Domingo, 12 Julho 2020
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A polícia de Hong Kong disparou balas de pimenta e fez 300 prisões, enquanto milhares de pessoas tomavam as ruas nesta quarta-feira (27) para expressar revolta contra a legislação de segurança nacional proposta pela China, que provocou um alerta internacional a respeito das liberdades da cidade. A informação é da Agência Brasil.

O batalhão de choque disparou spray de pimenta para dispersar a multidão no coração do distrito financeiro. Em outros locais, a polícia deteve dezenas de supostos manifestantes, obrigando-os a se sentar nas calçadas antes de revistar seus pertences.

A forte presença policial nos arredores do Conselho Legislativo desencorajou manifestantes que planejavam interromper o debate de um projeto de lei, que busca criminalizar o desrespeito ao hino nacional chinês.

Revoltadas com as ameaças aparentes às liberdades da cidade semiautônoma, pessoas de todas as idades foram às ruas, algumas vestidas de preto, algumas com roupas de escritório ou uniformes escolares e outras escondendo o rosto por baixo de guarda-chuvas abertos – cena que lembrou os tumultos que abalaram Hong Kong no ano passado.

"Embora estejam com medo no coração, vocês precisam se posicionar", disse Chang, uma atendente e manifestante de 29 anos vestida de preto e com um respirador de capacete e óculos de proteção na mochila.

Muitas lojas, bancos e escritórios fecharam mais cedo.

Os protestos mais recentes vêm na esteira de uma legislação de segurança nacional proposta pela China, que pretende combater a separação, a subversão e o terrorismo em Hong Kong, termos que autoridades tanto de Hong Kong quanto de Pequim vêm usando cada vez mais em relação aos protestos pró-democracia.

As leis em tramitação poderiam levar agências de inteligência chinesas a montarem bases em Hong Kong.

A proposta, revelada em Pequim na semana passada, desencadeou a primeira grande rebelião nas ruas do território em meses, quando a polícia usou gás lacrimogêneo e canhões de água para dispersar manifestantes.

Estados Unidos (EUA), Reino Unido, União Europeia e outros expressaram preocupação com a legislação, vista amplamente como um possível divisor de águas para a cidade mais livre da China e um dos maiores polos financeiros do planeta.

Autoridades chinesas e o governo de Hong Kong, apoiado por Pequim, dizem que o alto grau de autonomia da cidade não está ameaçado e que a nova lei de segurança terá foco específico.

O Conselho Empresarial EUA-China pediu a "todos os líderes que adotem as medidas necessárias para apaziguar as tensões e preservar o princípio - um país, dois sistemas".

As ações asiáticas caíram por causa da tensão crescente entre os EUA e a China. A bolsa de Hong Kong liderou as quedas, com recuo de 0,46%.

O governador Wilson Witzel determinou na sexta-feira, 22, às polícias Civil e Militar que ampliem a interlocução com os líderes comunitários das comunidades cariocas para evitar a realização de operações de busca e apreensão ou ações de inteligência nos momentos em que houver grupos promovendo ações sociais e serviços humanitários nesses locais. A orientação foi transmitida durante reunião por videoconferência com a deputada estadual Mônica Francisco (PSOL) e com representantes de organizações de direitos humanos e ativistas sociais.

Também participaram da reunião o secretário da Polícia Militar, coronel Rogério Figueredo, o secretário da Polícia Civil, Marcus Vinícius Braga, a secretária de Vitimização e Amparo à Pessoa com Deficiência, Priscilla Azevedo, o deputado Márcio Pacheco (PSC), a representante da Anistia Internacional do Brasil, Jurema Werneck, e o representante do grupo Os Arteiros da Cidade de Deus, Rodrigo Felha.

"Acho que podemos realizar essa integração para que a gente possa criar maior comunicação e evitar que, no momento de uma necessidade de operação de busca e apreensão ou ação de inteligência das polícias, haja pessoas prestando serviços humanitários nestes locais", disse o governador, em referência ao tiroteio ocorrido na quarta-feira, na Cidade de Deus, entre policiais militares e traficantes durante a distribuição de cestas básicas, que resultou na morte de um rapaz de 18 anos.

O coronel Figueredo informou já ter reforçado a orientação aos comandantes de batalhões para que acompanhem as ações sociais nas comunidades, especialmente neste momento de pandemia, e que as operações sejam realizadas obedecendo aos critérios de conveniência e oportunidade.

Witzel disse achar essa integração com os batalhões fundamental, e destacou que o estado também tem trabalhado para ajudar os que têm fome neste período crítico de disseminação da covid-19 por meio do Mutirão Humanitário, coordenado pelo vice-governador Cláudio Castro. Para ele, esse trabalho pode e deve ser feito em parceria com os líderes das comunidades. "Vamos distribuir ainda cerca de 800 mil cestas básicas", frisou.

O governador falou ainda sobre a reestruturação das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) e sobre programas e projetos sociais já encaminhados pelo Governo do Estado.

"Estamos reformulando o conceito das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) e, a partir da experiência da Unidade de Polícia Presente de Angra dos Reis, vamos encaminhar programas sociais como, por exemplo, de renda mínima e outro que dê oportunidades aos jovens que hoje estão no tráfico de drogas. Infelizmente, fomos dragados economicamente pela pandemia e tivemos que adiar algumas iniciativas", disse Witzel.

O secretário da Polícia Militar, Rogerio Figueredo, se prontificou a ser um facilitador de ações sociais, e citou como exemplo de integração o trabalho da UPP da Rocinha.

"É preciso que chegue segurança, saúde e assistência social nas comunidades. Cito o exemplo de policiamento ostensivo na Rocinha. Ela saiu dos noticiários porque refizemos o nosso planejamento. A polícia precisa ser uma facilitadora de ações sociais. É com essa ação positiva que temos que chegar", defendeu ele.

Uma nova reunião será marcada para daqui a 15 dias para a manutenção de diálogo com as entidades sobre questões de segurança pública e as demandas das populações das comunidades. "A minha gestão é de diálogo e de União. As nossas divergências ficam sempre no âmbito do debate de forma respeitosa. Fica registrada aqui a minha abertura ao diálogo e que estejamos aqui governando juntos para avançarmos até o final deste mandato", finalizou Witzel.

A deputada Mônica Francisco (PSOL) disse ter considerado a reunião muito importante. "O senhor tem a responsabilidade de mudar a história do estado do Rio de janeiro. Precisamos de coragem para falar sobre o que acontece dentro das favelas. E que ampliemos cada vez mais o diálogo", disse.

Maikon William de Matos Souza, de 27 anos, foi morto a tiros na Rua Sebastiana da Silva. Nenhum suspeito foi preso até o momento (Foto: Reprodução)

No começo da manhã deste domingo (24), Maikon William de Matos Souza, de 27 anos, foi assassinado a tiros no bairro Areal, em Barra do Piraí. O crime aconteceu na Rua Sebastiana da Silva e nenhum suspeito foi preso ainda.

De acordo com informações da Polícia Militar, quando os agentes do 10º Batalhão chegaram ao local, a vítima já tinha sido alvejada. Os policiais tentaram realizar procedimentos para buscar possíveis suspeitos, isolando a área e ouvindo populares, mas ninguém foi preso.

O autor e a motivação do crime serão investigados pela 88ª Delegacia de Polícia Civil de Barra do Piraí, que disponibiliza o telefone 190 para quem tiver mais informações. Sua identidade será preservada.

O policial Eduardo Aggio de Sá é o novo diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF). Aggio ingressou na PRF em 2005 e, atualmente, era assessor especial da Secretaria-Geral da Presidência da República. Ele substitui Adriano Marcos Furtado que estava no cargo desde fevereiro de 2019. A informação é da Agência Brasil.

Formado em direito pela Universidade do Distrito Federal, Aggio tem formação em Política e Estratégia e Direito Internacional de Conflitos Armados pela Escola Superior de Guerra. Na PRF, foi diretor-geral substituto, chefe de gabinete, além de coordenador de Gestão Estratégica e do Escritório de Projetos Estratégicos e chefe do Núcleo de Inteligência. Foi diretor de Políticas de Segurança Pública no Ministério da Segurança Pública e também assessor especial da Secretaria de Governo da Presidência da República.

O governo federal também trocou o comando do Departamento Penitenciário Nacional do Ministério da Justiça e Segurança Pública (Depen). A delegada da Polícia Federal (PF) Tânia Maria Matos Ferreira Fogaça assume a diretoria-geral no lugar de Fabiano Bordignon, que estava no cargo desde janeiro de 2019.

Graduada em direito pelo Centro Universitário FIEO e pós-graduada em direito constitucional pela Universidade do Sul de Santa Catarina – Unisul. Ingressou na PF em 2003 e exercia as funções de superintendente regional da PF do Rio Grande do Norte e de professora de cursos de formação e aperfeiçoamento profissional da Academia Nacional de Polícia. Foi coordenadora operacional do Centro de Cooperação Policial Internacional da World Cup FIFA 2014 e integrou o grupo de trabalho que idealizou o Inquérito Policial Eletrônico da Polícia Federal (ePol).

As portarias com as exonerações e nomeações foram publicadas hoje (22) no Diário Oficial da União.

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