Segunda, 25 Mai 2020
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Mais de R$ 1,5 milhão é apreendido durante etapa da Lava Jato em Valença

Luiz Roberto Martins foi preso durante a ação e é considerado o comandante de um esquema de superfaturamento de compra de refeições para UPAs na capital e na Baixada Fluminense (Foto: Divulgação PF)

A Polícia Federal apreendeu mais de R$ 1,5 milhão nesta quinta-feira (14) em uma nova etapa da Lava Jato, em Valença, no Sul do RJ. Luiz Roberto Martins foi preso em flagrante por posse ilegal de arma de fogo. As informações são do portal G1.

Segundo o Ministério Público do Rio de Janeiro, já havia um mandado de prisão contra ele. Luiz é considerado o comandante de um esquema de superfaturamento de compra de refeições para Unidades de Pronto Atendimento (UPA) na cidade do Rio e em municípios da Baixada Fluminense.

A ‘Operação Favorito’ tem o objetivo cumprir mandados de prisão e de busca e apreensão contra uma organização criminosa que é acusada de desviar R$ 3,95 milhões dos recursos públicos da saúde.

Os mandados, incluindo 42 de busca e apreensão, foram expedidos pelo juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal do RJ, "em razão dos indícios da prática dos crimes de lavagem de capital, organização criminosa, corrupção, peculato e evasão de divisas".

A Lava Jato já prendeu:

Paulo Melo, ex-deputado estadual e ex-presidente da Assembleia Legislativa do RJ, que já tinha sido preso pela força-tarefa;

Mário Peixoto, ex-sócio de Paulo Melo e dono de empresas fornecedoras para o governo do RJ e para o governo federal;

Leandro Braga de Sousa, apontado como operador financeiro do esquema;

Alessandro Duarte, também suspeito de ser operador de Peixoto;

Carla dos Santos Braga, que já tinha sido presa pela Lava Jato numa investigação de desvio de dinheiro de lanches para detentos;

Lisle Rachel de Monroe Carvalho, que já foi secretária de Saúde de Teresópolis;

O principal alvo da operação era o empresário Mário Peixoto. Ele foi preso em Angra dos Reis, na Costa Verde.

Mário Peixoto é dono de empresas que fornecem mão de obra terceirizada para os governos estadual — desde a gestão de Sérgio Cabral — e federal.

Na gestão de Wilson Witzel, fornece serviço de limpeza e motoristas para diferentes secretarias.

No governo federal, a empresa dele tem maqueiros e ascensoristas que atuam no Hospital Geral de Bonsucesso.

A Lava Jato resolveu deflagrar a operação, mesmo durante a pandemia, porque descobriu indícios de que a organização criminosa estava trocando informações sobre o contrato para gestão dos hospitais de campanha sob gestão do governo do RJ.

Os hospitais investigados são: o do Maracanã, de São Gonçalo, Duque de Caxias, Nova Iguaçu, Campos e Casimiro de Abreu.

O contrato foi vencido pela organização social Iabas. Os investigadores não descobriram ligação direta entre o Iabas e Mário Peixoto, mas operadores do empresário foram flagrados trocando e-mails com tabelas de custo detalhadas sobre o funcionamento dos hospitais.

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