Segunda, 09 Dezembro 2019
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Polícia Civil registra aumento de prisões de agressores de mulheres; trabalho das DEAMs foi intensificado desde janeiro deste ano

O crescimento dos casos de violência contra a mulher despertou a preocupação da Secretaria de Estado de Polícia Civil. Desde então, a instituição vem intensificando as ações de investigação e prevenção contra este tipo de crime. Como resultado deste trabalho, o número de prisões de autores de agressões contra mulheres chegou a 210 nos três primeiros meses de 2019, o que representa um aumento de 229% em comparação a 2018.

"Desde janeiro, a Polícia Civil do Rio vem reforçando as ações para o enfrentamento da violência contra a mulher. Só nos primeiros meses de 2019, conseguimos proteger cerca de 200 vítimas. Nosso trabalho, tanto de investigação quanto de prevenção, é contínuo e visa sempre à interrupção do ciclo da violência", afirmou a delegada Juliana Emerique, coordenadora- geral das Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (CGDEAM).

A difusão da informação, principalmente por meio das redes sociais, sobre o ciclo da violência e os diversos tipos de violação de direitos são fatores que a delegada atribui para que mais mulheres tenham coragem para denunciar os abusos. "Hoje, vemos um acesso maior aos grupos de mulheres que falam sobre a violência doméstica. Isso acaba despertando uma maior conscientização dos seus direitos e, por consequência, o empoderamento", ressaltou.

A diretora cita a criação da Coordenadoria Geral das Delegacias Especiais de Atendimento à Mulher como outro ponto positivo. "Com a coordenadoria, foi possível dar mais visibilidade a esse tipo de crime, além de fornecer mais autonomia às delegacias especializadas para que os processos tenham mais celeridade", comemorou.

Ao todo, 14 DEAMs no estado

O Rio de Janeiro conta com 14 Delegacias Especializadas no Atendimento à Mulher. As equipes são treinadas para atender às vítimas de violência com um serviço humanizado em ambientes acolhedores. Segundo dados do Dossiê Mulher, do Instituto de Segurança Pública (ISP), a maior parte dos casos é registrada nas residências, ou seja, quando o agressor é um conhecido – marido, pai, irmão, tio, vizinho.

"A maior porcentagem dos casos de violência está na casa ou próxima da vítima. Por isso, é importante que o cidadão não se omita quando testemunhar uma agressão contra a mulher. O silêncio mata. Ainda lembramos que a violência não se manifesta somente na forma física. Ela pode ser moral, psicológica, sexual e patrimonial. A culpa nunca é da vítima", concluiu a delegada.

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