Quarta, 30 Setembro 2020
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Policiais federais de Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro deflagraram, na manhã de hoje (11), a Operação Status com o objetivo de combater a lavagem de dinheiro do tráfico de drogas. Na ação estão sendo sequestrados mais de R$ 230 milhões em patrimônio do tráfico de drogas no Brasil e no Paraguai. A informação é da Agência Brasil.

O esquema criminoso investigado tinha como ponto principal a lavagem de dinheiro do tráfico de cocaína, por meio de empresas de “laranjas” e empresas de fachada, dentre as quais havia construtoras, administradoras de imóveis, lojas de veículos de luxo, dentre outras. A estrutura, especializada na lavagem de grandes volumes de valores ilícitos, também contava com uma rede de doleiros sediados no Paraguai, com operadores em cidades brasileiras como Curitiba, Londrina, São Paulo e Rio de Janeiro.

Apreensões

No Brasil são 42 imóveis, duas fazendas e estão sendo apreendidos 75 veículos, embarcações e aeronaves, cujos valores somados atingem R$ 80 milhões em patrimônio adquirido pelos líderes da Organização Criminosa. Além das ordens de sequestro, os policiais federais cumprem ainda na operação oito mandados de prisão preventiva e 42 mandados de busca e apreensão, todos expedidas pela 5ª Vara Federal em Campo Grande/MS.

A Operação Status é uma cooperação internacional entre a Polícia Federal e a Secretaria Nacional Antidrogas paraguaia. Segundo a PF, no Paraguai, estão sendo sequestrados 10 imóveis, no valor aproximado de R$ 150 milhões. Também estão sendo cumpridos no país vizinho quatro mandados de prisão preventiva e busca e apreensão, em 12 locais nas cidades de Assunção e Pedro Juan Caballero.

Ostentação

A operação foi batizada de “Status” em alusão à ostentação de alto padrão de vida mantida pelos líderes da organização criminosa, com participações em eventos de arrancadas com veículos esportivos de alto valor, contratação de artistas famosos para eventos pessoais e residências de luxo.

O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) e a Polícia Civil cumprem hoje (11) 12 mandados de prisão e 19 de busca e apreensão contra acusados de integrar uma organização criminosa especializada em roubo de cargas no estado. O grupo seria responsável por roubos de cargas transportadas por caminhões, na região serrana e na Baixada Fluminense. A informação é da Agência Brasil.

Até as 7h, nove mandados de prisão preventiva tinham sido cumpridos. As investigações começaram em março, depois do roubo de uma carga de leite na BR-040, em um acesso ao distrito de Itaipava, em Petrópolis, na região serrana.

A partir daí, a Delegacia de Itaipava (106ª DP) descobriu que a quadrilha praticou pelo menos 13 roubos à mão armada, no período entre julho de 2019 e agosto deste ano, que causaram o prejuízo total de R$ 2,05 milhões para os proprietários.

De acordo com o MPRJ, a organização criminosa tinha quatro núcleos: um setor responsável por executar os roubos, outro por fornecer os veículos para os atos criminosos, um para dar destinação aos caminhões e outro responsável pela guarda e destinação da carga roubada.

Em Barra do Piraí, um líder de uma facção, juntamente com sua mulher, foi preso após sair de um motel (Foto: Polícia Civil)

Na manhã desta quinta-feira (10), uma operação comandada pela Polícia Civil de Barra Mansa cumpriu mandados de prisão e de busca e apreensão em vários municípios da região, incluindo Barra do Piraí. Os alvos foram suspeitos de envolvimento com facções criminosas que atuam no tráfico de drogas e lavagem de dinheiro. As informações são do portal G1.

Segundo a Polícia Civil, 18 pessoas foram presas. Foram 15 mandados de prisão cumpridos e outras três pessoas presas em flagrante por estarem portando armas de fogo, drogas, material de endolação e valores em espécie arrecadados com o tráfico de drogas.

Ainda de acordo com a Polícia Civil, a quadrilha é acusada de atuar em Barra Mansa, Volta Redonda, Resende, Porto Real, Pinheiral, Barra do Piraí, Piraí e Valença, além de manter braços nas demais regiões do estado, incluindo a Costa Verde e a capital.

"É um tráfico armado. É comum o porte ilegal de arma de fogo, da mesma forma como é comum a lavagem de dinheiro. Esse dinheiro é proveniente da venda de drogas. Eles costumam branquear esse dinheiro comprando bens móveis e imóveis, bem como investindo em joias e outros utensílios para tentar evitar a apreensão dos valores", explicou o delegado de Barra Mansa, Ronaldo Aparecido.

A operação contou com o apoio de várias delegacias da região. Ao todo, 60 policiais participaram e 20 viaturas foram usadas na ação.

Além das prisões, também foram apreendidas drogas, armas, valores em dinheiro provenientes do tráfico, rádios de comunicação, aparelhos celulares, câmeras de monitoramento que eram utilizadas por um dos líderes da facção.

"O que chama a atenção é que esse líder, juntamente com a mulher dele, que é irmã de um outro líder da facção, costumava se esconder e pernoitar em um motel, local onde eles foram capturados em Barra do Piraí", disse o delegado.

A operação foi batizada de "Val Hala". O nome escolhido significa "paraíso" para os Vikings. A referência foi feita porque a ação desta quinta-feira é um desdobramento com "Operação Paradise", que prendeu 108 pessoas com envolvimento nos mesmos crimes no ano passado.

Todo o material apreendido foi encaminhado para a perícia. Os presos foram transferidos para a Cadeia Pública de Volta Redonda, localizada no bairro Roma I.

Quem tiver informações que possam ajudar a Polícia Civil a combater a criminalidade em toda a região pode fazer denúncias pelo telefone (24) 3328-4863. O anonimato é garantido.

Segundo levantamento publicado pelo Jornal Extra, em Barra do Piraí o Primeiro Comando da Capital (PCC) comanda o tráfico de drogas no bairro Morro do Gama. Facção cresce em todo o estado, assim como a violência (Foto: Tabela Extra)

O Primeiro Comando da Capital (PCC), a maior facção do tráfico de drogas de São Paulo, formou um cinturão no interior do Estado do Rio, é o que diz um levantamento feito e publicado pelo Jornal Extra com base em processos judiciais, investigações das Polícias Civil e Federal e dados da Secretaria Estadual de Administração Penitenciária, que revelam que o grupo tem bases em dez cidades no estado — espalhadas pela Costa Verde, Região dos Lagos, Sul e Centro-Sul Fluminense. Em pelo menos três dos municípios, o grupo instalou bocas de fumo. Nos outros, mantém uma estrutura logística para venda de drogas a facções parceiras.

Para policiais que investigam o bando, a facção de São Paulo ocupa, no interior do Rio, vácuos de poder deixados pelas quadrilhas do estado. O interesse dos paulistas é tanto estabelecer novas rotas para a capital do Rio e para Minas Gerais quanto abastecer mercados de cidades de porte médio.

Barra do Piraí na rota do PCC

Em Barra do Piraí, o chefe do tráfico foi cooptado pelo grupo paulista dentro da cadeia. Zandonaide dos Santos Rodrigues, o ZD — alvo de uma operação da PF no dia 25 — domina a venda de drogas no Morro do Gama, uma das comunidades mais populosas do município. Até 2017, quando estava solto, ele se dizia integrante da segunda maior facção do Rio. No Complexo de Gericinó — onde cumpre uma pena de mais de 20 anos — ZD foi batizado e virou membro da facção paulista.

A PF descobriu que, hoje, ele é o segundo homem da hierarquia da quadrilha no Rio: segundo a investigação, ele integra o grupo “Geral do Sistema da Sintonia RJ”, responsável pela gestão dos interesses da facção no sistema penitenciário. Entre suas incumbências, estão a procura e batismo de demais integrantes e ajuda a outros membros — cujos parentes estejam passando por dificuldades financeiras, por exemplo.

Da cadeia, ZD segue chefiando o tráfico em sua cidade natal: numa ligação interceptada pela polícia, o traficante determinou que câmeras sejam instaladas na comunidade para monitorar a movimentação da polícia.

Investigação da PF também revelaram que antigas “mulas” da facção, que eram responsáveis por transportar drogas de São Paulo para o Rio, subiram na hierarquia do grupo após serem presas. Como já eram membros da facção, podiam batizar outros integrantes na cadeia. É o caso do paulista Luciano Iatauro, o Da Leste, preso em janeiro de 2018 num ônibus de passageiros em Barra do Piraí.

Na ocasião, um cão da Polícia Rodoviária Federal (PRF) acusou a presença de droga numa bagagem, e o motorista apontou que Iatauro era o dono. Na mala, foram encontrados 44 quilos de maconha.

Ele afirmou que receberia R$ 2 mil da maior facção do tráfico de São Paulo para transportar a mala até a Rodoviária do Rio. Hoje, segundo a PF, Iatauro, preso na Penitenciaria Industrial Esmeraldino Bandeira, no Complexo de Gericinó, é o homem forte da facção no Rio.

Ligações telefônicas interceptadas pela PF mostram que ele é responsável por mediar a logística de fornecimento de drogas e armas da facção paulista para a quadrilha parceira do grupo no Rio.

Na região, Três Rios é a cidade mais invadida pela facção

Três Rios, no Centro-Sul Fluminense, é a cidade do estado com maior penetração da facção. A proximidade do município com Minas Gerais facilitou a entrada do grupo criminoso, que também tem braços em Juiz de Fora, 60 quilômetros de distância apenas. Segundo a investigação da PF que culminou na Operação Fluvial, de 2019, mesmo preso em São Paulo, o paulista Marcelo Araujo da Silva, o MM, fornece a droga que é vendida nos bairros da cidade dominados pela facção.

Desde 2018, o pacato município é palco de uma guerra entre o grupo paulista e a maior facção do Rio. Os homicídios em Três Rios explodiram com a disputa: foram 47 em 2019, contra 17 no ano anterior. O episódio mais sangrento da guerra foi uma chacina num bar no bairro Vila Isabel — localidade dominada pelos paulistas — em agosto do ano passado. Na ocasião, quatro homens da facção de São Paulo foram mortos por rivais.

Informações reproduzidas do Jornal Extra

Rua Ana Nery, 120 - 9º andar
Centro, Barra do Piraí - RJ
CEP 27123-150
Tel.: (24) 2443-1470 (AM)
(24) 2443-1098 (FM)

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