Quinta, 22 Abril 2021
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A polícia russa deteve pelo menos 1.784 pessoas nas manifestações de apoio ao líder da oposição, Alexei Navalny, nessa quarta-feira (20), em vários pontos do país, informaram hoje (21) organizações não governamentais. A informação é da Agência Brasil.

Milhares de manifestantes saíram ontem às ruas para pedir a libertação de Navalny, que se encontra em greve de fome há mais de três semanas.

O estado de saúde dele é considerado grave, em virtude da greve de fome, e preocupa os seus apoiadores.

De acordo com dados divulgados hoje pela organização OVD-Info, cerca de 850 pessoas foram detidas em São Petersburgo, a segunda cidade da Rússia, onde houve atos de violência policial contra os manifestantes. Segundo a mesma fonte, 84 manifestantes passaram a noite nos presídios de São Petersburgo.

Em Moscou, as concentrações de apoio a Navalny localizaram-se perto do Kremlin e do edifício dos serviços de segurança e informações (FSB). Não foram registrados incidentes, mas 30 pessoas foram detidas nesses locais.

Houve detenções em 95 cidades da Rússia, principalmente em Oufa (119 detidos), Kazan (68) e Barnaoul (58).

Os apoiadores do líder oposicionista apelaram aos protestos em mais de uma centena de cidades, na quarta-feira, dia marcado pelo discurso anual do presidente russo, Vladimir Putin.

Diversos ativistas foram detidos antes do início dos protestos e outros enquanto decorriam os desfiles, tendo ainda sido relatadas buscas em locais com ligação à organização do opositor.

Manifestações anteriores, após a detenção de Navalny em janeiro, levaram a mais de 11 mil detenções e a pelo menos sete penas pesadas de prisão por acusações de "violências" contra a polícia.

Alexei Navalny, o principal oponente do presidente russo, Vladimir Putin, foi preso em janeiro ao voltar da Alemanha, onde passou cinco meses se recuperando de um envenenamento com um agente neurotóxico, que foi atribuído ao Kremlin, acusações que as autoridades russas rejeitaram.

Foi sancionada pelo governador em exercício Cláudio Castro a lei que estabelece que agressores deverão ser monitorados eletronicamente em todo o estado. A medida foi publicada no Diário Oficial desta segunda-feira (19/04) e prevê, ainda, que a vigilância deve ser durante o período em que durar a medida protetiva ou cautelar.

"Só uma mulher sabe quão doloroso é passar por uma situação de violência doméstica. Mecanismos como esta lei ajudam a coibir que os agressores sigam praticando os atos contra suas esposas, companheiras ou namoradas. O Estado tem atuado com rigor nesta questão, seja com as forças das polícias Militar e Civil, por meio da Patrulha Maria da Penha e das Delegacias de Atendimento Especializado, quanto no fortalecimento da rede de proteção e acolhimento a essas vítimas", afirmou o governador.

De acordo com a lei, o monitoramento deverá ser feito com tornozeleiras, braceletes ou chips, de acordo com a disponibilidade dos órgãos de segurança pública do Governo do Estado. O texto também estabelece que o juiz que determinar o monitoramento poderá levar em consideração o grau de periculosidade do ofensor, os antecedentes criminais e a reincidência em violência doméstica.

"A lei representa um importante reforço para toda a rede de proteção à mulher do estado, trazendo mais segurança, sobretudo, para as vítimas dos casos mais graves ou em maior grau de risco. O uso de tecnologias de monitoramento eletrônico de autores de violência doméstica tende a fortalecer a efetividade das medidas protetivas de urgência deferidas pela Justiça. Nesse sentido, a iniciativa vem contribuir, e muito, para o trabalho da Patrulha Maria da Penha/Guardiões da Vida", destacou a tenente-coronel PM Cláudia Moraes, coordenadora do programa Patrulha Maria da Penha.

Outras ações de enfrentamento à violência contra a mulher

Na última sexta-feira (16/04), mais duas importantes leis sancionadas reforçaram as ações de enfrentamento à violência contra a mulher no estado: a ampliação do programa Patrulha Maria da Penha e a autorização para que o Executivo assegure o pagamento integral da remuneração recebida por servidoras públicas estaduais, vítimas de violência doméstica e familiar, beneficiadas pelas medidas protetivas e assistenciais.

Lançado em agosto de 2019 para atuar na prevenção à violência doméstica com 43 equipes especializadas lotadas em batalhões e três UPPs da PM, o Patrulha Maria da Penha atendeu 20.536 mulheres entre agosto de 2019 a março deste ano. Desse total, 15.894 possuíam medida protetiva expedida pela Justiça e foram inseridas no programa. Por isso, passaram a receber acompanhamento regular de fiscalização.

As outras 4.642 mulheres atendidas não possuíam medida protetiva na ocasião, mas foram socorridas em caráter de urgência pelas equipes da Maria da Penha, em apoio a policiais militares acionados pelo Serviço 190, por populares ou pelas próprias vítimas em contato com os batalhões. Do início do programa até o momento foram realizadas 286 prisões de autores de violência doméstica e familiar, maior parte motivada pelo crime de descumprimento de medida protetiva.

A ampliação do programa, que já atua em todo o Rio de Janeiro, buscará um aumento para a disponibilidade de efetivo das unidades operacionais da PM. Em média, 30% dos acionamentos de emergência de viaturas da PM são para atender ocorrências de violência doméstica, na maioria dos casos tendo a mulher como vítima.

Servidoras estaduais beneficiadas

O Governo do Estado está autorizado a assegurar o pagamento integral da remuneração recebida por servidoras públicas estaduais, vítimas de violência doméstica e familiar, beneficiadas pelas medidas protetivas e assistenciais previstas na Lei Maria da Penha. É o que diz a Lei 9242/2021, que afirma, ainda, que a medida é destinada a todas as mulheres, integrantes dos quadros de servidores permanentes ou comissionados dos órgãos da administração direta e indireta do Estado do Rio de Janeiro. O afastamento remunerado deverá ser feito por meio de requerimento, além de incluir a cópia da decisão judicial que concedeu a medida protetiva, laudo médico e demais documentos que justifiquem o pedido.

Nesta quinta-feira, 15, dois homens, de 20 e 21 anos foram presos suspeitos de tráfico de drogas na rua Ari Parreiras, no bairro Ponte Vermelha. As informações são da Polícia Militar.

Após denúncias, os agentes militares chegaram ao local indicado e viram um dos jovens se desfazendo de uma sacola com entorpecentes. Ele acabou confessando que estava com a droga, e que o outro suspeito estaria do outro lado da rua.

O segundo suspeito, conforme a PM, ainda resistiu a prisão, mas foi imobilizado e algemado, sendo assim indiciado, também, por resistência a prisão. Na ação, foram apreendidos 168 pinos de cocaína, e a dupla vai responder por tráfico de drogas.

Na tarde desta quarta-feira, 14, o suspeito de matar a amiga da ex-companheira foi preso em Vassouras. O caso aconteceu entre a noite de segunda, 12, e a madrugada de terça-feira, 13, e o homem, de 28 anos, foi localizado na casa de parentes no bairro Demétrio Ribeiro, após denúncias. Segundo informações da Polícia Militar, ele acusaria a vítima, uma jovem de 24 anos, de ser a responsável pelo término de seu relacionamento. 

Relembre o caso

Na noite de segunda-feira, uma mulher de 24 anos teria sido chamada em casa, no bairro Grecco, e ordenada a entrar em um carro de aplicativo, onde estariam o suposto algoz e a ex-esposa deste. A vítima teria sido morta dentro do veículo, no trajeto da BR-121, e, o corpo, deixado nas proximidades de localidade conhecida como Morro da Vaca. Em seguida, o suspeito teria mandado o motorista do automóvel deixá-lo no bairro Belvedere, em Barra do Piraí. A ex-mulher e o motorista foram localizados na madrugada de terça-feira, em abordagem de PMs na BR-393. Eles foram levados à delegacia de Vassouras, bem como o suspeito do crime.

 

 

 

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