Quarta, 30 Setembro 2020
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A Polícia Federal (PF) deflagrou hoje (31) a megaoperação Caixa Forte 2, para investigar tráfico de drogas e lavagem de dinheiro praticados por facção criminosa. Para a ação, foram mobilizados 1,1 mil policiais federais, que cumprem 623 mandados judiciais em 20 unidades federativas (Acre, Alagoas, Amazonas, Ceará, Distrito Federal, Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Pará, Pernambuco, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rondônia, Roraima, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo) e no Chile. A informação é da Agência Brasil

Ao todo, foram expedidos pela 2ª Vara de Tóxicos de Belo Horizonte 422 mandados de prisão preventiva e 201 mandados de busca e apreensão. Também foi ordenado o bloqueio judicial de R$ 252 milhões.

Em nota, a PF informou que, na primeira fase da operação, descobriu a existência do núcleo "Setor do Progresso", que tinha como função promover lavagem de dinheiro dos valores gerados com a atividade de tráfico de drogas.

As investigações também conduziram a polícia ao chamado "Setor da Ajuda", criado para recompensar membros de uma facção recolhidos em presídios e que mantinham contas bancárias para onde parte do dinheiro oriundo das atividades era destinada. Em alguns casos, as quantias eram depositadas em contas de pessoas que não pertenciam ao grupo criminoso, para despistar as autoridades policiais.

A PF apurou, ainda, que 210 suspeitos desempenham as funções no alto escalão da facção criminosa, como a execução de servidores públicos. Todos cumprem penas em presídios federais. Os presos deverão responder por crimes de participação em organização criminosa, associação com o tráfico de drogas e lavagem de dinheiro, cujas penas podem chegar a 28 anos de prisão.

Caso aconteceu após um acidente na BR-393 e suspeito estava embriagado. Segundo a PRF, ele ainda tentou se passar por policial para ameaçar os ocupantes (Foto: Polícia Rodoviária Federal)

No sábado (29), um motorista ameaçou ocupantes de um veículo após acidente no km 259 da BR-393, a Rodovia Lúcia Meira, em Barra do Piraí. De acordo com a Polícia Rodoviária Federal, o homem estava alcoolizado e teria tentado se passar por um policial enquanto fazia as ameaças. As informações são do portal G1.

Os agentes da PRF receberam a informação de que um acidente leve entre dois carros tinha sido registrado no trecho e que um dos envolvidos estaria ameaçando os ocupantes do outro veículo. Eles foram até o local e identificaram o homem que estava causando a confusão. No carro dele foram encontrados um tchaco e um shuriken (estrela ninja), armas oriundas de uma arte marcial oriental chamada ninjitsu.

Ainda segundo a PRF, os ocupantes do outro veículo disseram que após o acidente, o suspeito, que não teve sua identidade divulgada, chegou a dizer que era policial e que estava armado, levando a mão até a cintura, como se fosse pegar uma arma. Disseram ainda que o condutor embriagado chegou a correr na direção deles com uma das armas orientais na mão.

O homem passou por teste de alcoolemia, que confirmou o uso de bebida alcóolica. Os envolvidos no acidente foram encaminhados para a 88ª Delegacia de Polícia Civil de Barra do Piraí para prestar depoimento. O autor das ameaças vai responder, em liberdade, por conduzir veículo embriagado, falsa identidade, por ter se passado por policial e ameaça. O material encontrado no veículo foi apreendido.

Neste domingo (30), um homem de 21 anos foi preso ao sair de um hotel na Rua Aureliano Garcia, Centro de Barra do Piraí, em cumprimento a um mandado de prisão. Segundo informações divulgadas pela Polícia Militar, ele é suspeito de envolvimento em um homicídio e foi localizado após denúncias.

De acordo com o registro de ocorrência, ao saber que o acusado estaria no hotel, alguns policiais foram para as proximidades, com o objetivo de aguardar sua entrada ou saída do estabelecimento. Quando ele deixou o local, acompanhado de uma mulher de 23 anos, foi abordado pelos militares e não reagiu à prisão.

O mandado foi cumprido, com o rapaz sendo encaminhado para a 88ª Delegacia de Polícia Civil de Barra do Piraí, onde permanece preso.

O Instituto de Segurança Pública (ISP) lançou, nesta quinta-feira (27/08), a 15ª edição do Dossiê Mulher. De acordo com o estudo, os casos de homicídios dolosos de mulheres tiveram queda de 12% no ano passado na comparação com 2018. Em 2019, foram 308 vítimas. O dossiê traz ainda uma análise inédita sobre as 85 vítimas de feminicídio registradas no estado em 2019. Destas, 49 tinham entre 30 e 59 anos e 58 eram negras.

A análise mostra que 82,4% das mortes foram cometidas por companheiros ou ex-companheiros, 78,8% dos casos ocorreram dentro da residência e 32,9% dessas mulheres foram assassinadas com armas brancas. Para 44% das vítimas, a motivação alegada pelo autor foi o término do relacionamento. No período analisado, foram registradas 6.662 vítimas de violência sexual. Desse total, 58% tinham menos de 18 anos.

Além disso, mais de 128 mil mulheres foram vítimas de violência no âmbito doméstico e familiar no Estado do Rio de Janeiro em 2019, 6% a mais do que em 2018. Os crimes mais registrados por mulheres em 2019 foram lesão corporal dolosa, com 41.366 vítimas, o que corresponde a 32,2% do total de casos, e ameaça (32%).

O crescimento de casos, no entanto, também pode significar uma maior confiança das mulheres nas instituições para denunciar os crimes, diminuindo a subnotificação, aponta o estudo do ISP. Além das Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (Deams), as três Delegacias de Homicídios da Secretaria de Polícia Civil contam com um núcleo exclusivo para a apuração de feminicídios. A Secretaria de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos também oferece atendimento interdisciplinar – psicológico, social, jurídico e de orientação – a mulheres em situação de violência nos dos Centros Integrados/Especializados de Atendimento à Mulher (CIAMs/CEAMs).

A Secretaria de Polícia Militar criou, em agosto do ano passado, o programa Patrulha Maria da Penha – Guardiões da Vida. O objetivo é ajudar a reduzir a reincidência dos casos de violência doméstica e familiar. O programa atua na fiscalização e no acompanhamento das medidas protetivas e realiza visitas periódicas às mulheres assistidas. No total, foram atendidas mais de 11,1 mil mulheres. No período, foram efetuadas 189 prisões de autores de violência doméstica, uma média de uma prisão a cada dois dias no estado do Rio de Janeiro.

  • Além de uma análise quantitativa, o Dossiê deste ano inova em vários aspectos, se aprofundando em uma análise qualitativa. Esses dados auxiliam na elaboração de políticas públicas que atendam às necessidades da sociedade, fortalecendo a confiança da população nas instituições - explicou a diretora-presidente do ISP, Adriana Mendes.

Perfil

O Dossiê Mulher apresenta também o perfil de mulheres vítimas, de acordo com as cinco formas de violência relacionadas ao âmbito doméstico e familiar, conforme a Lei Maria da Penha: violência física (33% das vítimas), sexual (5,2%), psicológica (32,3%), moral (24,8%) e patrimonial (4,6%). Assim, foi possível identificar a distribuição espacial dos casos, o perfil das vítimas (cor e idade) e a dinâmica dos crimes (tipo de local onde foram vitimadas e sua relação com o agressor).

Quanto ao perfil geral das mulheres vítimas do ano de 2019, o Dossiê demonstra que enquanto os crimes contra a vida, ou seja, aqueles relacionados à violência física, foram registrados por maioria de mulheres negras, os crimes de natureza patrimonial, moral ou sexual foram registrados por maioria de mulheres brancas. Quanto à idade, a maior parte das vítimas tinha entre 30 e 59 anos (54,6%). Ainda, 59,3% delas registraram que foram vítimas de crimes ocorridos dentro de residência e 75,2% já possuíam alguma relação com seus agressores.

Três novos delitos foram incluídos no levantamento deste ano: divulgação de cena de estupro ou de cena de estupro de vulnerável, de cena de sexo ou de pornografia; importunação sexual; e descumprimento de medidas protetivas de urgência, vigentes a partir de 2018.

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