Sábado, 21 Abril 2018

Barra do Piraí - Nas edições 733 e 734 do Jornal O BARRENSE, foi registrada a situação da Clínica de Doenças Renais (CDR) de Barra do Piraí. Informações divulgadas nas redes sociais davam conta de que a unidade iria fechar, o que foi negado pelo secretário de Saúde de Barra do Piraí, Juberto Folena Júnior. Segundo ele, à ocasião, havia acabado de ser feito repasse à CDR. Entretanto, pouco depois, também foi emitida uma nota, assinada por Murilo Tatagiba, diretor da clínica barrense, expondo que o setor de diálise passaria por crise, ao que foi respondido pela prefeitura de Barra do Piraí em um texto divulgado nas redes sociais, sucintando que, em caso de fechamento, a questão incorreria em multa, uma vez que os pagamentos estavam sendo feitos. 

  Em nota divulgada em sua página nas redes sociais na segunda quinzena de março, o prefeito Mario Esteves (PRB) diz que foi feito repasse à CDR, em valor de pouco menos de R$ 600 mil. Em entrevista à equipe de reportagem do Grupo RBP de Comunicação, ele ainda confrontou as declarações que, segundo ele, foram atribuídas a Murilo Tatagiba, que se reuniu com o republicano.

  “Recebi o doutor Murilo, e ele me disse que não tinha nada para falar, está conversando para que seja feita uma nota de retratação, tanto para ele quanto para o município. A nota saiu, mas ele não autorizou e está pedindo retratação”, refuta o prefeito, reafirmando que a dívida que a prefeitura tem com a CDR refere-se ao ano de 2016, mas será paga. Entretanto, Mario frisa que isto será feito com uma emenda

  Ele recordou também que pagou dívidas referentes à Cruz Vermelha, à Santa Casa e está renegociando a do Hospital e Maternidade Maria de Nazareth. “Temos uma tomada de contas aberta, o dinheiro da CDR e da Cruz Vermelha foram desviados e o governo passado vai responder, pois isso é improbidade”, cita.

  Mario Esteves conclui negando o descredenciamento da CDR. “Quero ver com a presidência da CDR para parcelar esta dívida. O que não vou aceitar é esse terrorismo de estarem jogando a gente contra a população”, afirma.

O interventor federal da segurança pública no Rio de Janeiro, general Braga Netto, vai utilizar o acúmulo de dados de inteligência obtidos no período em que ele foi responsável pelo Comando Militar do Leste para fazer mudanças estratégicas nas políciais do estado.

Esse diagnóstico foi definido por ministros que participaram da decisão do presidente Michel Temer de fazer a intervenção no Rio.

Avaliação feita no Palácio do Planalto é de que o grande problema no estado é que os comandos locais, tanto da Polícia Militar quanto da Polícia Civil, nas comunidades e nos bairros, tinha intervenção política.

Além disso, a constatação é de que uma parcela da polícia também tem influência de milícias e até mesmo do crime organizado.

"Como o general Braga Netto atuou no ano passado em operações no Rio por causa das ações da Garantia da Lei e da Ordem (GLO) e em 2016 por causa da Olimpíada, ele acumulou muita informação sobre o funcionamento da segurança pública no Rio e sobre as polícias. Em várias operações, inclusive, foi identificado o vazamento de informação. Será essa inteligência que será utilizada para fazer as mudanças nos comandos locais das polícias, desde as delegacias até postos em comunidades", disse um ministro ao blog.

Além da corrupção de policiais, um ministro apontou como grande problema na segurança pública do Rio a influência política nas nomeações de cargos, tanto na PM quanto na Civil.

"Um vereador em determinada comunidade tem influência total na escolha de policiais que serão lotados nessa comunidade. O governador Pezão não tinha autoridade para barrar essas indicações políticas. Em muitos casos, vereadores tinham relações com a milícia, em casos extremos até mesmo com a contravenção e o crime organizado", observou esse ministro ao blog.

A defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem até as 23h59 de terça-feira (20) para recorrer contra a decisão em segunda instância que manteve a condenação do petista aumentou a pena no caso do triplex no Guarujá (SP). O prazo começa a contar a partir da 0h de segunda-feira (19), quando os advogados terão 48 horas para apresentar o recurso. De acordo com a movimentação do processo junto ao Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), os envolvidos foram considerados notificados automaticamente às 23h59 de sexta-feira (16). Com isso, o prazo conta a partir do próximo dia últil. Os desembargadores da 8ª Turma do TRF-4 votaram por elevar para 12 anos e 1 mês de prisão a pena de Lula pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. No dia 6 de fevereiro, foi publicada a decisão, chamada de acórdão, do julgamento do recurso do ex-presidente, ocorrido em 24 de janeiro em Porto Alegre. Como a decisão foi unânime, a defesa de Lula pode apresentar apenas os chamados embargos de declaração. Os advogados podem verificar se existe alguma dúvida, contradição ou explicação a ser dada pelos desembargadores sobre a decisão. No entanto, esse recurso não permite reverter a decisão do tribunal. Esgotadas as possibilidades de recurso no TRF-4, Lula pode ser preso. Operação Lava Jato, Lula é acusado de receber o imóvel como propina da empresa OAS em troca de favorecimento em contratos com a Petrobras. O ex-presidente nega as acusações e afirma ser inocente. O julgamento dos embargos de declaração costuma ser rápido, apesar de não ter prazo. No caso de Lula, será realizado pelos mesmos desembargadores da 8ª Turma: João Pedro Gebran Neto, Leandro Paulsen e Victor Luiz dos Santos Laus. Instâncias superiores A defesa de Lula poderá ainda recorrer da condenação em mais duas instâncias superiores: o Superior Tribunal de Justiça (STJ) e o Supremo Tribunal Federal (STF), ambos em Brasília.

Novos depoimentos à Polícia Federal de ex-executivos de empreiteiras citam o pagamento de propina para o PSDB em contratos de obras do Rodoanel em São Paulo. Reportagem do jornal “O Estado de S.Paulo” deste sábado (17) mostra que ex-funcionários da OAS e da Andrade Gutierrez contaram que, em troca de contratos, fizeram repasses para a campanha do tucano José Serra para o governo do estado de São Paulo em 2006. Ele nega qualquer irregularidade (leia mais ao final desta reportagem).
A TV Globo também teve acesso aos novos depoimentos que chegaram em janeiro ao inquérito contra o atual senador que está no Supremo Tribunal Federal (STF). O relator é o ministro Gilmar Mendes.
O ex-diretor da OAS Carlos Henrique Barbosa Lemos e o ex-presidente da Andrade Gutierrez Engenharia Flávio David Barra disseram que as empreiteiras criaram um “grupo de trabalho” que ajudou a elaborar o edital do Rodoanel Sul.
As obras foram divididas em cinco lotes liderados por consórcios de empreiteiras: Andrade Gutierrez, OAS, Odebrecht, Queiroz Galvão e Camargo Corrêa.
No depoimento que prestou em agosto de 2017 à Polícia Federal, Lemos declarou que os representantes das empresas foram informados pelos representantes da Andrade Gutierrez que seria necessário realizar o pagamento de aproximadamente R$ 30 milhões para o então secretário de Transportes do estado, Dario Rais Lopes.
Esses R$ 30 milhões teriam por objetivo colaborar com o caixa de campanha eleitoral do PSDB. Ele contou que o consórcio OAS/Mendes Junior, detentor do lote cinco, pagou R$ 5,4 milhões.
O ex-executivo disse que a OAS fez o repasse de R$ 2,3 milhões para Mário Rodrigues Júnior, diretor de engenharia da Dersa, empresa controlada pelo governo paulista responsável por grandes obras, como o Rodoanel.
Lemos afirmou que se recorda que parte do dinheiro foi transferida na forma de doações eleitorais ao PSDB devidamente registradas na Justiça Eleitoral, sendo que outra parte dos pagamentos foi feita em espécie.

Diretoria do Metrô
Já o ex-executivo da Andrade Gutierrez, Flávio David Barra, citou o pagamento de propina para a diretoria do Metrô de São Paulo.
Em depoimento recente, dado em 25 de janeiro, ele relatou ter sido procurado pelo então presidente do Metrô, Luiz Carlos Frayse David, para tratar de pagamentos que seriam destinados aos diretores do Metrô paulista.
Segundo Barra, Frayse David disse que, como as nomeações da diretoria do Metrô precisavam de suporte político, seria necessária a arrecadação de recursos na ordem de R$ 2 milhões.
Barra contou à PF que combinou com o ex-presidente do Metrô que efetuaria o pagamento desse valor na medida em que as obras do primeiro lote da expansão da linha 2 do Metrô fossem faturadas.
Ele revelou que a Andrade Gutierrez pagou R$ 2 milhões que seriam destinados a Eduardo Bittencourt, então conselheiro do Tribunal de Contas de São Paulo.
De acordo com o depoimento, Bittencourt pediu R$ 10 milhões para cuidar da fusão dos consórcios das empreiteiras em obras do Metrô.

Delação da Odebrecht
Os depoimentos dos ex-executivos da OAS e da Andrade Gutierrez confirmam outros pontos da investigação que teve início a partir da delação da Odebrecht.
Eles contaram que, em 2007, ao assumir o governo do estado de São Paulo, José Serra determinou uma redução de 4% nos contratos, o que foi feito.
O ex-diretor da OAS, Carlos Henrique Barbosa Lemos disse que Paulo Vieira Sousa, conhecido como “Paulo Preto” e apontado no inquérito como “pessoa próxima ao então governador José Serra”, na época diretor de engenharia da Dersa, também exigiu que as empresas efetuassem o pagamento a título de formação de caixa de campanha no valor de 0,75% sobre cada faturamento recebimento da Dersa.

O que dizem os citados
O senador José Serra disse que todas as campanhas eleitorais dele foram conduzidas dentro da lei sob a responsabilidade do PSDB.
O diretório estadual do PSDB declarou que jamais pediu a qualquer empresa vantagens em contratos.
O ex-secretário de Transportes e atual secretário nacional de Aviação Civil, Dario Lopes, negou que tenha pedido recursos ilícitos.
Mario Júnior, ex-diretor da Dersa e atual diretor da Agência Nacional de Transportes Terrestres, não quis se manifestar.
Paulo Souza, ex-diretor da Dersa, disse que nunca cedeu às pressões das empreiteiras.
Eduardo Bittencourt, ex-conselheiro do Tribunal de Contas de São Paulo, disse que sempre atuou dentro da legalidade.
A Dersa disse que o governo do estado e a estatal são os grandes interessados na conclusão das investigações e no ressarcimento dos danos que venham a ser apurados.
A Secretaria de Transportes de São Paulo afirmou que acompanha com atenção os desdobramentos das investigações da Lava Jato.
A Odebrecht declarou que está colaborando com a Justiça.
A Andrade Gutierrez disse que apoia toda a iniciativa de combate à corrupção.
A OAS não se manifestou.
A Queiroz Galvão não quis comentar.
A Camargo Corrêa disse que fez acordo de leniência para colaborar com as autoridades de forma permanente.
A reportagem também entrou em contato com os demais citados e ainda aguarda resposta.

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