Quarta, 28 Outubro 2020
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Radialista Willians Renato, popular Gato Preto, foi detido pela Polícia Civil de Barra do Piraí

Ouça com exclusividade a entrevista do vereador Pedrinho ADL, amigo pessoal do radialista, para o programa Show da Manhã, da Rádio Barra do Piraí AM e as informações apuradas por nossa reportagem.

Desde a manhã desta terça-feira (14) que o repórter policial Willians Renato, conhecido como Gato Preto, está detido na 88ª Delegacia de Polícia Civil de Barra do Piraí. A informação já foi publicada por veículos de comunicação de Barra do Piraí e confirmada por nessa reportagem na manhã desta quarta-feira (15).

Nossa reportagem, do Grupo RBP de Comunicação, confirmou diretamente com agentes da 88ª Delegacia de Polícia Civil de Barra do Piraí de que o radialista está recluso desde essa terça, por conta de um processo movido pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro em 2015, por porte irregular de arma de fogo. Foi confirmado também que, por conta de problemas de saúde, ele está em uma sala especial, fora da cela comum da unidade, e trata-se de uma prisão preventiva.

Porém, segundo informações da própria 88ª DP, o boletim de ocorrência com todos os detalhes sobre o caso só poderá ser solicitado por petição judicial. O delegado oficial Marcos Peralta, da 88ª DP, não foi encontrado na unidade para esclarecer mais informações.

Conversamos também com o vereador barrense e amigo pessoal de Willians Renato, Pedrinho ADL, que tentou visita-lo na unidade policial, porém, não obteve permissão. “Willian está com uma saúde debilitada, estava gravando seu programa Repórter Policial de sua residência por conta dessa pandemia, e estou preocupado com seu estado. Tentei visita-lo para poder conversar diretamente com ele, porém, infelizmente não me foi permitido acesso”, afirmou o vereador, que deu uma entrevista exclusiva para o repórter Felipe Castro, ao vivo para o programa Show da Manhã, comandado pelo radialista Nilton Luís.

Ouça a entrevista na íntegra aqui!

Por fim, nossa reportagem tentou falar com seu advogado via telefone e em seu escritório, porém, sem sucesso. Essa reportagem está aberta para ouvir a versão de seu advogado ou até mesmo do próprio Willians Renato, que ganhou notoriedade com seu programa Repórter Policial, sucesso transmitido em todas as tardes na Rádio Barra do Piraí AM.

ATUALIZAÇÃO 12h50 - 15/07/2020: Segundo o vereador Pedrinho ADL, Willians Renato, o Gato Preto, foi transferido para a sala amarela da emergência do Hospital Santa Casa de Barra do Piraí. De acordo com o diretor do hospital, Ivan Borges, a informação é de que ele possui duas hérnias, está com muitas dores e está sendo avaliado para confirmar se há a necessidade de cirurgia.

ATUALIZAÇÃO 15h - 15/07/2020: Nossa reportagem conseguiu contato com o advogado do radialista Willians Renato, o Dr. Pedro Pereira, que gravou para nosso repórter Felipe Castro um áudio sobre o processo de seu cliente, a sua versão de todo o caso, com detalhes sobre os próximos passos de sua defesa e, por fim, com informações sobre seu estado de saúde. De acordo com o advogado, Gato Preto foi sentenciado a dois anos de reclusão em semi-aberto, por um processo movido em 2015 pelo MPRJ, por porte ilegal de arma de fogo, com a possibilidade de ter a pena convertida. Ele já entrou com um recurso para reverter a decisão.

Ouça na íntegra aqui!

Nossa reportagem teve acesso a sentença judicial do radialista e em breve publicará um resumo objetivo, com todas as informações relevantes.

ERRATA: Infelizmente, um erro ortográfico passou por nossa edição e, na imagem do vídeo, escrevemos "Gato Preso", ao invés de "Gato Preto", como é popularmente conhecido o radialista Willians Renato. Em nenhum momento, queríamos tripudiar de sua imagem e se trata apenas de um infeliz erro ortográfico que não há como editar, por se tratar de ser a imagem do vídeo. Pedimos desculpas, porém o teor do áudio do advogado, que é o mais importante, está na íntegra neste vídeo.

ATUALIZAÇÃO 17h35 – 15/07/2020: Entenda o caso

Para finalizar a reportagem, nossa equipe teve acesso a todos os detalhes do processo que envolve o radialista Willians Renato, o popular Gato Preto, detido nesta terça (14) por porte ilegal de arma de fogo.

Abaixo, um resumo simplificado do caso feito por nossa equipe.

A PRISÃO

Em 28 de outubro de 2015, policiais integrantes do Grupo de Apoio às Promotorias de Justiça (GAP-MPRJ), em cumprimento ao mandado de busca e apreensão de armas de fogo expedido pelo Juízo da Primeira Vara de Barra do Piraí, tiveram sucesso na revista pessoal realizada na casa e no trabalho do radialista. Na ocasião, não houve qualquer resistência e as armas foram entregues de forma espontânea aos agentes.

Em razão da localização do material bélico, foi registrado o Auto de Prisão em flagrante em nome do radialista, e também arbitrada fiança, que após ser prestada, permitiu que pudesse responder o processo em liberdade.

A ACUSAÇÃO

Consta na denúncia oferecida pelo Ministério Público que: “no dia 28 de outubro de 2015, por volta das 12h50min, em via pública no Centro de Barra do Piraí, nesta comarca, o primeiro denunciado, livre, consciente e voluntariamente, portava, sem autorização e em desacordo com determinação legal ou regulamentar, uma pistola e oito cartuchos de munição, conforme auto de apreensão de fl. 11e laudo de exame de arma de fogo e munições (...)”

E ainda:

“do dia 20 de outubro de 2013 até o dia 28 de outubro de 2015, no interior de sua residência, possuía e mantinha sob suas guarda, sem autorização e em desacordo com determinação legal ou regulamentar, além da pistola acima referida, um revólver de uso permitido e 23 munições.”

São duas acusações, a de porte de arma de uso restrito pelas forças armadas e a de uso permitido, sem autorização.

A DEFESA

Em sua defesa, o jornalista, em resumo, “sustentou que embora a arma não tivesse registro, tinha origem lícita, além do que somente utilizada para sua segurança pessoal, na medida em que, na função de radialista de um programa policial, se sentia exposto e com sua integridade física em risco” .

A SENTENÇA

Em 28/10/2016, foi registrada a sentença condenatória, que fixou as penas pelos crimes descritos nos artigos 12 e 14, ambos da Lei nº 10.826/03 em 01 (um) ano de detenção, pela prática do delito previsto no art. 12 da Lei nº 10.826/03; e 02 (dois) anos de reclusão, em razão da prática do crime previsto no art. 14 da Lei nº 10.826/03.

OS RECURSOS

Foram interpostos vários recursos no após a Sentença Condenatória, incluindo Apelação que foi direcionada à Segunda Instância do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, que manteve a decisão da Juíza de Barra do Piraí, além de Recurso Especial e Extraordinário, direcionados ao Supremo Tribunal de Justiça e Superior Tribunal Federal, respectivamente, sem sucesso.

Com o retorno do processo para o Juízo de Origem no final de 2019 foi apresentado um novo recurso, dessa vez um Habeas Corpus, que visava evitar que esse mandado de prisão fosse cumprido. Esse recurso até teve sucesso ao ser despachado no Plantão Judiciário obtendo a liminar para que se mantivesse em liberdade até que a questão fosse melhor analisada pelos Desembargadores da Câmara Criminal ao qual seria distribuída quando retomadas as atividades, porém, essa decisão foi cassada, obrigando o Juízo Sentenciante da comarca de Barra do Piraí a cumprir o mandado de prisão para que o radialista possa dar início ao cumprimento da pena de 2 anos de reclusão no regime semiaberto. De acordo com seu advogado, Dr. Pedro Pereira, ainda há recursos pendentes em julgamento.

 

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