Quarta, 30 Setembro 2020
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As secretarias de Polícia Civil e de Polícia Militar ampliaram a integração para combater e reduzir o roubo de carga, principalmente na Região Metropolitana do Rio. Entre as medidas do novo modelo de ação operacional está a criação de grupos de pronta-resposta da Polícia Civil, baseados nas delegacias de áreas de maior incidência do crime, para atuarem com os policiais militares na repressão às quadrilhas. A operação conjunta terá início logo que o roubo for detectado, antes do registro efetivo da ocorrência. O planejamento foi apresentado nesta quarta-feira (02/09), em entrevista coletiva no Centro Integrado de Comando e Controle (CICC), na Cidade Nova.

Para alimentar o banco de dados dos setores de inteligência das duas corporações com informações mais qualitativas e melhorar a performance da área operacional, os registros de ocorrência de roubo de carga passarão a incluir o local onde a carga roubada for retirada dos veículos. Outra medida prevista é a mudança na produção de dados divulgados mensalmente pelo Instituto de Segurança Pública (ISP). A ideia é que sejam divulgadas também informações sobre volume e valor da carga roubada, além do número de ocorrências.

Nos primeiros sete meses do ano, foram registrados 3,1 mil roubos de carga, número 33% menor em relação ao mesmo período de 2019. Segundo o secretário de Polícia Civil, delegado Flávio Brito, mesmo com reduções contínuas e expressivas nos últimos meses, os índices de roubos de carga ainda impactam na segurança e na economia fluminense.

  • Quando um cidadão compra uma mercadoria com preço abaixo do praticado no mercado, ele está alimentando financeiramente grupos criminosos e contribuindo para o aumento da incidência criminal – ressaltou Flávio Brito.

O secretário de Polícia Militar, coronel Rogério Figueredo, explicou que a redução dos roubos de carga no estado é resultado de duas ações principais: integração entre as polícias e ampliação do patrulhamento de vias expressas, com a participação de unidades especiais em apoio aos batalhões de área, tendo como base a leitura das manchas criminais.

  • Criamos alguns programas de reforço no patrulhamento, como o Perímetro Verde, que abrange partes da Zona Norte e da Baixada Fluminense, e estabelecemos parcerias com Polícia Rodoviária Federal para intensificar o policiamento em rodovias federais que cortam a Região Metropolitana. Em breve, o CICC passará a contar com o cerco eletrônico: os operadores terão condições de monitorar os principais corredores viários da Região Metropolitana com imagens geradas por câmeras – anunciou Figueredo.

Além dos secretários de Polícia Civil e de Polícia Militar, participaram da entrevista o subsecretário de Integração Operacional da Polícia Civil, delegado Felipe Curi; o subsecretário de Gestão Operacional da Polícia Militar, coronel Marcelo Nogueira; e o delegado Henrique Damasceno, da Delegacia de Roubos e Furtos de Cargas (DRFC) da Polícia Civil.

Vítima foi baleada no intestino, foi encaminhada pelo SAMU para a Santa Casa, onde passou por cirurgia. Segundo a PM, o jovem disse que o autor dos disparos seria de uma facção criminosa rival que a sua. 88ª DP investiga o caso (Foto: Reprodução)

Na noite desta quarta-feira (02), Vitor Breans Lavinas Alves, de 18 anos foi baleado em um bar no bairro Dr. Mesquita, em Barra do Piraí. De acordo com a Polícia Civil, a vítima é suspeita de ter envolvimento em uma facção criminosa e a tentativa de homicídio teria relação com a guerra entre elas.

Segundo a Polícia Militar, testemunhas disseram que um homem passou atirando quatro vezes em direção ao bar e um dos disparos atingiu a barriga da vítima. O rapaz foi socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) e encaminhado para a Santa Casa. A direção do hospital informou que ele passou por uma cirurgia para retirada da bala alojada em seu intestino e não corre risco de vida.

O caso foi registrado na 88ª Delegacia de Polícia Civil de Barra do Piraí, que passa a investigar o caso. Até a publicação desta reportagem, o autor dos disparos não havia sido localizado e a identidade da vítima não havia sido divulgada. Porém, após consulta com o setor de Relações Públicas da PM, a identidade da vítima foi publicada na reportagem. No hospital, Vitor disse aos policiais que os tiros foram disparados por um membro de uma facção criminosa rival.

Matéria Atualizada em 15h23 de 03/09/2020.

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) cumpre hoje (2) três mandados de prisão preventiva e 14 de busca e apreensão contra acusados de integrar a milícia que controla, de forma ilegal e com uso de armas, a região de Rio das Pedras, na zona oeste da cidade do Rio. Além dos três alvos com mandado de prisão decretada, outras três pessoas foram denunciadas à Justiça. A informação é da Agência Brasil.

Segundo as investigações, Marcus Vinícius Reis dos Santos é braço direito de Mauricio Silva da Costa, apontado pelo MPRJ como chefe da milícia, e continua dando ordens ao grupo mesmo estando preso.

O grupo explora diversas atividades criminosas, como extorsões, grilagem e agiotagem. O MPRJ conseguiu rastrear pelo menos R$ 5,79 milhões movimentados pelo grupo. O dinheiro obtido pela organização criminosa foi lavado através da compra de imóveis e constituição de empresas com ajuda de laranjas.

Crimes de estelionato para o recebimento do auxílio emergencial, ameaça e divulgação de informações pessoais integram o alvo da Operação Falso Samaritano, deflagrada na manhã desta quarta-feira (2), pela Polícia Federal. A informação é da Agência Brasil

Segundo a PF, durante as investigações foi identificado que o suspeito utilizava dados das vítimas para se cadastrar nos aplicativos dos auxílios emergenciais do governo federal e, assim, receber os valores em benefício próprio.

“O investigado também ameaçou e divulgou dados pessoais do presidente da Caixa Econômica Federal e de seus familiares, após o presidente do banco ter alertado a população sobre a existência de golpes, bem como declarado que iria intensificar as medidas para impedir a ação dos fraudadores”, informou a assessoria da Polícia Federal.

Estão sendo apurados pela PF os crimes de estelionato, ameaça e divulgação de dados sigilosos.

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