Segunda, 27 Setembro 2021

O grupo Coletivo Feminista Barrense está arrecadando desde o mês de maio absorventes para doação para comunidades carentes de Barra do Piraí. O objetivo é o auxílio de meninas e mulheres dessas comunidades com informações importantes sobre como utilizar esses absorventes.

Nossa reportagem conversou com Larissa Goulart, que faz parte do grupo, que ela apresenta como “plural e apartidário”, com o objetivo de promover e levantar bandeiras em busca da igualdade de gênero, além da discussão em sociedade de temas importantes que afetam diretamente a vida das mulheres, como violência doméstica, maternidade compulsória, pedofilia, incentivando a busca pelo empoderamento feminino.

“Este mês estamos fazendo um trabalho voltado pra pobreza menstrual, arrecadando absorventes para doarmos para comunidades carentes e distribuição em banheiros públicos da cidade. Queremos fazer um trabalho de auxiliar essas meninas e mulheres também em como utilizar esses absorventes, semelhante a uma roda de conversa. Em nosso país, 25% das meninas entre 15 e 17 anos não tem acesso a produtos de higienes corretos e usam até jornal para aparar a menstruação por falta de acesso ao absorvente e os insumos básicos, o que acarreta em riscos graves à saúde, coletiva e pública, tão extensos que a OMS instituiu o dia 28 de maio como o Dia Internacional da Dignidade Menstrual”, explicou Larissa.

Estados e municípios no Brasil estão se mobilizando para que o absorvente seja incluído nos itens de cesta básica, distribuição gratuita nas escolas e banheiros públicos. Diversos são aqueles que já conseguiram essa inclusão. Em Barra do Piraí, a Câmara de Vereadores já votou a favor deste projeto, que depende agora da sanção do prefeito Mario Esteves para a distribuição nas escolas, incluindo uma cartilha com instruções sobre higiene, intervalo correto de troca, entre outras para uso correto do absorvente.

O grupo possui instagram (@coletivofeministabarrense) e facebook (facebook.com/coletivofeministabp) para mais informações e prestação de contas sobre o projeto. Sobre as doações de absorventes e mais, o Coletivo Feminista Barrense possui alguns pontos de arrecadação e em breve terá um contato via whatsapp para sanar duvidas e passar informações sobre os serviços oferecidos pelo coletivo.

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Pontos de arrecadação: Gabinete da advogada e vereadora Katia Miki na Câmara Municipal; Escritório de advocacia da Katia Miki no distrito de Ipiabas; Igreja São Benedito, no Centro; Escritório da OAB no bairro Matadouro; Construssera Material de Construção em Ipiabas; Studio de Tatoo da Lívia, no bairro Vargem Grande; Studio de Yoga da Tati, no Centro; Salão da Dalva no Centro; Residência da integrante do projeto Thalita, no distrito da Califórnia; e Confeitaria Adriana Bolos, no bairro Oficina Velha.

Nesta terça-feira, 18, o sinal da Rádio Barra do Piraí AM, através da frequência 1470 Khz, voltou ao ar após quase dois meses de um incessante trabalho de reconstrução da torre de transmissão que foi completamente destruída pelo fenômeno climático chamado microexplosão, que devastou casas e deixou pessoas desalojadas em Barra do Piraí, no dia 30 de março deste ano.

Desde então, a equipe técnica do Grupo RBP de Comunicação, liderada pelo técnico José Roberto Silva e o gerente Mauro “Morcegão” Mayrink, trabalhou diariamente para a reconstrução dos 51 metros de torre, desde sua base até o acabamento final. “Foi um trabalho duro, investimento para a total reconstrução da torre, com alguns imprevistos e paralizações por conta do mau tempo em alguns dias, mas conseguimos finalizar o reparo. Estamos de volta”, disse Wandré Nery, representante da parte diretiva e proprietária do Grupo RBP de Comunicação.

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Início do trabalho, após a destruição da torre por conta da microexplosão climática em Barra do Piraí (31 de março)

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Momentos finais do reparo: Júnior e Zé Roberto realizando o acabamento final

Nesta terça-feira, 11, a Câmara Municipal de Barra do Piraí aprovou o projeto do executivo municipal do Plano de Cargos e Salários dos servidores, com um resultado de oito votos a três: os vereadores Luiz Roberto Tostão (DEM), Luiz Carlos Paulista (Patriota), Beto Jabá (Patriota), Jair Ferreira Paulista (DEM), Thiago Soares (Republicanos), Juliano da Padaria (Republicanos), Pastor Brum (DEM) e Elves Costa (Cidadania) foram a favor do projeto; e Kátia Miki (Cidadania), Pedrinho ADL (Republicanos) e Rozeli Enfermeira (Patriota) foram contra.

Segundo consta no texto do projeto, o plano inclui o enquadramento financeiro e uma projeção mostra que, em 20 anos, o funcionalismo terá 14º, 15º e 16º salários, com escalonamento do salário. A expectativa é de que, no período de 20 anos, o valor do pagamento chegue a dobrar, o que não acontece atualmente – funcionários que entraram há 30 anos na prefeitura recebem, hoje, o mesmo que na época, sem nenhum tipo de abono.

Prefeito crê em projeto “viável e efetivo”, dentro da realidade barrense

O prefeito de Barra do Piraí, Mario Esteves (Republicanos), destacou a preocupação de construir um Plano de Cargos que fosse viável e efetivo, do ponto de vista da atual conjuntura econômica do município. “De que adiantaria nós elaborarmos um plano cheio de ideias mirabolantes e metas maravilhosas, mas que nunca teriam condições de sair do papel? Foi o que fizeram no passado, apenas para ganhar a simpatia dos servidores. Nós, ao contrário, queremos deixar um legado para a categoria, com direitos e benefícios sólidos, que nunca foram destinados aos servidores. Este Plano é o Plano possível, dentro da realidade da Prefeitura de Barra do Piraí”, afirmou o prefeito.

Mario ressaltou também que “quer recuperar o tempo perdido”, após tantos anos sem um plano funcionando efetivamente no município. “Se já tivessem feito, lá atrás, o que nós fizemos, com o apoio da maioria dos vereadores, hoje, essa série de benefícios já seria uma realidade”, finalizou Mario Esteves.

Em uma participação no programa Fatos RBP, da Rádio Barra do Piraí, o prefeito negou que não tenha se reunido com servidores para definir diretrizes desse projeto, porém, confirmou que ele é de autoria do ex-prefeito José Luiz Anchite e que foi adequado à realidade de 2021, dentro do orçamento que a prefeitura possa cumprir com o combinado. Ele reconhece que não é “o projeto dos sonhos”, porém é o “mais completo” para a atual realidade de Barra do Piraí.

Parte dos servidores acredita em “projeto ultrapassado” e reclama da não participação em uma atualização

A reportagem do Grupo RBP de Comunicação conversou com alguns servidores municipais, que preferiram não se identificar, sobre a efetividade do PCCS aprovado na Câmara de Vereadores de Barra do Piraí. Para eles, se trata de um “plano ultrapassado”, formulado há pelo menos 15 anos, que não atende a necessidade dos dias atuais. “Não fomos ouvidos em uma possível reformulação. É um projeto que em vários pontos hoje é mais maléfico do que benéfico ao funcionalismo público. Ficamos decepcionados com sua aprovação”, disseram os servidores ouvidos.

Vale ressaltar que o atual Plano de Cargos e Salários, votado nesta terça-feira, foi elaborado por uma empresa contratada pelo ex-prefeito José Luiz Anchite, que ocupou o cargo em dois mandatos entre 2004 e 2012. Na época, a categoria teve ampla participação na discussão do projeto, que acabou, porém, sendo engavetado, por não estar dentro da realidade do município. O atual prefeito resgatou o projeto e, segundo o próprio, adequou-o à conjuntura econômica atual da prefeitura. A categoria dos professores municipais já havia se manifestado publicamente contra o projeto, ainda no ano passado, quando o prefeito voltou a colocá-lo em pauta para aprovação na Câmara.

Vereadora Kátia Miki critica pontos do PCCS

Ouvimos também a vereadora Kátia Miki (Cidadania), que está entre os três vereadores que votaram contra o plano, juntamente com Pedrinho ADL (Republicanos) e Rozeli Enfermeira (Patriota). De acordo com a vereadora, ela foi contra por “muitas razões”, elencadas através de uma nota oficial enviada a nossa reportagem. Abaixo, segue a nota na íntegra:

“Fui contra o plano por muitas razões. Primeiro porque ele não foi discutido com a categoria. Foi criado de forma bem genérica, a propósito, por um agente externo contratado e pago com verba pública municipal.

Segundo porque ele traz em si condicionantes extremamente injustas para a progressão, como o servidor não poder tirar licença para tratar de doença em membro de sua família, ou tirar licença médica para tratar da própria saúde por mais de 90 dias, entre outras.

Além disso, o Plano possui um artigo (o artigo 12) que autoriza o prefeito, a decidir, sob sua convivência e oportunidade, se pagará ou não a progressão do servidor.

Em outras palavras, o servidor se esforça, dá tudo de si em prol do serviço público, é aprovado na avaliação de desempenho e habilitado à progressão, para, chegado o momento do pagamento, o gestor ter o poder simplesmente de falar que não paga. Sem precisar dar nenhuma justificativa. O que era pra ser direito, vira um favor. Isso é um atentado aos princípios constitucionais que regem o serviço público. Uma aberração que deveria constranger só de ser pensada.

Um outro ponto importante, foi o prejuízo de incluir a categoria dos professores, que já tem Estatuto próprio mais benéfico e mais específico, ao plano geral. Não tenho medo de errar em dizer: Só viveremos em uma sociedade melhor quando priorizarmos a educação. Valorizar os professores é o primeiro passo para o futuro que queremos. Quando o recurso é pouco, precisamos escolher o que é prioritário. E friso que não é algo irreal, é possível fazer. Pra mim, a educação e os professores sempre serão prioridade.

O funcionalismo público é máquina que movimenta os serviços essenciais à população, mas uma máquina composta por pessoas, seres humanos que precisam ser valorizados de verdade, e não serem tratados de forma generalizada como uma “classe que não gosta de trabalhar”. E foi embasado nessa falsa percepção que o plano de cargos e salários aprovado é mais uma punição do que um benefício para essa categoria já há muito tempo desvalorizada”. Nota da vereadora Kátia Miki, que ressaltou também que juntamente com os vereadores que foram contra o projeto tentaram aprovar emendas com mudanças no plano, que não foram aprovadas na casa legislativa.

Sindicato dos Servidores Municipais publica nota oficial se posicionando contra o plano aprovado

Por fim, abaixo uma nota publicada, assinada pelo Sindicato dos Servidores Municipais de Barra do Piraí, e enviada nesta terça-feira para a Câmara de Vereadores, com cópia para todos os vereadores presentes, também se posicionando contra a aprovação do atual projeto e externando os motivos:

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Rua Ana Nery, 120 - 9º andar
Centro, Barra do Piraí - RJ
CEP 27123-150
Tel.: (24) 2443-1470 (AM)
(24) 2443-1098 (FM)

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