Segunda, 25 Junho 2018

A campanha nacional de vacinação contra a gripe termina hoje (22) em todo o país. Dados do Ministério da Saúde apontam que 45,8 milhões de um total de 54,4 milhões receberam a dose.

O principal alerta é entre crianças – o país já contabiliza 44 mortes de menores de 5 anos por complicações relacionadas à gripe. O número é mais que o dobro do registrado no mesmo período do ano passado (14 óbitos).

De acordo com a pasta, até o momento, 3,6 milhões de crianças com idade entre 6 meses e menores de 5 anos ainda não foram imunizadas. Este é o grupo prioritário com menor cobertura vacinal (67,7%), seguido pelas gestantes (71%).

Os grupos com maior cobertura são professores (98%), puérperas (96,2%), idosos (91%), indígenas (90,5%) e trabalhadores da saúde (88,6%).

A partir da próxima semana, o governo federal recomenda aos municípios que ainda tiverem doses disponíveis ampliem a vacinação para crianças de 5 a 9 anos e para adultos de 50 a 59 anos.

“O Ministério da Saúde reforça a importância da proteção com a chegada do inverno, período de maior circulação dos vírus da gripe e orienta estados e municípios que continuem a ofertar a vacina para grupos prioritários, em especial as crianças, gestantes, idosos e pessoas com comorbidades, público com maior risco de complicações para a doença.” Informações são da Agência Brasil.

Brasília – Conforme orientação do Ministério da Saúde, a Campanha de Vacinação contra a Influenza foi prorrogada até o dia 15 de junho. A Secretaria de Estado de Saúde alerta para a baixa procura pela vacina contra a gripe entre o público-alvo da campanha no Estado do RJ. Só 24% das crianças foram imunizadas e entre as gestantes a situação também preocupa, pois só 35% tomou a vacina. Já entre os idosos, o número é um pouco maior, cerca de 58%. Em todo o Estado, a cobertura vacinal está em apenas 47%, a meta é imunizar cerca de 4,5 milhões de pessoas.

Devem tomar a vacina gestantes, mulheres com até 45 dias após o parto, crianças com idades entre 6 meses e menores de 5 anos, pessoas com mais 60 anos, pacientes crônicos, além de profissionais de saúde e indígenas.

– Contamos com o envolvimento de todos e agora ganhamos mais alguns dias para a vacinação. A gripe não é uma doença grave, mas entre os grupos prioritários pode se agravar, sim, e a vacina é uma das melhores formas de evitar que isso aconteça – afirmou o secretário de Estado de Saúde, Sérgio Gama.

As doses aplicadas durante a 20ª Campanha de Vacinação contra a Influenza, programada pelo Ministério da Saúde, imunizam contra os três subtipos de gripe que mais circulam no inverno: A/H1N1, A/H3N2 e Influenza B. De janeiro até 22 de maio deste ano, foram notificados 384 casos confirmados de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) no estado do RJ, sendo nove deles causados pelo vírus H1N1 e 19 provocados pelo vírus H3N2. No mesmo período foram notificados 39 óbitos por SRAG, sendo 3 por H3N2 e um por H1N1.

– O inverno é a época de maior circulação do vírus no território fluminense, por isso precisamos que a população procure um posto de saúde para se vacinar, a fim de evitar o aumento das chances de transmissão, além das formas mais graves da doença entre os grupos suscetíveis. É importante que todo público-alvo se vacine, mesmo os que já se vacinaram em outra ocasião – comenta a subsecretária de Vigilância em Saúde, Cláudia Mello.

O inverno chegou e as temperaturas já caíram em diversas cidades brasileiras. Nesta época do ano, os animais podem precisar de cuidado extra para não sofrer com o frio e ficarem doentes. Julia Oliveira de Camargo, médica veterinária da Dog Saúde, clínica veterinária localizada em Jundiaí-SP, afirma que é aconselhável colocar roupinhas nos pets, pois eles também sentem frio, principalmente os de pelo curto. Mas a especialista alerta que é preciso ficar atento ao escolher o tipo de roupa, pois ela pode provocar problemas de pele em alguns animais. “Há cães que são alérgicos e começam a se coçar, gerando um grande incômodo, além de outras consequências negativas, como o aparecimento de feridas e sangramentos.”

Filhotes sofrem mais com o frio

Os filhotes, por serem mais frágeis e terem menos gordura corporal, sentem mais frio. Eles precisam de uma proteção ainda maior, pois são muito sensíveis e suscetíveis a ter o sistema imunológico enfraquecido no inverno. “Os filhotes não podem sentir frio de jeito nenhum já que correm o risco de ficar gravemente doentes”, destaca.

Toda pelagem protege do frio?

Segundo Julia, tudo depende do tipo de pelagem. Existem cachorros que têm uma pelagem própria que os protegem. As raças de países frios, como por exemplo Husky Siberiano e Akita, possuem pelagens que ajudam a mantê-los aquecidos. “De fato, eles acabam sofrendo no verão e não no inverno”, explica. Por outro lado, os cães Poodle e Maltês são raças mais sensíveis, que naturalmente sentem mais frio.

Nem todo pet se dá bem com qualquer tecido

A veterinária conta que alguns animais apresentam sensibilidade ao algodão ou outros tecidos. “Nesses casos, o animal pode demonstrar sinais de que algo está errado, ele pode começar a se coçar, o pelo pode cair bastante”, esclarece. Caso isso ocorra, recomenda-se tirar imediatamente a roupa do animal. No entanto, essa rejeição nem sempre acontece. “Também existem animais que usam as roupinhas e não têm problema nenhum”, lembra Julia.

Animais feridos ou com alergia: nada de roupinha!

A roupinha não é indicada quando o animal apresenta feridas na pele. Para que a cicatrização não demore mais, o local da ferida precisa estar aberto, para que haja oxigenação. Além disso, cães e gatos que tenham alergia, devem ficar longe das roupinhas, pois eles podem ter muita coceira e há casos em que eles se coçam tanto que a pele chega a sangrar. “Para protegê-los contra o frio, vale deixá-los em um ambiente mais aquecido, junto com almofadinhas e cobertinhas”, sugere a médica veterinária da Dog Saúde.

O Senado Federal aprovou nesta quarta-feira, 30 de maio, por unanimidade, o projeto de Lei que obriga a notificação compulsória dos casos de câncer no Brasil. O PLC 14/2018, aprovado na Câmara dos Deputados em março, é de autoria da deputada Carmem Zanotto (PPS/SC). No Senado, o relator do projeto foi Waldemir Moka (MDB/MS). A nova lei tem como objetivo corrigir distorções na base de dados nacional sobre a doença, de forma a facilitar o direcionamento de investimentos e políticas públicas. “Como uma das autoras da Lei dos 60 Dias, que prevê o primeiro tratamento para pacientes oncológicos no SUS em até 60 dias após o diagnóstico, esse texto legal vai garantir o melhor planejamento e direcionamento de recursos para tratamento do câncer no país”, afirmou a deputada Carmen Zanotto.

Os registros oficiais sobre casos diagnosticados de câncer no Brasil estão muito longe da realidade. É provável que existam entre 800 mil e 900 mil brasileiros passando pelo tratamento de algum tumor maligno no SUS, entre pacientes recém-diagnosticados e reincidentes, na estimativa apresentada pelo médico Sandro Martins, coordenador-geral de Atenção Especializada do Ministério da Saúde. No entanto, de acordo com a informação oficial disponível mais recente no SISCAN, de 2015, apenas 68 mil casos foram registrados em hospitais pelo Brasil naquele ano.

Para Martins, “há probabilidade de que a incidência de câncer no país seja 50% maior do que conseguimos demonstrar oficialmente". Em sua opinião, apesar de os números oficiais apontarem que existiriam 200 casos de câncer para cada 100 mil brasileiros, sem levar em conta os cânceres de pele não-melanoma, "estes números são nossa melhor inferência, mas podem não corresponder à realidade”.

Esta constatação evidencia um grave problema de informação, que resulta no prejuízo às iniciativas dos orgãos governamentais competentes ao direcionar investimentos e promover ações relacionadas ao tratamento da doença no Brasil. Sem dados corretos, é quase certo que o Ministério da Saúde esteja planejando e direcionando suas ações de maneira ineficiente.

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