Quarta, 24 Abril 2019
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A Polícia Civil de Brasília, a pedido do Ministério Público Distrito Federal, esteve hoje pela manhã (09), mais uma vez, na residência do empresário Ronald de Carvalho, na Rua Gabriel Villela Sobrinho, no Centro de Barra do Piraí. Ele está sendo investigado por conta de contratos suspeitos com o governo estadual durante o mandato do ex-governador Sérgio Cabral, que está preso em Bangu.

O empresário, dono da Metalúrgica Barra do Piraí, é citado nas irregularidades para fornecimento de contêineres destinados a construção de UPP (Unidade Policial Pacificadora) e UPA (Unidade de Pronto Atendimento). A ideia seria usá-los para abrigar as unidades, já que, segundo as explicações iniciais, tornaria a construção mais rápida e mais barata. As unidades ganharam o apelido de “UPAs de lata”.

O ex-secretário de Saúde do Rio, Sérgio Côrtes, citou Ronald num depoimento ao juiz Marcelo Brêtas, responsável por diversos processos da Operação Lava-Jato no Estado do Rio e quem condenou à prisão o ex-governador Sérgio Cabral.

De acordo com Côrtes, o empresário teria conhecido Pezão em Piraí, cidade da qual o peemedebista foi prefeito; Côrtes afirma que Ronald foi uma indicação do então vice-governador para o fornecimento do material. Para isso, a licitação foi direcionada no início do primeiro mandato de Cabral. Até então, o empresário não tinha contratos com o poder público.

A equipe de reportagem do Grupo RBP de Comunicação tentou contato com o próprio empresário e seus advogados, porém ainda não obteve retorno. Ainda não existe confirmação se o mandado era de busca e apreensão ou prisão. Ronald não foi encontrado em sua residência. Em breve, mais detalhes nessa matéria.

Atualização 11h – 09 de abril de 2019 

Nossa equipe de reportagem entrou em contato com o Dr. Murilo Batista, advogado de Ronald e de suas empresas. Dr. Murilo confirmou que a Polícia Federal esteve nessa manhã na residência e nas empresas Metalúrgica Barra do Piraí e Valença para cumprir mandados de busca e apreensão. Segundo ele, não há nenhum mandado de prisão em aberto contra Ronald, ao contrário do que chegou a ser cogitado mais cedo em alguns veículos de comunicação.

Atualização 15h – 09 de abril de 2019 

O empresário Ronald de Carvalho se apresentará agora à tarde à justiça estadual de Brasília. Corrigindo uma informação anterior: a Polícia Civil de Brasília, e não a Polícia Federal, esteve na casa e nas empresas de Ronald nessa manhã, a pedido do Ministério Público do Distrito Federal, cumprindo mandados de busca e apreensão. Nossa equipe de reportagem está tentando confirmar uma informação de que há um mandado de prisão preventiva ou provisória contra o empresário, porém ainda não tivemos respostas de seus advogados.

Atualização 17h – 09 de abril de 2019

Segundo o site do Ministério Público do Distrito Federal, contra Ronald de Carvalho há mandados de busca e apreensão e de prisão em aberto. As medidas judiciais foram deferidas pelo Juízo da 1ª Vara Criminal de Brasília e resultaram na deflagração da Operação Contêiner, com o cumprimento de 53 mandados no Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Goiás, Minas Gerais e no Distrito Federal. A ação, do MPDFT, decorre da investigação de suposto cartel em licitações públicas que ocorreram entre 2009 e 2013 para a entrega de materiais e estruturação de módulos de unidades de pronto atendimento (UPA).

Atualização 17h10 – 09 de abril de 2019

Fizemos contato agora com o Dr. Murilo Batista, advogado do empresário Ronald de Carvalho, que se apresentará agora à tarde à justiça estadual de Brasília. Dr. Murilo acabou de nos enviar uma nota oficial redigida pelo jurídico da Metalúrgica Barra do Piraí, com a versão dos fatos de acordo com a defesa de Ronald de Carvalho. Veja abaixo a nota na íntegra:

nota

Foto: Ronald de Carvalho prestou serviços para o governo estadual durante o mandato do ex-governador Sérgio Cabral, preso em Bangu (Reprodução: O Globo)

Na última sexta-feira (05), dois foragidos da justiça foram presos nos distritos da Califórnia e Vargem Alegre, em Barra do Piraí. Isa Kelly Capitulina da Silva e Isaias Teixeira da Silva tinham mandados de prisão por tráfico de drogas e crime de ameaça, respectivamente.

Em uma ação de inteligência, a Polícia Militar conseguiu encontrar Isa Kelly em um comércio, na RJ-141, em Vargem Alegre. Ela tinha um mandado de prisão expedido pela Justiça de Teresópolis/RJ. Na Califórnia, Isaías, condenado pela Comarca de Volta Redonda, foi detido na Rua Dez, durante a noite.

Ambos foram encaminhados para a 88ª Delegacia de Polícia Civil de Barra do Piraí, onde estão a disposição da Justiça.

Ontem pela manhã (04), a Polícia Militar realizou uma operação contra o tráfico de drogas em Vargem Alegre, distrito de Barra do Piraí.

Segundo o boletim de ocorrência, os agentes apreenderam 411 pinos de cocaína, três pinos vazios, dois dichavadores, um cigarro de maconha e R$ 348 reais em espécie. A ação foi realizada em uma residência, na Rua da Conquista, durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão.

Horas após a operação, Rodrigo Alves Farias, de 25 anos, se apresentou na 88ª DP de Barra do Piraí, acompanhado de seu advogado, assumindo ser o dono de todo o material. O suspeito foi preso, autuado pelo crime de tráfico de drogas, e está a disposição da Justiça.

Foto: Divulgação PM

A Polícia Militar realizou uma grande operação contra o tráfico de drogas em quatro cidades de nossa região sul-fluminense. Foram presos 19 suspeitos e dois menores apreendidos em Barra do Piraí, Volta Redonda, Resende e Barra Mansa.

Em Barra do Piraí, a Polícia Civil ainda não divulgou o resultado da operação na cidade. Em Volta Redonda, cinco pessoas foram presas, 86 cápsulas de cocaína, 21 tabletes de maconha e R$ 126 em espécie foram apreendidos. Em Barra Mansa, mais seis pessoas foram presas e 238 sacolés de cocaína apreendidos. Em Resende, sete pessoas foram presas em flagrante, além de outra com mandado de prisão por porte ilegal de arma. Foram apreendidas, 185 cápsulas de cocaína, 42 tabletes de maconha, R$ 256 em dinheiro e dois celulares.

Todos os suspeitos e materiais apreendidos foram encaminhados para a Delegacia de Volta Redonda.

Foto: Divulgação

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