Sábado, 04 Dezembro 2021

O Ministro da Justiça, Torquato Jardim, e o presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), descartaram uma intervenção federal no Ceará após a morte de um dos chefes da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), Rogério Jeremias de Simone.

"Não haverá nenhum tipo de intervenção nas polícias", afirmou o ministro.

Rogério Jeremias de Simone era conhecido como Gegê do Mangue, e foi encontrado morto em Aquiraz, na Região Metropolitana de Fortaleza. Neste domingo (18), o presidente Michel Temer autorizou o envio de uma força-tarefa ao Ceará.

No entanto, Eunício Oliveira, afirmou que a operação consistirá em "forças de inteligência, de equipamento, de experiência, que possam colaborar com a prevenção ao crime organizado, com o combate ao crime organizado através da inteligência", disse na Base Aérea de Brasília na noite deste domingo.

Já o Ministro da Justiça afirmou que a força-tarefa e a intervenção federal no Rio de Janeiro são distintas. "A situação do Ceará não sugere intervenção de qualquer natureza. É bem diferente da situação do Rio de Janeiro. Lá havia uma quebra da hierarquia, do funcionamento das instituições, da autoridade instalada. Isso foi admitido pelas próprias autoridades estaduais. Isso está longe de ocorrer no Ceará", afirmou.

O presidente Michel Temer se reuniu neste domingo (18), no Palácio do Alvorada, com seu marqueteiro Elsinho Mouco e com o cientista político e especialista em marketing Antonio Lavareda para avaliar a intervenção federal no Rio de Janeiro.

O presidente discute há dias com seus principais conselheiros e assessores a melhor estratégia de comunicação para capitalizar politicamente e usar a intervenção no Rio, decretada na última sexta-feira (16), para melhorar a sua imagem junto à população.

No sábado (17), ele foi à cidade para uma reunião no Palácio Guanabara. Diferentemente do esperando, não detalhou medidas nem explicou o planejamento da intervenção. Apenas anunciou a criação de um novo ministério, o da Segurança Pública.

Temer tem sido aconselhado a explorar o tema da violência para tentar diminuir o desgaste do seu governo, que tem altos índices de impopularidade.

Procurado pelo blog, Lavareda disse que não comentaria o que foi discutido.

"Quando você recebe um pedido de um amigo para fazer-lhe uma gentileza, é absolutamente indelicado falar a respeito à imprensa", afirmou.

O marqueteiro Elsinho Mouco, que atende o PMDB, não confirmou de imediato o encontro com o presidente.

Depois, afirmou que foi ao Alvorada apenas para "tomar um café" com o presidente. Ele disse ter discutido a intervenção no Rio com Lavareda e com o ministro Moreira Franco, fora do Alvorada.

Segundo o blog apurou, os marqueteiros chegaram ao Alvorada por volta das 15 horas e deixaram o Palácio por volta das 17 horas.

Existem mil coisas para se falar sobre "Pantera Negra". O filme (que o iG já assistiu e amou) estreia nessa quinta-feira (15) trazendo pela primeira vez um herói negro da Marvel como protagonista e dono de sua própria história. A primeira aparição do personagem, em “ Capitão América: Guerra Civil ”, serviu como uma boa introdução ao personagem, mostrando traços importantes de sua personalidade, como a importância do seu povo e de sua família, e o comprometimento em servir a população, seja como o representante político na figura do Rei de Wakanda, seja como o guardião na pele do Pantera Negra.

Com essa introdução, o " Pantera Negra " de  Ryan Coogler evita a história da origem do herói, e o cria a partir dos desdobramentos de Guerra Civil. De volta a seu país, ele tem que assumir o trono e proteger os recursos naturais de Wakanda de seus muitos inimigos. Nas mãos de Coogler, Wakanda se torna, ao mesmo tempo, um templo com diversas referências a cultura africana, e um país rico e extremamente tecnológico. Coogler, por sinal, é o primeiro diretor negro a chefiar um filme de heróis. E ele se permitiu “ousar”, criando um mundo que exalta a cultura negra por sua inteligência, beleza natural e longe dos estereótipos tradicionais.

Seu elenco, por conta disso, não podia ser diferente, e é formado principalmente por atores negros. Michael B. Jordan , o vilão Erik Killmonger, já trabalhou com o diretor antes em “Fruitvale Station”, filme que ofereceu visibilidade a ambos, enquanto Letitia Wright (de “Black Mirror”), desponta como um dos nomes a se acompanhar nos próximos anos. Daniel Kaluuya também se beneficia da visibilidade de um filme de herói para acrescentar à boa fase começada com “Corra”.

Protagonismo feminino
Nos quadrinhos, o Pantera Negra conta com um grupo de seguranças e soldados a seu lado, chamado Dora Milaje e formado exclusivamente por mulheres. Com um material de origem tão rico em personagens femininos, Coogler soube aproveitá-lo nas telonas. Okoye (Danai Gurira) é a chefe das Dora Milaje, mas outras personagens femininas se destacam como Nakia (Lupita Nyong’o), a irmã do herói Shuri (Letitia), e sua mãe Ramonda (Angela Basset).

Trilha de Kendrick
Já vimos outros rappers dominarem a trilha sonora de filmes, mas na maioria das vezes a música serve como um contexto para a história. Ou os personagens ouvem esse tipo de música ou, ela é protagonista do filme como em “Straight Outta Compton”, mas é apenas exaltada como estilo musical. A curadoria de Kendrick Lamar foi certeira em somar artistas proeminentes negros, como The Weeknd e Travis Scott, com músicos africanos.

Pioneirismo
Escrito por Coogler e Joe Robert Cole (“American Crime Story”) é a primeira vez que a adaptação de um roteiro da Marvel é feita exclusivamente por negros. Mas, não só isso, o filme é o primeiro de super-herói a ter uma mulher da direção de fotografia. Rachel Morrison é uma grande pioneira e seu trabalho e visibilidade nos últimos anos podem ajudar a mudar o “status quo”, onde tão poucas mulheres ocupam o espaço, como é a direção de fotografia. Além do trabalho em “Pantera Negra”, ela se tornou recentemente a primeira mulher dos 90 anos de Oscar a ser indicada na categoria.

“ Pantera Negra ” é o filme certo na hora certa por destacar o negro sem estereótipos e desenvolver uma série de “primeiras vezes” no cinema (principalmente de herói), mas é mais do que isso. Um filme que se desfaz das amarraras da fórmula Marvel, se diferencia dos demais pelos personagens e pelo tema relevante, e com um elenco cheio de estrelas, o filme merece seu espaço entre os maiores longas de super-heróis. Wakanda Forever!

Parece que o universo de Westeros vai entrar em hiato durante este ano. A série da HBO que surgiu da trilogia de George R. R. Martin teve as suas gravações atrasadas e, portanto, a estreia da oitava e última temporada só chega em 2019. Mas não é somente a produção audiovisual que ficou para o próximo ano. O aguardado “The Winds Of Winter”, sexto livro da saga “As Crônicas de Gelo e Fogo” não sairão este ano, de acordo com o próprio autor.

Em seu blog pessoal, George R. R. Martin afirmou a um fã que o que tem planejado em relação à “ Game Of Thrones ” para o ano é “Fire and Blood”, uma obra dedicada a resgatar a trajetória da família Targaryen. Em outro comentário, um fã ainda questiona se o novo livro viria antes ou depois de “Winds of Winter”, ao qual o autor respondeu categoricamente afirmando que “Fire and Blood será dividido em dois volumes. O primeiro sai antes e o segundo, depois”.

O primeiro volume, por sua vez, parece já estar bastante encaminhado. O exemplar estava prometido para 2017, mas o autor acabou atrasando o lançamento desta história. Agora resta aos fãs esperar mais um pouco para desvendar ainda mais sobre esse universo.

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