Terça, 14 Julho 2020
previous arrow
next arrow
Slider

A partir de hoje (7), a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) destinará R$ 19,1 milhões a clubes que disputam as Séries C e D do Campeonato Brasileiro, A1 e A2 do Brasileiro Feminino, e também para as 27 federações estaduais. Segundo a entidade, 140 equipes serão beneficiadas com o repasse para "cumprir seus compromissos com os jogadores e jogadoras durante o período de paralisação do futebol" em razão da pandemia do novo coronavírus (covid-19). A informação é da Agência Brasil. 

O repasse às federações é de R$ 3,24 milhões, sendo R$ 120 mil por entidade estadual. Já o auxílio aos times é equivalente a duas vezes a folha salarial média dos atletas por divisão, conforme o sistema de registro de contrato da CBF. A distribuição será a seguinte:

Série C: R$ 4 milhões para 68 clubes - R$ 200 mil por clube

Série D: R$ 8,16 milhões para 20 clubes - R$ 120 mil por clube

A1 Feminina: R$ 1,92 milhão para 16 clubes - R$ 120 mil por clube

A2 Feminina: R$ 1,8 milhão para 36 clubes - R$ 50 mil por clube

"O Romeu (Castro), que é supervisor do futebol feminino (na CBF) nos procurou e viu a situação dos times. Honestamente, tenho certeza que muitas pessoas pensaram que a CBF não iria ajudar, mas essa gestão tem sido muito responsável com a modalidade. O valor, claro, não soluciona todos os problemas das equipes, mas ajuda bastante", analisa à Agência Brasil Lauro Tentardini, diretor do Iranduba, um dos clubes da primeira divisão do Brasileiro Feminino.

A medida se dá uma semana após capitães dos times das Séries C e D pedirem, em carta, apoio financeiro para as agremiações terem como honrar os salários em meio a paralisação. No ano passado, a CBF anunciou uma receita de R$ 957 milhões - quase R$ 300 milhões a mais que em 2018 - e superávit de R$ 190 milhões. "Diferentemente das Séries A e B, as equipes da nossa divisão não recebem cota, somente o apoio logístico, que a gente cita e agradece. É uma iniciativa de união, com anuência dos presidentes e dos clubes, devido ao impacto econômico da pandemia", explicou à Agência Brasil o zagueiro Danny Moraes, do Santa Cruz, da Série C, antes da CBF anunciar o repasse.

"Acho que é uma medida acertada e justa da CBF. Ficou excepcional, a meu ver", comentou à Agência Brasil o advogado Filipe Rino, que auxiliou os capitães da Série D na elaboração da carta. Sobre a outra demanda dos times da quarta divisão (manutenção da fórmula de disputa definida para 2020), a entidade esperará o retorno das atividades para decidir.

Na última sexta-feira (3), a CBF anunciou a isenção de taxas relativas ao registro de contratos e à transferência de atletas por tempo indeterminado. Segundo a entidade, os clubes terão uma economia de R$ 4 milhões nos primeiros três meses de aplicação. A confederação também adiantou uma parcela de R$ 600 mil referente aos direitos de TV a cada time da Série B e R$ 900 mil de taxa de arbitragem aos 479 árbitros do quadro - a estimativa, porém, é que cerca de 10 mil pessoas atuem na atividade em ligas, federações e organizações amadoras pelo país.

"O nosso objetivo, com essas novas medidas, é fornecer um auxílio direto imediato. Mas, além disso, temos que seguir trabalhando para assegurar a retomada do futebol brasileiro no menor prazo possível, quando as atividades puderem ser normalizadas", declarou o presidente Rogério Caboclo ao site oficial da CBF.

As Séries A, B, C e D ainda não têm previsão de início. Já os torneios nacionais em andamento (Brasileiros Feminino e Copa do Brasil, por exemplo) estão paralisados e, por enquanto, sem retorno confirmado, assim como os campeonatos estaduais (exceto o Amazonense, cancelado). A incerteza sobre a continuidade dos regionais preocupa mais de 80% dos clubes do país, que têm essas competições como a principal - às vezes, a única - da temporada.

A Federação de Futebol do Rio de Janeiro (Ferj) decidiu que o vencedor do Campeonato Carioca será definido conforme o regulamento, ou seja, não haverá qualquer manobra para eleger quem ficará com o título. A resolução, publicada na noite de ontem (1º) no site da entidade, ocorreu após reunião virtual para decidir o futuro da competição. O encontro por videoconferência contou com a presença do presidente da Ferj, Rubens Lopes, e representantes dos 16 clubes que disputam o Estadual, além dos sindicatos dos atletas e treinadores de futebol. O Carioca está suspenso desde o último dia 16, por causa da pandemia do novo coronavírus (covid-19). As informações são da Agência Brasil.

Porém, ainda segue sem resposta se o Estadual será disputado simultâneamente com o Campeonato Brasileiro, ou se o torneio prosseguirá em outro período no ano. Desta forma, os dirigentes e entidades de classe se comprometeram a manter diálogo constante com a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) para que ocorra o ajuste de calendário.

O clubes também concordaram que as partidas só deverão retornar com segurança sanitária, seguindo as recomendações dos órgãos de saúde. A paralisação do Estadual seguirá, pelo menos, até 30 de abril.

Com direito a polêmica com a arbitragem, ABC Coimbra sai na frente e lidera o grupo B da competição, após 3 a 1 no Maracanã (Foto: Felipe Castro)

No segundo domingo de competição (15), foi organizada a primeira rodada do Grupo B da competição, com os jogos realizados no Royal SC. Às 11h, BSA venceu de virada a equipe do Dez de Março por 3 a 2; e às 13h15, com transmissão da Rádio Barra do Piraí AM, ABC Coimbra, também de virada, venceu o Maracanã por 3 a 1, e se isolou na liderança do grupo.

No primeiro jogo, muita emoção e equilíbrio. Walister e Rafael marcaram para o Dez de Março. Vitão, Jhoninha e André Luiz deram a vitória para a equipe comandada pelo carismático e elétrico treinador Vandão, que não se conteve após o gol da vitória e foi pra galera. Apesar da derrota, o time treinado por Alan Linz, ex-Super Onze, tem um elenco que ainda pode brigar pela segunda colocação nesse grupo, considerado o mais forte da competição. Ao Bairro Santo Antônio, nada como sair na frente em um confronto lotado de rivalidade, dando moral para garantir classificação no grupo.

No jogo principal, após um susto no primeiro tempo, quando terminou perdendo por 1 a 0, a equipe do ABC Coimbra fez valer seu favoritismo na segunda etapa, após as substituições do técnico Fabinho, e virou a partida consolidando o 3 a 1 no placar. Nota positiva para um jogo tecnicamente muito bom, mesmo com o forte calor. Eduardo, do Maracanã, se destacou com dribles e arrancadas, enquanto PL e Dodô, na segunda etapa, entraram para resolver o jogo com assistências do primeiro e gols do segundo.

A nota triste da partida ficou por conta da confusa arbitragem do experiente Luiz Carlos Guimarães, que normalmente atua como auxiliar, mas nessa partida foi escalado como árbitro principal. Nem tanto pelas marcações de campo, como o pênalti marcado a favor do Maracanã no primeiro, um lance difícil e que, sem a tecnologia, fica difícil saber se houve ou não a infração. O que mais irritou os jogadores, principalmente os jovens do Maracanã, foram as atitudes confusas do árbitro, que demorava para assinalar faltas, conversava demais com seus auxiliares para decidir os lances e, quando parecia que ia segurar o jogo, deixava correr, como no gol da virada do ABC. Apesar da polêmica arbitragem, as reclamações por parte dos jogadores do Maracanã foram excessivas em um determinado momento do jogo. Com um equilíbrio emocional mais “em dia”, era provável que a equipe conseguisse manter um jogo duro contra os favoritos do Coimbra. Mesmo assim, grupo ainda está aberto.

É importante ressaltar que todos os resultados foram justos e as equipes vencedoras fizeram por merecer, dentro de campo. Em relação ao campeonato, a comissão organizadora da LAD precisa fazer alguns ajustes, mas claramente há uma evolução em relação aos outros campeonatos organizados no Royal SC.

*Opinião no texto: Felipe Castro

A região Sul Fluminense registrou aumento de 35% no número de flagrantes de exercício ilegal na Educação Física em 2019. Foram detectados 23 casos da irregularidade, seis a mais se comparado com o mesmo período de 2018. As constatações foram do Conselho Regional de Educação Física (CREF1), órgão responsável pela fiscalização da atuação profissional, que flagrou em todo o estado 301 falsos profissionais. Durante as diligências, também foram encontradas outras 154 irregularidades. Dos casos de exercício ilegal, a Musculação ficou em primeiro com 14 casos, seguido pelo Treinamento Funcional e Futevôlei com duas ocorrências. Também foram encontradas atuações ilegais em: Fit Dance, Spinning, Futsal, Futebol e Personal Trainer.

Quando tratamos das demais irregularidades fiscalizadas pelo CREF1, foram encontrados: 33 profissionais atuando sem habilitação em Suporte Básico de Vida (SBV), determinada pela Lei estadual 7996/2017, 31 estabelecimentos sem Responsável Técnico nomeado junto ao CREF1, 30 locais não possuíam registro de Pessoa Jurídica, 6 salas estavam desprovidas de profissionais e 8 profissionais atuavam fora de sua área de habilitação. Todos os casos de exercício ilegal foram encaminhados ao Ministério Público e os estabelecimentos irregulares estão com processos em andamento no Departamento Jurídico do CREF1. Em todo o estado, foram flagrados 301 falsos profissionais e mais de 2 mil irregularidades.

Segundo a supervisora de Fiscalização do CREF1, Giovanna Pereira, as ações da fiscalização têm por objetivo defender a sociedade e zelar pela qualidade dos serviços profissionais oferecidos, através da habilitação, regulação e fiscalização do exercício. “Ter a presença do profissional de Educação Física em locais onde se pratica as mais variadas formas de atividade física, como academias, estúdios, clubes, entre outros, além de obrigatória, é fundamental, pois ele irá orientar de forma segura e eficiente a prática de exercícios”.

Rua Ana Nery, 120 - 9º andar
Centro, Barra do Piraí - RJ
CEP 27123-150
Tel.: (24) 2443-1470 (AM)
(24) 2443-1098 (FM)

Boletim Eletrônico

Cadastre-se e fique sabendo da nossa programação em primeira mão!