“Nós e a Fórmula 1 investigamos o potencial de realizar uma corrida remarcada para este ano, sem espectadores, mas gostaríamos de comemorar este momento - o retorno da Fórmula 1 em Zandvoort - junto com nossos fãs de corrida na Holanda. Pedimos a todos que sejam pacientes. Eu tive que esperar por 35 anos, então eu posso esperar mais um ano”, esclareceu o diretor esportivo do GP da Holanda, Jan Lammers, em comunicado oficial publicado no site da Fórmula 1.

Desde 1985, quando o austríaco Niki Lauda saiu vitorioso, o país não recebia uma prova do Campeonato Mundial de Fórmula 1. O circuito passou por reformas de modernização e adequação, exigidas pela Federação Internacional de Automobilismo (FIA). O interesse pelo retorno da disputa no país cresceu, principalmente, devido ao sucesso do piloto holandês Max Verstappen.

Em meio à pandemia de covid-19, o GP da Holanda é a quarta prova extinta do calendário da F1 este ano. Antes, os GPs da Austrália, Mônaco e França já haviam sido cancelados. Além disso, foram adiados os GPs do Bahrein (Vietnã), China, Holanda, Espanha, Azerbaijão e Canadá. Atualmente, os organizadores da competição miram no GP da Áustria, programado para julho, que abrirá a temporada 2020.

A bola segue dividida entre os grandes clubes cariocas. Seguindo diversos protocolos de segurança para evitar o novo coronavírus (covid-19), Vasco e Flamengo defendem a volta do futebol. Do outro lado, Botafogo e Fluminense se mantêm contrários e pedem agora o cancelamento do arbitral da Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (Ferj), que tinha o aval da Prefeitura do Rio de Janeiro para voltar aos treinos na próxima terça (26) e prevê o reinício do campeonato estadual em 14 de junho. A informação é da Agência Brasil.

Em coletiva nesta segunda (25), o prefeito do Rio, Marcello Crivella explicou que o retorno da competição vai depender da curva de casos da doença no próximo mês: “Nós propusemos jogos em julho sem torcida, mas os clubes pediram para verificar a curva em meados de junho. Se será na segunda quinzena de junho a volta do Carioca, ainda não podemos prometer”.

Alvinegros e tricolores não estiveram presentes na reunião da Ferj com a Prefeitura e agora pedem o cancelamento das decisões tomadas pelo Arbitral. O documento, assinado pelos presidentes Nelson Mufarrej e Mário Bittencourt (Botafogo e Fluminense), traz 30 itens e considera precoce o retorno do futebol, indicando como desnecessário colocar em risco a saúde de atletas, funcionários e familiares deles neste momento.

Uma saída apontada pelo arbitral seria realizar jogos em locais menos afetados pela pandemia. Segundo o boletim divulgado na noite desta segunda pela Secretaria Estadual de Saúde, o Rio tem 39.298 casos e covid-19 e 4105 óbitos. Deste número, 22.466 casos se concentram na capital, que registra 2.831 mortes.

Mesmo adiada para o ano que vem, a Olimpíada de Tóquio (Japão) corre o risco de ser cancelada, caso a pandemia do novo coronavírus (covid-19) não seja controlada até a data do evento, cuja abertura está prevista para o dia 23 de julho. A afirmação foi feita por Thomas Bach, presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), durante entrevista ontem (20) à rede britânica BBC News. A informação é da Agência Brasil.

Ao ser questionado sobre a falta de previsibilidade sobre o controle da covid-19 até a data de abertura da Olimpíada, pela primeira vez Bach admitiu o cancelamento definitivo do evento.

"Realizar as Olimpíadas no verão [no Japão] é a última opção. Francamente, entendo isso porque você não pode empregar para sempre 3.000 ou 5.000 pessoas em um comitê organizador. Você não pode mudar todos os anos todo o calendário esportivo mundial de todas as principais federações. Você não pode ter os atletas em incerteza. Você não pode ter tanta sobreposição com os futuros Jogos Olímpicos, por isso entendo essa abordagem de nossos parceiros japoneses”.

Apesar da possibilidade real de cancelamento, o presidente do COI reforçou que está confiante e empenhado na realização dos Jogos, entre 23 de julho e 8 de agosto de 2021. Ele adiantou possíveis medidas de segurança sanitária, em avaliação, como a quarentena de todo o efetivo de profissionais e os cerca de 11 mil atletas.

“Temos de estar preparados (...) Ao mesmo tempo, estamos olhando os cenários que isso [covid-19] pode exigir para a organização, no que diz respeito às medidas de saúde, elas talvez precisem de quarentena para os atletas, para parte dos atletas, para outros participantes. O que isso pode significar para a vida em uma Vila Olímpica e assim por diante? Todos esses cenários diferentes estão sendo considerados, e é por isso que estou dizendo que é uma tarefa gigantesca, porque há tantas opções diferentes que não é fácil resolvê-las agora. Quando tivermos uma visão clara de como será o mundo em 23 de julho de 2021, tomaremos as decisões apropriadas”.

Ainda durante entrevista à BBC News, o dirigente classificou como especulação notícias de que os Jogos de Tóquio ocorrerão sem a presença de torcedores.

“Não é isso que queremos, porque o espírito olímpico é sobre unir fãs. Isso que torna os Jogos únicos. Mas quando chegaríamos a essa decisão... eu pediria que você me desse mais tempo para consultas com os atletas, com a Organização Mundial de Saúde, com os parceiros japoneses”, concluiu.

Vasco, Botafogo, Fluminense e Flamengo estão unidos na luta contra a Covid-19. Além das várias campanhas sociais, como distribuição de cestas básicas e álcool gel, os quatro grandes clubes cariocas se uniram à Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (SECTI) para enfrentar as subnotificações da doença no estado do Rio. A informação é da Agência Brasil.

As equipes convocaram, pelas redes sociais, os torcedores a preencherem um formulário digital para o mapeamento do novo coronavírus pelos 91 municípios do Rio de janeiro. A pesquisa foi aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa do Hospital Universitário Antônio Pedro, da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ).

O objetivo da ação é estimular a adesão à iniciativa. O questionário solicita informações sobre sintomas da covid-19, contato com pessoas infectadas e a localização dos casos. O preenchimento é voluntário, leva apenas dois minutos e pode salvar muitas vidas. A base digital é 100% segura e informações pessoais não serão divulgadas.

Quanto mais questionários, melhores os resultados para que os criadores da pesquisa, os cientistas da Comissão RJ Ciência no Combate à Covid-19, possam analisar dados atualizados em tempo real e ajudar o governo do estado para agir. A comissão é coordenada pela SECTI e pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj).

Segundo o último boletim da Secretaria Estadual de Saúde, divulgado na noite desta quinta (14), o estado possui 19.467 casos e 2.247 mortes. Para alguns especialistas da PUC-RJ, segundo modelo matemático desenvolvido pelos pesquisadores, apenas 12% dos casos são notificados.

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